Nova lei antipirataria pode turbinar receitas de transmissão do Campeonato Italiano
CEO da Serie A confia que emissoras italianas pagarão valores maiores quando não tiverem concorrência de transmissões ilegais

Uma lei antipirataria deve turbinar as receitas do Campeonato Italiano nas próximas temporadas. De acordo com Luigi De Siervo, CEO da Lega Serie A, o novo decreto do governo, que deve ser ratificado nos próximos meses, pode aumentar o valor dos direitos domésticos de transmissão da liga em € 150 milhões por temporada no próximo ciclo, de 2024-25 em diante.
O diretor-executivo reforçou que a nova legislação contra transmissões piratas será capaz de inspirar confiança nas emissoras do país. Assim que o decreto for publicado, a liga italiana poderá fazer com que os sinais ilegais sejam derrubados em até 30 minutos após sua detecção. No sistema atual, pode levar mais de 15 dias para que um streaming pirata seja bloqueado.
- O novo governo finalmente entendeu a gravidade do fenômeno da pirataria na Itália. Há mais de quatro anos, a Serie A trava uma guerra implacável contra a pirataria, com investimentos significativos em softwares e tecnologias capazes de remover sites piratas, e com uma equipe jurídica capaz de atacar toda a cadeia de suprimentos a ponto de impor multas econômicas significativas aos consumidores finais que inevitavelmente deixam rastros digitais de acesso a sites e aplicativos ilegais. Mas a batalha mais difícil é contra as IPTVs. Somente na Itália, o impacto econômico deste decreto pode ser de € 150 milhões adicionais por temporada em taxas de direitos - disse De Siervo ao SportBusiness.
No atual ciclo de três anos, de 2021-22 a 2023-24, a Seria A italiana fatura cerca de € 1,2 bilhão por temporada com seus direitos de transmissão - são € 943 milhões com direitos domésticos e cerca de € 240 milhões com direitos internacionais e de apostas. O restante vem de pacotes de melhores momentos domésticos e outros direitos.
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Para o próximo ciclo, que se inicia na temporada 2024-25, De Siervo visa uma valorização substancial. A liga lançará a licitação dos direitos domésticos no fim de abril, com o objetivo de concluir o processo até o fim de junho.
- Estamos confiantes que, apesar de ser uma licitação muito difícil, finalmente conseguiremos o que merecemos do mercado. O problema da pirataria é global, mas na Itália teve um impacto maior porque o sistema de regulamentação legal é absolutamente inadequado. Finalmente, podendo garantir contratos mais longos e com uma lei especial contra pirataria, poderemos competir com as outras ligas tendo as mesmas ferramentas à nossa disposição - acrescentou De Siervo.

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