Entenda por que faturamento de marketing dos clubes brasileiros é abaixo do potencial
Estudo da Sports Value indica que as equipes mais importantes do país ganharam R$ 871 milhões em 2021, mas que poderiam arrecadar até R$ 3,2 bilhões

Os clubes do futebol brasileiro ainda não exploraram ao máximo as possibilidades para aumentar o faturamento no setor de marketing. É o que indica um relatório da Sports Value, que traz análises sobre as receitas dos principais times do país em 2021 e compara o Brasileirão com as maiores ligas internacionais do futebol.
De acordo com o estudo, as equipes mais importantes do país ganharam R$ 871 milhões no ano passado, mas têm potencial para arrecadar até R$ 3,2 bilhões.
Além disso, o Brasil possui o sétimo maior PIB entre os países das ligas de futebol do mundo e é o quinto mais relevante no mercado publicitário global, mas apenas o 14º em receitas de marketing das competições.
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Na visão de Renê Salviano, especialista em marketing esportivo e CEO da Heatmap, a negociação dos direitos de transmissão é fundamental nesta disparidade para o exterior.
- Um dos graves problemas foi a tardia negociação para outros países. Isso limita demais o crescimento do futebol brasileiro a nível de exposição mundial e, consequentemente, tudo que este cenário traz de retorno financeiro - explica Salviano.
Embora tenha força no mercado publicitário - atrás apenas das ligas dos Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha e França -, o futebol brasileiro está abaixo do potencial para gerar receitas de marketing. Neste aspecto, os ganhos dos clubes da elite nacional representam apenas 1% desse setor no Brasil, a segunda pior marca entre as 22 ligas analisadas pelo relatório.
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A estruturação do departamento de marketing dos clubes no país também é fundamental e precisa de mais cuidados. Fábio Wolff, sócio-diretor da Wolff Sports, destaca a importância de uma agremiação ter um núcleo bem montado.
- Uma equipe estruturada e profissional são pontos fundamentais, pois é geralmente através dela que surgem as ideias que, se bem formuladas, planejadas e ativadas, virão as novas receitas. A gestão ainda não é 100% profissional, por isso o potencial fica aquém do esperado. Em alguns casos os departamentos são limitados em número de colaboradores, em que muitos deles fazem mágica, inclusive - afirmou Wolff.

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