Mega-sena: quem o seu clube pode contratar com o prêmio do concurso
Bolada faria clubes brasileiros sonharem com craques e até com negócios improváveis

E se, em vez de um apostador, quem acertasse a Mega-Sena fosse um clube brasileiro? O prêmio, que acumulou para R$ 135 milhões, será sorteado na próxima terça-feira (4). A bolada equivale a aproximadamente € 23 milhões e faria qualquer departamento de futebol abrir a calculadora — e, provavelmente, começar a sonhar alto.
Com esse dinheiro em caixa, um clube brasileiro poderia montar uma operação agressiva no mercado: pagar luvas, salários, bônus, direitos de imagem, comissões e, em alguns casos, até bancar uma transferência. Não daria para contratar qualquer estrela do futebol mundial, mas seria suficiente para transformar alguns sonhos em conversas — e algumas conversas em negócios.
Pensando nisso, o Lance! levantou dez nomes conhecidos do futebol internacional que poderiam entrar no radar de um clube brasileiro milionário. A lista tem uma vantagem: boa parte dos jogadores está livre no mercado, o que significa que não haveria necessidade de pagar uma taxa de transferência. O problema — porque sempre existe um — seria convencer os atletas a trocar o futebol europeu, a MLS ou mercados mais ricos pelo Brasil.
Os valores de mercado abaixo são estimativas do Transfermarkt e não significam necessariamente o valor que um clube teria de desembolsar para contratar cada atleta.

James Rodríguez
Aos 35 anos, James Rodríguez ainda carrega o peso de ter sido um dos grandes protagonistas da Copa do Mundo de 2014. O colombiano passou pelo Minnesota United em 2026, depois de deixar o León, e aparece no Transfermarkt com valor de mercado de € 1,5 milhão. Seu contrato com o clube norte-americano terminou em junho.
James já não é o jogador explosivo de seus melhores anos, mas continua sendo aquele tipo de camisa 10 que pode decidir uma partida com um passe. Para um clube brasileiro com R$ 135 milhões no caixa, a pergunta seria simples: quanto custa o sonho? O problema é que o salário provavelmente seria bem mais assustador do que o valor de mercado. Lembrando que James passou pelo São Paulo e não teve uma das performances mais brilhantes de sua carreira.
Fabinho
Outro brasileiro que poderia entrar no radar é Fabinho. Aos 32 anos, o volante revelado pelo Fluminense construiu uma carreira de respeito na Europa, especialmente com a camisa do Liverpool, onde ganhou a Champions League e a Premier League.
O último clube foi o Al-Ittihad, da Arábia Saudita, e o contrato terminou em junho de 2026. O Transfermarkt avalia o jogador em € 12 milhões. Fabinho, inclusive, disputou a última Copa do Mundo pela Seleção Brasileira.
Ou seja: a Mega-Sena não precisaria nem pagar uma transferência. Bastaria convencer Fabinho de que o projeto esportivo e o cheque brasileiro são mais interessantes que outras propostas internacionais.
Ángel Romero
Aqui a brincadeira começa a ficar mais complicada. Ángel Romero tem 33 anos e está no Boca Juniors, com contrato até o fim de 2026. O atacante paraguaio, velho conhecido do futebol brasileiro pelos tempos de Corinthians, tem valor de mercado estimado em apenas € 600 mil.
O problema não seria o valor de mercado, mas convencer o Boca a liberar o jogador. Com R$ 135 milhões, porém, o clube interessado poderia pelo menos começar a conversa. E provavelmente começaria com uma frase que todo dirigente gosta de ouvir: "Quanto vocês querem?".
Leon Goretzka
Se o clube ganhador da Mega quiser realmente fazer barulho, Leon Goretzka seria daqueles nomes capazes de provocar pane nas redes sociais.
Aos 31 anos, o alemão encerrou sua passagem pelo Bayern de Munique e aparece no Transfermarkt como jogador sem clube após o fim do vínculo em junho. Seu valor de mercado está estimado em € 12 milhões.
Goretzka tem experiência internacional, passagem pela seleção alemã e um currículo recheado de títulos. Para trazê-lo ao Brasil, o clube provavelmente precisaria transformar boa parte dos R$ 135 milhões em salário, luvas e bônus. Mas, nesse universo imaginário, dinheiro não seria exatamente o problema.
Nabil Fekir
Outro nome que parece ter sido feito para alimentar o sonho do torcedor é Nabil Fekir. Aos 32 anos, o meia francês deixou o Al-Jazira, dos Emirados Árabes Unidos, e está livre no mercado.
Campeão mundial com a França em 2018, Fekir também teve uma passagem marcante pelo Lyon e jogou pelo Betis. O Transfermarkt aponta € 5 milhões como seu valor de mercado.
Seria o típico reforço capaz de fazer o torcedor perguntar: "Como é que conseguiram?". A resposta, nesse caso, seria fácil: "Acertamos seis números".
Stephan El Shaarawy
Aos 33 anos, Stephan El Shaarawy também está livre após deixar a Roma, clube pelo qual atuou por várias temporadas. O italiano tem valor de mercado estimado em € 2,4 milhões.
El Shaarawy já teve seus melhores momentos na carreira, mas ainda poderia oferecer experiência e qualidade pelos lados do campo. Seria uma aposta de impacto para um clube que tivesse dinheiro para montar um elenco mais estrelado.
E, convenhamos, "El Shaarawy no Brasil" é o tipo de manchete que faria o torcedor abrir o celular para conferir se não era uma conta falsa.
Mauro Icardi
Aqui já entramos no terreno dos sonhos mais ousados. Mauro Icardi tem 33 anos, é centroavante e passou as últimas temporadas no Galatasaray. Seu contrato terminou em junho e o argentino aparece atualmente sem clube no Transfermarkt, com valor de mercado estimado em € 4 milhões.
Icardi tem currículo de sobra para ser o homem-gol de qualquer grande clube brasileiro. O detalhe é que contratar um jogador livre não significa contratar um jogador barato. Salário, luvas, bônus e direitos de imagem poderiam consumir uma parte significativa dos R$ 135 milhões.
Mas, se a Mega realmente tivesse caído na conta, quem iria reclamar de uma planilha dessas?
Anderson Talisca

Aos 32 anos, Anderson Talisca é um dos nomes que exigiriam dinheiro não apenas para salários, mas também para uma negociação.
O meia-atacante está no Fenerbahçe, da Turquia, com contrato até junho de 2028. O Transfermarkt estima seu valor de mercado em € 7 milhões.
Talisca tem uma característica particularmente interessante para o futebol brasileiro: capacidade de atuar como meia, segundo atacante ou até mais avançado. O problema seria tirá-lo da Turquia. Aí os R$ 135 milhões começariam a fazer diferença de verdade.
Raheem Sterling
Poucos nomes da lista carregam um currículo tão pesado quanto Raheem Sterling. Aos 31 anos, o inglês vive um momento bem diferente daquele em que chegou a valer impressionantes € 160 milhões no auge da carreira.
Sterling passou pelo Feyenoord em 2026 e está sem clube desde o fim de junho. Atualmente, seu valor de mercado está estimado em € 3 milhões.
O inglês teve seu auge no Manchester City, mas depois perdeu espaço no Chelsea e não conseguiu recuperar o protagonismo. Ainda assim, se um clube brasileiro pudesse oferecer um contrato robusto, Sterling seria um daqueles reforços capazes de mudar o patamar comercial e esportivo da equipe.
Wilfried Zaha
Por fim, Wilfried Zaha. Aos 33 anos, o atacante da Costa do Marfim tem longa história no futebol inglês, principalmente pelo Crystal Palace, e passou recentemente por Galatasaray e Charlotte FC.
O vínculo de empréstimo com o clube norte-americano terminou em junho e, segundo o Transfermarkt, Zaha está sem clube. Seu valor de mercado é de aproximadamente € 3,5 milhões.
É mais um jogador que poderia chegar sem que o clube brasileiro tivesse de pagar uma taxa de transferência. Em compensação, seria necessário abrir a carteira para convencê-lo a trocar o mercado internacional pelo futebol brasileiro.
E se o prêmio realmente caísse na conta?
Somando os valores de mercado estimados pelo Transfermarkt para os dez jogadores, chegamos a aproximadamente € 50,3 milhões. Parece muito — e é —, mas há uma pegadinha: valor de mercado não é preço de contratação.
Oito dos nomes da lista estão livres ou encerraram recentemente seus vínculos, enquanto jogadores como Ángel Romero e Talisca ainda exigiriam negociação com seus clubes.
Na prática, portanto, os R$ 135 milhões não comprariam simplesmente dez craques. O dinheiro teria de ser dividido entre salários, luvas, comissões, direitos de imagem, bônus e eventuais taxas de transferência.
Ainda assim, a bolada mudaria completamente o poder de fogo de um clube brasileiro no mercado.
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