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Análise: Atlético esbarra em dificuldades antigas e dá um passo atrás na evolução

Galo ficou apenas no empate com o Juventude na ida das oitavas da Copa do Brasil

PorArtur HenriqueBelo Horizonte (MG)
02/08/2026 06:00
Cuello em Atlético x Juventude (Foto: Gilson Lobo/AGIF/Folhapres)
Cuello em Atlético x Juventude (Foto: Gilson Lobo/AGIF/Folhapres)
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O Atlético teve uma atuação apagada diante do Juventude e ficou apenas no empate por 0 a 0 na Arena MRV, resultado que obriga a equipe a buscar a classificação fora de casa, no jogo de volta, em Caxias do Sul. Após a grande vitória sobre o Palmeiras, o time de Eduardo Domínguez voltou a apresentar dificuldades que pareciam superadas e deu um passo atrás no processo de evolução. Com pouca criatividade, dificuldades na construção das jogadas e sem protagonistas capazes de decidir, o Galo desperdiçou a oportunidade de abrir vantagem no confronto das oitavas de final da Copa do Brasil.
Resumo supervisionado pelo jornalista!

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O Atlético teve uma atuação apagada diante do Juventude e ficou apenas no empate por 0 a 0 na Arena MRV, resultado que obriga a equipe a buscar a classificação fora de casa, no jogo de volta, em Caxias do Sul. Após a grande vitória sobre o Palmeiras, o time de Eduardo Domínguez voltou a apresentar dificuldades que pareciam superadas e deu um passo atrás no processo de evolução. Com pouca criatividade, dificuldades na construção das jogadas e sem protagonistas capazes de decidir, o Galo desperdiçou a oportunidade de abrir vantagem no confronto das oitavas de final da Copa do Brasil.

Mudança de peça, padrão tático mantido

Sem poder contar com Tomás Cuello, ainda sem condições de atuar durante uma partida inteira, o técnico Eduardo Domínguez promoveu uma mudança na equipe para enfrentar o Juventude. Embora Preciado tivesse sido o escolhido na última partida contra o Palmeiras e ter ido bem, o treinador optou por escalar Dudu entre os titulares, visando mais agressividade com um homem mais agudo pelos lados.

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Acostumado a atuar pelo lado esquerdo do ataque, Dudu foi deslocado para fazer o corredor direito. Com a posse de bola, atuava como um ponta bem aberto, dando profundidade ao setor e buscando atacar o espaço às costas da defesa adversária. Sem a bola, porém, recuava para formar a segunda linha de marcação, exercendo o papel de ala pelo lado direito.

Na fase defensiva, Dudu ainda contava com o apoio de Natanael. Escalado como zagueiro pela direita na linha de três, o defensor frequentemente abria pelo corredor para auxiliar na marcação e fazer a dobradinha com o atacante.

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No restante, Domínguez manteve a estrutura utilizada nas últimas partidas. A equipe foi organizada em uma linha de três defensores, formada por Natanael, Ruan Tressoldi e Lyanco. No meio-campo, Maycon e Pérez atuavam centralizados, com Dudu pela direita e Renan Lodi pela esquerda. Mais à frente, Bernard partia do lado esquerdo, enquanto Victor Hugo tinha liberdade para sair da direita e ocupar a faixa central, com ambos aproximando-se de Cassierra no ataque.

Primeira metade com volume mas pouca criatividade

Com a Arena MRV lotada, o Atlético tentou aproveitar o apoio da torcida para impor uma pressão desde os primeiros minutos. A equipe de Eduardo Domínguez teve controle da posse de bola e passou boa parte do tempo instalada no campo ofensivo, mas encontrou muitas dificuldades para transformar esse domínio em chances claras de gol.

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O principal problema esteve na construção das jogadas. Diante da forte marcação do Juventude, o Atlético não conseguia infiltrar pelo corredor central e tinha pouca criatividade para romper as linhas defensivas. Sem encontrar espaços por dentro, a equipe passou a apostar em cruzamentos e finalizações de média e longa distância.

Os cruzamentos, porém, pouco surtiram efeito. As bolas levantadas na área facilitaram o trabalho da defesa gaúcha, que se manteve bem posicionada durante toda a etapa inicial. Além disso, Cassierra permaneceu preso entre os zagueiros e quase não conseguiu participar das jogadas ofensivas. As tentativas de fora da área também esbarraram na falta de precisão e não levaram perigo ao goleiro adversário.

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Os melhores momentos do Atlético surgiram quando a equipe acelerava a circulação da bola e conseguia realizar triangulações e aproximações em velocidade no setor ofensivo. Nessas situações, o Galo chegou a deslocar a marcação do Juventude e encontrar alguns espaços, mas ainda sem criar oportunidades realmente claras.

Se ofensivamente encontrava dificuldades, o Atlético também sofria com as transições rápidas do Juventude. Sempre que recuperava a posse, a equipe gaúcha buscava atacar em velocidade e conseguiu levar perigo em um desses contra-ataques. Na principal oportunidade, o Juventude chegou rapidamente ao ataque e, em um forte chute de fora da área, acertou o travessão, ficando muito perto de abrir o placar na Arena MRV.

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Lyanco em Atlético x Juventude (Foto: Pedro Souza / Atlético)
Lyanco em Atlético x Juventude (Foto: Pedro Souza / Atlético)

Segundo tempo preocupante do Atlético

O início do segundo tempo foi bem diferente da etapa inicial. O Juventude passou a ter mais posse de bola, ganhou confiança e conseguiu pressionar o Atlético nos primeiros minutos, criando boas oportunidades e levando perigo ao gol alvinegro.

Percebendo o momento da partida, Eduardo Domínguez agiu rapidamente. O treinador promoveu as entradas de Cuello e Alan Minda nas vagas de Maycon e Dudu, deixando a equipe mais ofensiva. Com as mudanças, Victor Hugo passou a atuar mais recuado para participar da construção das jogadas e dar mais dinâmica à saída de bola.

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Apesar das alterações, o Atlético seguiu encontrando dificuldades para controlar o jogo e criar oportunidades. A equipe teve pouca criatividade na proposição ofensiva e esbarrou novamente na organizada defesa do Juventude.

Também faltou protagonismo individual. Em um jogo de poucas oportunidades, o Atlético não contou com jogadores capazes de assumir a responsabilidade e desequilibrar no último terço. Sem uma atuação inspirada de suas principais peças ofensivas, o Galo deixou escapar a chance de construir uma vantagem antes da partida de volta em Caxias do Sul.

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Atlético x Juventude (Foto: Fernando Moreno/AGIF/Folhapress)
Atlético x Juventude (Foto: Fernando Moreno/AGIF/Folhapress)

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