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Chelsea é punido por 74 violações e sofre transfer ban em 2027

Clube foi multado em 10 milhões de libras

PorTiago Teixeira MendesRio de Janeiro (RJ)
01/08/2026 11:55

Supervisionado porNathalia Gomes,
João Pedro comemorando em amistoso pelo Chelsea
João Pedro comemorando em amistoso pelo Chelsea (Foto: David Gray/AFP)

O Chelsea foi punido pela Federação Inglesa (FA) nesta sexta-feira (31) após o encerramento de uma investigação sobre irregularidades em transferências de jogadores durante a gestão de Roman Abramovich. O clube admitiu 74 violações dos regulamentos da entidade, recebeu multa de 10 milhões de libras (cerca de R$ 68,5 milhões) e passou a responder por um transfer ban de duas janelas, que permanecerá suspenso até junho de 2027. A equipe também escapou da perda de pontos após vencer um recurso.

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A punição encerra um processo iniciado após a própria diretoria do Chelsea comunicar às autoridades, em 2022, possíveis irregularidades encontradas durante a auditoria realizada depois da compra do clube pelo consórcio BlueCo, liderado por Todd Boehly e Clearlake Capital. As infrações investigadas ocorreram entre 2009 e 2022, principalmente entre as temporadas 2010/11 e 2015/16.

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Entenda a punição aplicada ao Chelsea

Inicialmente, uma comissão disciplinar independente havia imposto uma dedução suspensa de seis pontos, além da multa de 10 milhões de libras. O Chelsea, porém, recorreu da decisão, e o Conselho de Apelação substituiu a punição esportiva por uma proibição de registrar jogadores durante duas janelas consecutivas de transferências.

A restrição, entretanto, não será aplicada imediatamente. O transfer ban ficará suspenso até 30 de junho de 2027 e só poderá entrar em vigor caso o clube volte a cometer infrações semelhantes nesse período. A FA informou ainda que continua investigando possíveis responsabilidades individuais relacionadas ao caso.

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Segundo a Federação Inglesa, as violações envolvem regras sobre agentes, intermediários e participação de terceiros em negociações de atletas. O acordo disciplinar detalha que, entre 2011 e 2018, o Chelsea realizou pagamentos superiores a 23 milhões de libras para sete agentes não registrados – ou empresas ligadas a eles – em operações envolvendo jogadores como Eden Hazard, David Luiz, Ramires, André Schürrle e Nemanja Matić.

Hazard em ação pelo Chelsea
Hazard em ação pelo Chelsea (Foto: GLYN KIRK / AFP)

Irregularidades ocorreram antes da atual gestão

As infrações são atribuídas ao período em que Roman Abramovich era proprietário do Chelsea. O empresário russo deixou o comando do clube em 2022, após sofrer sanções do governo britânico em decorrência da invasão da Ucrânia pela Rússia e ter seus ativos congelados no Reino Unido.

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A atual administração afirma que identificou inconsistências durante o processo de due diligence realizado na compra do clube e decidiu comunicar voluntariamente todas as informações às autoridades do futebol inglês e europeu.

Em comunicado, o Chelsea afirmou que colaborou de forma integral com as investigações, entregando milhares de documentos e trabalhando de maneira transparente durante todo o processo. O clube destacou ainda que, com a decisão anunciada pela FA, considera encerrados todos os procedimentos regulatórios relacionados às irregularidades autodeclaradas.

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O caso da Federação Inglesa não foi a única sanção recebida pelo clube nos últimos anos. Em 2023, a Uefa já havia aplicado multa de 10 milhões de euros pelos mesmos fatos. Em março deste ano, a Premier League também puniu o Chelsea com outra multa de 10 milhões de libras e uma proibição condicional de registrar jogadores do elenco principal por um ano, em processo relacionado a violações das regras financeiras durante a antiga administração.

Somadas, as sanções financeiras impostas por FA, Uefa e Premier League ultrapassam 18 milhões de libras. Apesar do impacto econômico, o Chelsea evitou uma punição esportiva imediata ao reverter a perda de pontos e poderá seguir atuando normalmente no mercado de transferências, desde que não volte a infringir os regulamentos até junho de 2027.

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