NFL também vive debate sobre gramado sintético após Copa do Mundo
Estádios da liga receberam campos naturais para o Mundial, mas voltaram às superfícies artificiais após o torneio

A discussão sobre gramado natural e sintético não está restrita ao futebol brasileiro. Nos Estados Unidos, a NFL também convive com o debate sobre qual superfície deve ser utilizada nos estádios da liga. A questão ganhou força durante a Copa do Mundo de 2026, quando arenas normalmente utilizadas para futebol americano receberam gramados naturais para sediar partidas do torneio.
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MetLife recebeu grama natural para a Copa
Um dos principais exemplos é o MetLife Stadium, em Nova Jersey, casa de New York Giants e New York Jets. O estádio utiliza superfície artificial durante a temporada da NFL, mas recebeu um campo natural especialmente preparado para a Copa do Mundo de 2026. A arena sediou oito partidas do torneio, incluindo a final entre Espanha e Argentina, no dia 19 de julho.
A transformação exigiu uma operação específica para adequar o estádio às exigências da FIFA. A superfície artificial foi retirada, enquanto uma estrutura foi preparada para receber e manter a grama natural durante o Mundial. O trabalho incluiu sistemas de irrigação e acompanhamento das condições do campo ao longo da competição.

Gramado sintético volta após o Mundial
Encerrada a Copa, o processo foi revertido. A grama utilizada durante o torneio foi retirada e o MetLife voltou à superfície sintética utilizada normalmente pelos times da NFL. A mudança permitiu que o estádio retomasse sua programação habitual de futebol americano e outros eventos.
O MetLife não foi um caso isolado. Outros estádios da NFL também receberam gramados naturais temporários durante a Copa, mostrando que as arenas acostumadas ao sintético podem passar por uma transformação para atender às exigências de uma competição de futebol.
A operação, porém, também levantou questionamentos sobre a necessidade de manter superfícies naturais permanentemente em alguns estádios da NFL.

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Jogadores preferem grama natural
O debate ganhou força com manifestações de atletas. A NFL Players Association (NFLPA) afirma que os jogadores demonstram preferência pela grama natural. Um levantamento citado pelo Los Angeles Times apontou que 92% dos jogadores consultados preferem jogar em superfície natural.
Durante a Copa do Mundo, George Kittle, do San Francisco 49ers, foi um dos jogadores que se manifestaram favoravelmente à permanência da grama natural no MetLife após o torneio.
— A grama continua ótima! Vamos usar grama em vez de sintético, NFL! Por favor? Obrigado, pessoal!
A NFL, por outro lado, afirma que os dados disponíveis não apontam diferença estatisticamente significativa nas taxas de determinadas lesões que possa ser atribuída exclusivamente ao tipo de superfície. A liga decidiu, assim, estabelecer novos padrões para os campos a partir de 2028, válidos para gramados naturais, sintéticos e híbridos.

Discussão também passa por manutenção
Além da questão da segurança, a escolha entre grama natural e sintética envolve fatores como manutenção, custos, calendário e quantidade de eventos realizados em cada estádio.
A grama natural exige cuidados constantes, irrigação e condições específicas para permanecer em boas condições. Em arenas que recebem futebol americano, futebol, shows e outros eventos, a superfície sintética pode facilitar a utilização do espaço em uma agenda mais extensa.
A Copa de 2026 mostrou que é possível fazer a troca temporária de uma superfície para outra, mas também deixou claro o tamanho da operação necessária. No MetLife, a grama natural foi instalada para receber o Mundial e retirada depois da competição, com o estádio retornando ao padrão da NFL.

Maracanã vive situação diferente
O cenário ajuda a contextualizar a discussão no Brasil, mas o caso do Maracanã é diferente. O estádio carioca já utiliza gramado natural e receberá o duelo entre Baltimore Ravens e Dallas Cowboys, no dia 27 de setembro.
Por isso, não existe uma troca de superfície como a realizada em alguns estádios americanos durante a Copa. O desafio no Rio é preparar o gramado natural para uma partida de futebol americano e, ao mesmo tempo, preservar suas condições para a sequência do calendário de futebol.

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