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McLaren explica problema de Oscar Piastri em má fase na F1

Última vitória do piloto australiano aconteceu no GP da Holanda da temporada 2025

PorAnna Carolina RamosRio de Janeiro (RJ)
01/09/2026 10:05
Oscar Piastri em coletiva do GP da Hungria pela F1 2026
Oscar Piastri em coletiva do GP da Hungria pela F1 2026 (Foto: Attila KISBENEDEK / AFP)

Oscar Piastri completou um ano sem vitórias na Fórmula 1 ao fim do Grande Prêmio da Holanda. Após dominar o início da temporada 2025, o australiano registrou uma sequência de resultados ruins e caiu da liderança para a terceira colocação. O cenário se torna ainda mais alarmante quando comparado as atuações do companheiro Lando Norris. Ainda assim, as dificuldades do pilotos não parecem preocupar Andrea Stella, chefe de equipe da McLaren.

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Para o engenheiro italiano, existe uma característica específica que prejudica Piastri desde o ano passado: as corridas em que o carro tem pouco nível de aderência. Na prática, isso significa que os pneus têm menos "grip" e dificuldade para manter o monoposto preso ao asfalto, seja pelas características da pista, pelas condições do traçado ou pelo comportamento dos próprios compostos.

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Segundo Stella, o australiano já enfrentou situações semelhantes nos GPs dos Estados Unidos e do México, em 2025. Nessas condições, Piastri precisa fazer mais adaptações à maneira como pilota, o que prejudica diretamente em seus resultados.

— Já vimos no ano passado que, do ponto de vista da pilotagem, ele precisa fazer ajustes quando o carro tem um baixo nível de aderência. Nessas condições, ele precisa ajustar seu estilo de pilotagem, sua abordagem e suas expectativas.

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O problema, porém, não está apenas na adaptação. Para Stella, o fato de Piastri precisar focar mais em cada ajuste faz com que sua pilotagem perca parte da naturalidade. Em uma Fórmula 1 cada vez mais equilibrada, alguns décimos podem ser suficientes para transformar uma disputa pela pole position em uma largada no meio do pelotão.

— Isso exige um certo esforço mental, fazendo com que ele perca alguns décimos de segundo, porque é preciso, de certa forma, processar as coisas conscientemente, em vez de pilotar puramente por instinto. É uma questão puramente técnica, não tem nada a ver com aspectos psicológicos.

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Pequenos erros custam caro na F1

A explicação da McLaren ganha ainda mais importância pelo equilíbrio entre as principais equipes. Em uma disputa apertada, Stella acredita que qualquer dificuldade – mesmo que bem pequena – pode custar diversas posições no grid. Vale destacar que Piastri uma vaga no pódio em apenas duas oportunidades na F1 2026: no Japão e em Miami.

— Pelo menos três equipes estão dentro de um décimo de segundo. Se as coisas não correm de forma ideal, é possível perder algumas posições. Então você rapidamente fica em sexto lugar. É brutal.

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A situação de Piastri, portanto, não é tratada pela McLaren como uma crise psicológica ou uma perda definitiva de desempenho. Com isso, o trabalho agora é entender em quais condições o australiano tem mais dificuldade e ajudá-lo a encontrar soluções para voltar a extrair o máximo do carro.

— Precisamos continuar trabalhando junto com Oscar em todas as possibilidades de melhoria. Estou satisfeito com os avanços de Zandvoort e tenho certeza de que ainda virá mais ao longo da temporada — completou Andrea Stella.

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Oscar Piastri em ação no GP da Hungria pela F1 2026
Oscar Piastri em ação no GP da Hungria pela F1 2026 (Foto: Andrej ISAKOVIC / POOL / AFP)

🏎️ Oscar Piastri na F1 2026
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