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Guga explica mudança no Fluminense: 'Não é fácil'

Lateral pede atenção e intensidade diante do Independiente Rivadavia

PorPedro BrandãoEnviado Especial
17/08/2026 19:28
Guga concede entrevista coletiva antes de ndependiente Rivadavia x Fluminense pela Libertadores
Guga concede entrevista coletiva antes de ndependiente Rivadavia x Fluminense pela Libertadores (Foto: Marcelo Gonçalves / Fluminense FC)

MENDOZA (ARG) - O Fluminense chega à decisão contra o Independiente Rivadavia, pela Libertadores, sustentado por uma resposta que parecia distante nos jogos anteriores. A vitória por 3 a 2 sobre o Palmeiras, líder do Campeonato Brasileiro, encerrou uma sequência de oito partidas sem vencer e devolveu confiança ao elenco poucos dias depois da saída de Luis Zubeldía.

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Para Guga, que concedeu entrevista coletiva antes do treino final nesta segunda-feira (17), não foi apenas o resultado que teve peso. A forma como o Tricolor conseguiu se impor diante de um dos principais times do país e buscou a virada no fim mostrou uma mudança no comportamento da equipe.

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— Você vencer o líder do campeonato depois de um momento conturbado é um dos melhores cenários para jogar uma decisão. Também da maneira que foi, conseguir a virada no final fazendo um bom jogo. Desde a volta foi o nosso melhor pelo que a gente mostrou em campo, atenção, intensidade. Não é fácil jogar contra o Palmeiras e conseguir impor nosso ritmo foi importante. Para essa decisão que temos pela frente. Que a gente possa manter para esse jogo de amanhã que vai ser muito importante.

Guga, Ganso e Thiago Silva comemoram gol do Fluminense
Guga, Ganso e Thiago Silva comemoram gol do Fluminense (Foto: Lucas Merçon/ Fluminense FC)

A partida marcou a estreia de Marcão no comando interino após a demissão de Zubeldía. Apesar de reforçar o carinho do elenco pelo argentino e a confiança que os jogadores tinham em seu trabalho, Guga reconheceu que a troca provocou uma mudança no ambiente.

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— Futebol tem dessas. Já passamos por isso em várias situações. Às vezes não está dando certo e é necessária a mudança. Mesmo sabendo que nosso comandante era um cara importante, que tinha o carinho de todo grupo e que a gente acreditava nas ideias. Mas não vinha dando certo. A mudança de energia dentro do ambiente foi o principal fator para a virada de chave — disse Guga, que seguiu:

— A cobrança sempre existiu. A grandeza de quem representa o Fluminense não pode ficar tanto tempo sem vencer. Não só resultado, mas também boas atuações. Que era o que estava acontecendo. Existiu uma cobrança de todo mundo, normal. Acho que agora é conseguir manter o nível de intensidade e atenção. Era o que estava faltando antes. Comentamos que estávamos um pouco desconectados dentro do campo e não conseguimos encontrar. E tivemos muito isso no jogo contra o Palmeiras. É o que o Marcão tem cobrado muito. Sábado mostramos que somos capazes de buscar coisas grandes. A maior cobrança é manter o nível de atuação com atenção e intensidade do que capacidade técnica, que todo mundo sabe que temos e muita.

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Marcão, técnico interino do Fluminense
Marcão assistente tecnico do Fluminense durante partida contra o Sao Paulo no estadio Maracana pelo campeonato Brasileiro A 2026. (Foto: Jorge Rodrigues/AGIF/Folhapress)

Fluminense desembarca em Mendoza para decisão na Libertadores

Agora, a missão é transferir a confiança adquirida no Maracanã para Mendoza. O Fluminense empatou por 0 a 0 com o Independiente Rivadavia no primeiro jogo e precisa vencer nesta terça-feira para garantir a classificação dentro dos 90 minutos.

Guga espera que o Tricolor assuma a iniciativa, mas destacou a necessidade de evitar um jogo aberto contra um adversário perigoso em transições e bolas paradas.

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— A gente tem total condição de impor nosso ritmo. Pela nossa grandeza, pelos jogadores e características que temos. Viemos com o pensamento de ter o controle do jogo. Sabemos que é um time difícil. Tem contra-ataque, bola parada. É semelhante ao que a gente enfrentou no sábado contra o Palmeiras. Vamos ter a iniciativa e buscar a classificação dentro dos 90 minutos, com muito respeito e atenção.

O lateral reforçou que uma das principais preocupações será não oferecer ao Independiente Rivadavia o tipo de partida que mais favorece os argentinos.

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— Não podemos entrar nesse jogo de trocação. É um time que contra-ataca muito. Se a gente conseguir ter o controle, evitar forçar bola por dentro para não dar o contra-ataque, é fundamental para ter mais volume e segurança. O que foi conversado já é essa organização tática para conseguir atacar com tranquilidade a parar os contra-ataques do Independiente Rivadavia.

Fluminense e Independiente Rivadavia se enfrentam nesta terça-feira, às 19h, no Malvinas Argentinas. Depois do empate sem gols no Maracanã, uma nova igualdade leva a decisão da vaga para os pênaltis.

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Lucho Acosta disputa bola em Fluminense x Independiente Rivadavia (Foto: Marcelo Gonçalves/ Fluminense FC)
Lucho Acosta disputa bola em Fluminense x Independiente Rivadavia (Foto: Marcelo Gonçalves/ Fluminense FC)

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