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Fluminense relembra última preleção de Paulo Angioni; veja o vídeo

Dirigente morreu neste sábado. Discurso foi um dos últimos do profissional

PorRedação Lance!Rio de Janeiro (RJ)
12/09/2026 10:01
Marcelo Oliveira e Paulo Angioni
Paulo Angioni durante coletiva de imprensa do Fluminense (Foto: Divulgação Fluminense)

A voz de Paulo Angioni no vestiário do Fluminense ganhou um significado diferente após a morte do dirigente, neste sábado (12), aos 80 anos. Em uma das últimas rodas de preleção das quais participou no clube, Angioni deixou uma mensagem de confiança aos jogadores antes da partida de volta contra o Rivadavia, na Argentina. O discurso aconteceu dias antes de uma noite que terminaria com classificação tricolor nos pênaltis — e hoje é lembrado como um dos últimos registros do dirigente junto ao elenco.

Angioni não fez um discurso longo. Preferiu falar sobre o momento, a necessidade de deixar as dificuldades para trás e, principalmente, a confiança no grupo. Com a experiência de quem passou mais de quatro décadas no futebol, o dirigente buscou tirar o peso da partida dos jogadores e apontou para o que estava pela frente.

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— Lamentar fica só agora, por favor. A vida tá muito corrida. Vamos pensar e olhar para frente — disse o dirigente na ocasião.

A frase resumiu o tom da conversa. Angioni reconhecia as dificuldades, mas não queria que o elenco permanecesse preso a elas. O dirigente, que ocupava uma posição de bastidor e não entrava em campo, fez questão de reforçar que confiava nos jogadores que estavam diante dele.

— Ou a gente confia ou não confia. Todos confiamos então vamos em frente.

Na sequência, Angioni projetou os próximos compromissos e pediu concentração. A classificação diante do Rivadavia ainda precisava ser construída, mas o dirigente ampliou o olhar para além daquela partida.

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— Vamos olhar o adversário de sábado, viajar no domingo, para poder classificar lá.

A mensagem ganhou força justamente pela relação construída por Angioni com o futebol do Fluminense. Ao longo dos anos, o dirigente se tornou uma presença constante nos bastidores do clube, acompanhando diferentes gerações de jogadores, treinadores e dirigentes. Era uma figura acostumada a conversar, orientar e transmitir confiança, especialmente nos momentos de pressão.

Na parte final da preleção, Angioni resumiu a relação que mantinha com o elenco e explicou por que acreditava naquele grupo:

— Para mim é simples porque eu acredito em vocês. Eu não jogo, mas enxergo e entendo que vocês são valorosos — finalizou.

Pouco tempo depois, os jogadores precisariam colocar essa confiança em prática. O Fluminense enfrentou o Rivadavia na Argentina, levou a decisão para os pênaltis e conseguiu a classificação. A cena de Angioni no vestiário, portanto, passou a ter outro peso após a confirmação de sua morte. Mais do que uma fala antes de um jogo, o discurso se transformou em uma espécie de registro final de um dirigente que construiu sua trajetória justamente na relação diária com jogadores e profissionais do futebol.

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Paulo Sérgio Scudiere Angioni morreu neste sábado (12), no Rio de Janeiro, aos 80 anos. Ele estava internado em um hospital da Zona Sul desde o início de setembro para tratar um câncer no pâncreas.

Com mais de 40 anos de carreira, Angioni trabalhou em clubes como Vasco, Flamengo, Corinthians, Palmeiras, Bahia e Fluminense, além de ter passado pela Seleção Brasileira. No Tricolor, teve diferentes períodos de atuação e, desde 2018, comandava o departamento de futebol. Durante sua trajetória, participou de campanhas e conquistas importantes, incluindo os títulos da Libertadores e da Recopa Sul-Americana pelo Fluminense.

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Thiago Silva, Marcão e membros da comissão técnica do Fluminense comemoram a classificação diante do Rivadavia (Photo by Andres LARROVERE / AFP)
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