Logo do Lance! branca com exclamação amarela

Fluminense fecha janela com dois reforços de peso, mas deixa lacuna

Tricolor trouxe Hulk e Thiago Silva, negociou Bernal e preservou a maior parte da espinha do elenco

PorBernardo PinhoRio de Janeiro (RJ)
12/09/2026 06:35
Bandeirinha do Fluminense no CT Carlos Castilho
Bandeirinha do Fluminense no CT Carlos Castilho (Foto: Marcelo Gonçalves/Fluminense)

O Fluminense encerrou a janela de transferências com apenas duas contratações para o elenco principal, mas ambos viraram titulares absolutos. Hulk e Thiago Silva chegaram para setores tratados como prioridade pela diretoria e se tornaram pilares da equipe. A principal pendência ficou no meio-campo, que perdeu Facundo Bernal e não recebeu uma reposição direta.

Hulk foi o primeiro movimento de maior impacto. O atacante deixou o Atlético-MG e assinou até o fim de 2027. O começo teve dificuldades e cobranças da torcida, mas o camisa 7 cresceu com Marcão e passou a assumir o protagonismo ofensivo esperado na contratação. Em 13 jogos pelo Fluminense, soma cinco gols e três assistências.

continua após a publicidade

➡️Sem Hulk e Cano, Castillo ganha nova oportunidade no ataque do Fluminense

Thiago Silva retornou depois de rescindir com o Porto e assinou até dezembro. Aos 41 anos, voltou a ocupar imediatamente uma das vagas na zaga e reforçou um setor no qual o clube buscava experiência e liderança. Os dois chegaram sem pagamento por direitos econômicos, com os investimentos concentrados em salários e luvas.

Saída de Bernal deixa lacuna no Fluminense

Facundo Bernal foi a principal venda da janela tricolor. O uruguaio foi negociado com o Real Betis por US$ 12 milhões, cerca de R$ 62 milhões, por 100% dos direitos econômicos. O Fluminense possuía 60% do jogador.

continua após a publicidade

A saída fez o clube procurar um primeiro volante no mercado, mas nenhuma negociação avançou. A diretoria decidiu deixar o movimento para uma próxima janela. Martinelli, Hércules, Nonato e outros jogadores do setor deram respostas recentes, e nenhuma grande oportunidade de mercado apareceu na mesa.

O clube também negociou jogadores com menos espaço. Agner foi vendido ao Sharjah, dos Emirados Árabes, e Davi Schuindt seguiu em definitivo para o AVS, de Portugal. Terans foi emprestado ao Atlético-GO, enquanto Davi Melo foi cedido ao Central Español, do Uruguai.

continua após a publicidade

Lelê permaneceu no Pafos, do Chipre, após a extensão do empréstimo até 2027, operação que rendeu 200 mil euros ao Fluminense. Lima, que retornou após passagem pelo América-MEX, foi novamente emprestado, desta vez ao Santos até o fim da temporada.

🔥 Até R$100 de volta em crédito se perder - jogue R$100 e confira as regras
18+ | Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento | Conteúdo comercial | Aplicam-se termos e condições.

continua após a publicidade

Manutenção da espinha dorsal pesou no balanço

A expectativa por novas vendas não se confirmou. Martinelli, Hércules, Kevin Serna e Canobbio estavam entre jogadores com potencial de mercado, mas o Fluminense não recebeu propostas nos valores considerados adequados. John Kennedy também despertava interesse da Lazio antes de sofrer a grave lesão no joelho.

A falta de negociações limitou a capacidade para novos investimentos, mas teve um efeito esportivo positivo: o Fluminense preservou praticamente toda a base do elenco para a disputa da Libertadores e a briga pelas primeiras posições do Campeonato Brasileiro.

continua após a publicidade
Thiago Silva comemorando a classificação do Fluminense
Thiago Silva comemorando a classificação do Fluminense (Foto: Andres Larroverse/AFP)
Sugerida para você!

Mais LANCE!