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Flamengo reencontra Cruzeiro oito anos após eliminação que antecedeu era de glórias

Base daquele time, como Diego Ribas e Everton Ribeiro, ganhou casca antes de protagonizar o período de títulos

PorLucas BayerBelo Horizonte (MG)
11/08/2026 07:00

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Em agosto de 2018, o Flamengo deixou a Libertadores nas oitavas de final após ser eliminado pelo Cruzeiro. Oito anos depois, os dois times voltam a se enfrentar na mesma fase da competição, mas a lembrança daquele confronto ganhou um significado diferente com o passar do tempo. Naquele momento, a queda no Mineirão representava mais uma frustração para um Flamengo que há anos buscava voltar a ser protagonista na América. Hoje, olhando em retrospecto, aquela eliminação pode ser vista como o último capítulo antes de uma transformação profunda no clube.

O Rubro-Negro havia passado anos distante das fases decisivas da Libertadores. A campanha de 2018, portanto, já representava um avanço: o time chegou às oitavas de final invicto e com expectativa de voltar a brigar pelo título continental. A derrota por 2 a 0 no Maracanã, porém, colocou um ponto final naquele sonho. No Mineirão, o Flamengo venceu por 1 a 0, mas não conseguiu reverter a desvantagem.

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Cruzeiro x Flamengo em 2018
Cruzeiro x Flamengo em 2018 (Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro E.C.)

O que ninguém poderia imaginar naquele momento é que aquele seria o último mata-mata de Libertadores perdido pelo Flamengo antes de uma sequência que mudaria a história recente do clube.

Queda para o Cruzeiro marcou uma virada de chave na história do Flamengo

Um ano depois, o cenário era completamente diferente. O Flamengo de 2019 conquistou a Libertadores, chegou à final do Mundial de Clubes e ainda levantou o troféu do Brasileirão. A partir dali, o clube passou a frequentar de forma constante as decisões e a disputar títulos que, durante anos, pareciam distantes.

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Aquela queda, portanto, não pode ser tratada como a causa da transformação. Mas foi parte do processo. O Flamengo, que caiu diante do Cruzeiro, ganhou casca, manteve personagens importantes e, nos meses seguintes, passou por uma reformulação que o levou a outro patamar.

Os personagens que ficaram e escreveram seus nomes na história

Parte da explicação está justamente nos jogadores que estavam naquele elenco de 2018 e permaneceram no clube para viver a transformação. Diego Alves era o goleiro daquela equipe. Éverton Ribeiro, uma das principais referências técnicas. Diego Ribas, um dos líderes do vestiário. Os três estavam em campo quando o Flamengo foi eliminado e, pouco mais de um ano depois, estavam entre os protagonistas da conquista da Libertadores do ano seguinte.

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Jogadores do Flamengo perfilados em 2018
Jogadores do Flamengo perfilados em 2018 (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

Não foi apenas um título. Eles se tornaram referências de uma geração que passou a colecionar troféus e que marcou uma das eras mais vitoriosas da história do clube.

Everton Ribeiro, Diego Alves e Diego Ribas deixaram o clube anos depois como ídolos, com uma relação construída justamente durante esse processo de transformação. A queda de 2018 aconteceu com parte da base que ajudaria a construir o Flamengo vencedor dos anos seguintes.

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Cruzeiro x Flamengo em 2018
Cruzeiro x Flamengo em 2018 (Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro E.C.)

Outros nomes daquele elenco também ajudam a contar essa história. Cuéllar era uma peça importante do meio-campo. Lucas Paquetá, ainda muito jovem, era um dos grandes destaques da equipe, embora tenha deixado o clube poucos meses depois para iniciar sua trajetória na Europa.

Agora, Paquetá volta ao Flamengo e reencontra justamente o Cruzeiro, adversário que marcou sua primeira passagem pelo clube. Só que, assim como o próprio Flamengo, ele também chega a esse reencontro em outro status.

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Da queda à era vencedora

A diferença entre os dois momentos ajuda a dimensionar a transformação. Em 2018, o Flamengo voltou a disputar uma fase eliminatória da Libertadores, mas acabou eliminado nas oitavas de final. Em 2019, conquistou a América. Em 2021, voltou à decisão e terminou como vice-campeão. Em 2022, levantou novamente a taça. Em 2025, conquistou a Libertadores pela quarta vez (o único brasileiro tetracampeão).

Jogadores do Flamengo com a taça da Libertadores
Jogadores do Flamengo com a taça da Libertadores (Foto: Alexandre Vidal/Flamengo)

O que aconteceu entre uma eliminação e a consolidação como potência continental foi muito maior do que uma simples troca de temporada. O clube mudou sua estrutura, reformulou o elenco, aumentou seu investimento e encontrou em Jorge Jesus o treinador capaz de potencializar aquela equipe. Mas também havia uma base que já estava ali. Jogadores que viveram a frustração de 2018 ajudaram a construir a mentalidade vencedora que viria depois.

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A queda diante do Cruzeiro, por isso, pode ser entendida como o fim de um Flamengo que ainda buscava seu lugar entre os grandes da América e o início de uma caminhada que o transformaria em protagonista permanente.

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