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Cruzeiro tem problemas com bolas aéreas? Confira estatísticas!

A Raposa sofreu e fez nove gols de cabeça em 2026

PorEduardo StatutiBelo Horizonte (MG)
05/08/2026 06:15
Fabricio Bruno e Romero tentam afastar perigo pelo alto
Fabricio Bruno e Romero tentam afastar perigo pelo alto (Foto: Evandro Oliveira/Onzex Press e Imagens/Folhapress)

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Após o empate em 0 a 0 do Cruzeiro com a Chapecoense no último domingo, pelas oitavas de final da Copa do Brasil, o zagueiro Fabrício Bruno relatou incômodo por não estar conseguindo marcar gols nesta temporada.

– Me incomoda a falta de gols em bola aérea. Isso eleva minha confiança. Entro no oitavo mês e não fiz gol. Isso diz muito sobre nossa bola parada. O técnico cobra muito essa agressividade. Me incomoda não ter feito gol ainda. Me cobro muito. Ano passado decidi jogos contra o Fluminense e o Grêmio. Estamos melhorando, antes eu nem chegava nas bolas, agora consigo encostar. O Kenji por detalhe não marcou. Estamos trabalhando para aperfeiçoar isso. Tomamos um gol de cabeça. Isso dói, ano passado foi uma arma importante, não sofríamos e éramos letais – avaliou o zagueiro.

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Fabrício Bruno na Arena Condá
Fabrício Bruno na Arena Condá (Foto: Júlia Galvão / Cruzeiro)

O que as estatísticas de bolas aéreas do Cruzeiro dizem?

Apesar da impressão de Fabrício Bruno, o Cruzeiro não tem saldo negativo no quesito. Até o momento, o clube sofreu nove gols e marcou nove de cabeça. Na última temporada, o saldo foi positivo. Em 2025, a Raposa marcou 19 gols pelo alto e sofreu 16.

Com Artur Jorge, o saldo é pior. A Raposa fez três gols de cabeça e sofreu cinco. Em média, a equipe venceu 53,3% dos duelos aéreos. Em apenas nove dos 22 jogos com o treinador português, o time venceu menos confrontos aéreos que seus adversários.

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Como foram os gols feitos e sofridos?

Dos oito lances que terminaram em gols em jogadas pelo alto, grande parte teve finalizações de melhor qualidade que os cruzamentos.

Um dos gols marcados pela Raposa, feito por Kaio Jorge, teve bom cruzamento (xG 0.46) e finalização também de boa qualidade (xGot 0.48). Ressalte-se que a estatística de XGot mede a qualidade de um chute após ser realizado, avaliando se a finalização foi em direção ao gol e qual a chance real de se tornar gol dependendo do local para onde a bola vai.

Nos outros dois gols marcados pelo Cruzeiro, ambos por Matheus Pereira, as finalizações foram melhores que os cruzamentos (xG 0.16; xGot 0.83) e (xG 0.08; xGot 0.27).

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Enquanto isso, nos gols sofridos, apenas dois tiveram boas assistências. Contra a Universidad Católica, em gol marcado por Giani, veio o pior lance para os cruzeirenses, com um cruzamento normal (xG 0.05) e finalização normal (xGot 0.03). No mesmo jogo, Martínez garantiu a vitória dos chilenos em um lance com bom cruzamento e cabeceio (xG 0.53; xGot 0.27).

Contra o Botafogo, a assistência também foi pior que a finalização de Justino (xG 0.04; xGot 0.30). Pelo Brasileirão, contra a Chapecoense, João Paulo teve cabeceio melhor que o cruzamento (xG 0.10; xGot 0.47). No clássico contra o Atlético-MG, Cassierra apenas completou boa assistência (xG 0.35; xGot 0.07).

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Dados de gols de cabeça Cruzeiro
Dados de gols de cabeça em bolas aéreas do Cruzeiro (Foto: Arte Reprodução; Gustavo Aleixo/Cruzeiro)

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