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ANÁLISE: por cansaço ou não, Cruzeiro fez um dos jogos menos criativos com Artur Jorge

A Raposa deu apenas um chute ao gol contra a Chapecoense

PorEduardo StatutiBelo Horizonte (MG)
03/08/2026 08:15
Matheus Pereira tenta cabeceio contra Anderson (Foto: Liamara Polli/AGIF/Folhapress)
Matheus Pereira tenta cabeceio contra Anderson (Foto: Liamara Polli/AGIF/Folhapress)

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O Cruzeiro ficou no 0 a 0 com a Chapecoense no último domingo (2) em uma partida na qual Anderson e Otávio trabalharam pouco. Mas pela disparidade de qualidade dos elencos, a falta de oportunidades pesou mais favoravelmente aos catarinenses, que chegarão vivos ao Mineirão na quarta-feira (5). Por conta do cansaço ou não, Artur Jorge viu seu time fazer uma das partidas menos criativas sob seu comando.

Na Arena Condá, o Cabuloso não criou nenhuma grande chance, algo que aconteceu apenas duas vezes na era do português: no empate contra o Palmeiras pelo Brasileirão e no empate contra o Goiás, fora de casa, pela terceira fase da Copa do Brasil.

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Contra a Chapecoense, o Cruzeiro criou para fazer menos de um gol, terminando o jogo com 0,65 de xG, quarta pior marca na estatística sob o comando do treinador português. Mas o mais alarmante é o dado do rival. A Chape, desde que passou a ser comandada por Rafael Lacerda, cedeu mais de 1xG aos adversários, sofrendo oito gols.

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Como o Cruzeiro lidou com a falta de criatividade contra a Chape?

Em um ano com baixo aproveitamento pelo alto, o Cruzeiro abusou dos cruzamentos contra a Chape. Foram 35, maior marca em uma partida com Artur Jorge. Destes, apenas oito foram certos.

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Parte da falta de criatividade se explica pela partida apagada de Matheus Pereira e Kaio Jorge. O meio-campista teve apenas 38 ações com a bola, mesmo número do goleiro Otávio. Já o atacante teve apenas 22 ações mesmo jogando por 90 minutos.

O camisa 10 fez apenas 21 passes, sendo 16 corretos. Ainda assim, deu um passe decisivo. Porém, fez apenas um passe vertical na direção da área, e errou. Comparando com seus últimos dois jogos, contra o Inter ele teve 82 ações com a bola e 58 passes, e contra o Coxa, 60 ações e 41 passes.

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Dados Matheus Pereira pós Copa
Dados Matheus Pereira pós Copa (Foto: Reprodução; Júlia Galvão / Cruzeiro)

Pouco criativo, o Cruzeiro também foi pouco eficiente. A equipe acertou apenas uma finalização, pior desempenho ao lado do empate com a Universidad Católica. Esta foi a jogada mais interessante da partida, com Bruno Rodrigues tendo boa ação pela esquerda e Felipe Morais fazendo bom cruzamento, mas Arroyo finalizou em cima de Anderson.

Cruzeiro não criou, mas não sofreu

Em um jogo com baixa criatividade, o Cruzeiro acertou o alvo apenas uma vez e a Chape, duas, ambas no primeiro tempo. No entanto, nenhuma levou perigo a Otávio. A melhor chance dos donos da casa veio aos sete minutos do segundo tempo, após erro de passe de Fagner, mas Giovanni Augusto errou ao tentar encobrir o goleiro cruzeirense.

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Cruzeiro teve boa autocrítica

Nas figuras dos jogadores e do treinador Artur Jorge, o Cruzeiro admitiu um jogo abaixo. Porém, também destacou a dificuldade de manter o nível físico com tantas partidas. Em dez dias, a equipe disputará quatro jogos (Botafogo, Coritiba e duas vezes a Chapecoense).

– Temos que admitir que não foi um jogo brilhante. Ficamos abaixo das possibilidades no primeiro tempo, jogando com pouca intensidade. Melhoramos um pouco na etapa final, mas não muito. É preciso reconhecer internamente que jogar com dois dias de intervalo é violento. – Sabemos que daqui a dois dias jogamos novamente. Isso é violento para os atletas, mas é o que temos. Hoje a resposta não foi a melhor. Tivemos um jogo em que fomos mais dominantes que o adversário, porém com velocidade inferior ao desejado e passes longos incompletos. Ter marcado um gol, não sei se deveria ter sido validado. Não foi uma partida brilhante da nossa parte – concluiu Artur Jorge após o empate do Cruzeiro.

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Artur Jorge em coletiva na Arena Condá
Artur Jorge em coletiva na Arena Condá (Foto: Júlia Galvão / Cruzeiro)

– Sabemos como é essa competição. São 180 minutos, dois confrontos. Claro que queríamos sair em vantagem, com um resultado positivo. Infelizmente não conseguimos. Um pouco por conta do cansaço, jogos em sequência. O último jogo foi desgastante, as viagens também. Mas não é desculpa. Temos uma grande estrutura no clube para nos recuperarmos e estar 100%. É um resultado que leva a decisão para casa e vamos fazer o melhor para conquistar a classificação – avaliou Lucas Romero após o empate do Cruzeiro contra a Chapecoense em entrevista à SporTV.

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