Por onde anda Schwenck, ex-atacante de Botafogo e Cruzeiro?
Saiba o destino de Schwenck, atacante herói no Botafogo e campeão no Cruzeiro.

O futebol brasileiro dos anos 2000 foi o cenário perfeito para a consagração dos tradicionais centroavantes de área. Aquele típico camisa 9, de muita força física, presença de área e faro de gol, era figura obrigatória em qualquer equipe que sonhasse com títulos ou precisasse escapar de situações dramáticas na tabela. Dentro desse perfil, poucos jogadores foram tão folclóricos e rodados quanto Cléber Schwenck Tiene, um autêntico "nômade da bola". O Lance! conta por onde anda Schwenck.
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Explosão de alegria no Cruzeiro
Nascido no Rio de Janeiro em 1979 e revelado pelas categorias de base do Nova Iguaçu no final da década de 1990, Schwenck demorou um pouco para explodir, mas, quando o fez, cravou seu nome na memória de grandes torcidas. O ano mágico de 2004 foi o seu grande divisor de águas. Primeiro, ele fez parte do elenco do Cruzeiro que conquistou o Campeonato Mineiro. Logo depois, transferiu-se para o Botafogo, onde viveu o momento mais marcante de sua carreira: com gols decisivos e muita raça, tornou-se o grande "herói" alvinegro na dramática e bem-sucedida luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro daquele ano.
A fama de salvador e o faro de gol abriram as portas do mundo para o atacante. Com o passaporte sempre carimbado, ele construiu uma carreira extensa, defendendo desde potências do eixo Rio-São Paulo-Minas até grandes forças do Nordeste e do Sul do país. O sucesso também o levou a desbravar o futebol internacional, com passagens pelo Japão, Israel e Coreia do Sul. Após pendurar as chuteiras e encerrar a sua longa jornada dentro das quatro linhas, muitos torcedores se perguntam: para onde foi a experiência do ex-goleador?
Por onde anda Schwenck?
Hoje, o ex-atacante Schwenck (@schwenckoficial) está oficialmente aposentado dos gramados, mas não se afastou do futebol. Ele decidiu usar toda a sua bagagem tática e vivência de vestiário para atuar na beira do campo, trabalhando como treinador no estado de Santa Catarina, região onde criou fortes laços durante a sua época como jogador.
Sua transição para a nova carreira começou em 2018, logo após pendurar as chuteiras. O primeiro passo foi assumir o comando da equipe sub-17 do Marcílio Dias, focando no desenvolvimento e na formação de jovens atletas. O trabalho na base serviu como laboratório para desafios maiores.
Pouco tempo depois, Schwenck deu o seu primeiro passo como técnico de uma equipe profissional ao assumir o comando do Carlos Renaux, da cidade de Brusque. Pela equipe, ele disputou a Série C do Campeonato Catarinense, consolidando de vez a sua transição. As reportagens mais recentes destacam justamente essa nova fase, mostrando que o ídolo botafoguense está focado em construir, no Sul do país, uma trajetória sólida como comandante técnico, assim como fez com a camisa 9.
Clubes da carreira de Schwenck
A lista de times defendidos por Schwenck é uma prova de sua versatilidade e da alta demanda por centroavantes de seu estilo ao longo de quase duas décadas. Confira os clubes pelos quais o ex-jogador passou:
- Nova Iguaçu: Clube onde foi revelado no fim dos anos 1990 e para onde retornou na fase final de sua carreira.
- CRB: Uma de suas primeiras experiências longe do futebol carioca.
- Cruzeiro: Fez parte do elenco campeão do Campeonato Mineiro de 2004, ganhando enorme projeção.
- Botafogo: Schwenck chegou em 2004 e virou ídolo instantâneo ao fazer gols cruciais que salvaram a equipe do rebaixamento no Brasileirão.
- Vegalta Sendai: Sua primeira experiência internacional, no futebol do Japão.
- Figueirense: Schwenck retornou ao Brasil e conquistou o título do Campeonato Catarinense em 2006.
- Beitar Jerusalem: Aventura no sempre disputado futebol de Israel.
- Pohang Steelers: Na Coreia do Sul, ergueu o importante título da K-League em 2007.
- Goiás: Retorno ao futebol brasileiro para atuar no Centro-Oeste.
- Juventude: Passagem pela tradicional equipe da Serra Gaúcha.
- Vitória: No Leão da Barra, foi destaque nas conquistas do Campeonato Baiano e da Copa do Nordeste em 2010.
- Criciúma: Mais uma passagem marcante pelo estado de Santa Catarina.
- Itumbiara: Defendeu a equipe no interior de Goiás.
- Guarani: Atuou pelo Bugre no tradicional futebol do interior paulista.
- ABC: Experiência no futebol do Rio Grande do Norte.
- Joinville: Schwenck fez parte do forte elenco do JEC que se sagrou campeão da Série B do Campeonato Brasileiro de 2014.
- Marcílio Dias: Um dos seus últimos clubes profissionais antes da aposentadoria e o primeiro onde trabalhou como treinador.

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