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ANÁLISE: Cruzeiro sente ausência de Matheus Pereira e repete erros

Sem o camisa 10, suspenso, time voltou a falhar em lance de bola parada

PorEduardo StatutiBelo Horizonte (MG)
27/07/2026 06:15
Atualizado em 27/07/2026 15:41
Matheus Henrique conduzindo bola no Mineirão
Matheus Henrique conduz a bola no Mineirão na derrota do Cruzeiro para o Botafogo (Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro)

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Adversário contra o qual tinha vantagem no histórico recente, o Botafogo, tirou seis pontos da Raposa nesta edição do Brasileirão. No Mineirão, no último domingo (26), o Cruzeiro sentiu muito a ausência de Matheus Pereira, mas perdeu a partida contra os cariocas por repetir erros do passado.

Assim como em 27,8% dos gols sofridos pelo Cabuloso com Artur Jorge, o escanteio foi o vilão de um time que teve as armas jogando em casa, mas não foi letal e acabou derrubado por um adversário certeiro.

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Como ausência de Matheus Pereira interferiu no jogo do Cruzeiro?

Sem Matheus Pereira, o Cruzeiro atuou com quatro atacantes de origem no time titular e dois volantes. Em teoria, o espaço deixado pelo camisa 10 seria ocupado por Bruno Rodrigues. Mas o atacante não tem muitas características semelhantes às do meia.

Enquanto Matheus Pereira domina toda a intermediária, distribuindo passes e ditando o ritmo da equipe, Bruno Rodrigues atuou num setor da intermediária, recuando bastante para a esquerda (posição de origem) e pisando mais na área.

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Quem teve posicionamento mais parecido com o camisa 10 foi Matheus Henrique, que voltou a atuar como segundo volante. Porém, o camisa 7 jogou um pouco mais recuado, mais perto do meio do campo, realizando passes mais horizontais que verticais. Com isso, os laterais foram os jogadores que mais buscaram bolas verticais, facilitando o trabalho da defesa do Botafogo, já que o Cruzeiro não tem bom desempenho em bolas longas.

Partida abaixo do esperado de Kaio Jorge

A defesa do Botafogo soube lidar bem com Kaio Jorge no ataque, tentando induzir o camisa 19 aos cantos do campo. Ainda assim, o atacante foi acionado e teve até mais chances que o habitual. Ele finalizou cinco vezes, mas acertou apenas uma no gol (um cabeceio nos acréscimos).

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O centroavante teve a chance que queria aos 23 minutos, em um lance que mostrou a falta que Matheus Pereira faz. Marquinhos roubou a bola no meio de campo, titubeou para acionar o atacante, mas acertou o passe. Marcado, Kaio Jorge avançou e chutou com o pé direito, mas a bola passou à esquerda do gol. Essa foi a melhor oportunidade do duelo.

Matheus Henrique ocupou região parecida com a de Matheus Pereira em Cruzeiro x Botafogo
Matheus Henrique ocupou região parecida com a de Matheus Pereira em Cruzeiro x Botafogo (Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro)

Erro repetido

O Cruzeiro sofreu novamente com a bola parada. 38,9% dos gols sofridos pela Raposa com Artur Jorge foram em bolas paradas. No domingo, o time sofreu quando Justino subiu nas costas de Rojas e abriu o placar aos 41 minutos, aproveitando escanteio.

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Opções de Artur Jorge

Com uma equipe desfalcada e perdendo por mais de 45 minutos, Artur Jorge apostou no esquema montado para o duelo, mesmo com as adversidades. Levando em conta as posições de origem de cada jogador, o Cruzeiro atuou em um 4-2-4, com dois volantes, dois pontas, um centroavante e um segundo atacante.

Entre os jogadores profissionais, o treinador tinha poucas alternativas para manter seu esquema de jogo. Porém, se quisesse preservar as características, teria a opção de utilizar Felipe Morais.

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Artur Jorge após a derrota do Cruzeiro para o Botafogo
Artur Jorge, do Cruzeiro, em entrevista coletiva (Foto: Eduardo Statuti/Lance!)

– E quando me perguntam objetivamente sobre as opções dos jogadores mais jovens em um jogo como este, não me parece ser a melhor escolha colocar um jovem atleta em uma situação que pode ser arriscada dependendo da forma como ele entra em campo. Jogadores que, eu acredito totalmente, entendi que hoje, dentro das opções tomadas, são valiosos para mim, mas que, ao seu tempo, como sempre disse a vocês, no momento certo, vão ter a sua oportunidade – avaliou Artur Jorge em entrevista coletiva.

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