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Corinthians fecha acordo para pagar dívida bilionária que se arrasta há 20 anos

Negociação com a PGFN prevê desconto e parcelamento do débito

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Guilherme Lesnok
São Paulo (SP)
Dia 05/02/2026
13:26
Conselhos e reuniu nesta nesta segunda-feira (06) (Foto: Divulgação/Corinthians)
imagem cameraParque São Jorge, sede social do Corinthians (Foto: Divulgação/Corinthians)

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O Corinthians acertou um acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para o pagamento de uma dívida bilionária acumulada ao longo de 20 anos. Na proposta, o Timão conseguiu um desconto de 46,6%.

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O acordo reúne pendências de diferentes categorias, sendo aproximadamente R$ 1 bilhão em tributos não previdenciários, cerca de R$ 200 milhões em débitos relacionados à Previdência Social e outros R$ 15 milhões vinculados ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. A proposta foi apresentada em 2024 e, após um período de "negociações intensas", como chamou a PGFN, as partes chegaram a um entendimento que engloba todo o passivo do clube com a União.

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Pelo entendimento firmado, o Corinthians desembolsará R$ 679 milhões em recursos próprios após obter redução de 46,6% sobre encargos, multas e juros, percentual inferior ao limite máximo previsto na legislação. O pagamento será feito de forma parcelada, com prazo maior para as obrigações não previdenciárias e período menor para as previdenciárias, criando um cronograma específico para a quitação dos compromissos tributários.

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Para as pendências relacionadas ao FGTS, o Corinthians aderiu ao modelo disponibilizado pela Caixa Econômica Federal, que prevê redução superior a 30% no valor devido e parcelamento em até 60 vezes. Já no caso das contribuições sociais previstas na Lei Complementar nº 110, de 2001, ficou definido o pagamento integral em parcela única, com abatimento de 70% sobre os encargos.

Como forma de assegurar o cumprimento do acordo, o clube indicou como garantia os repasses do Timemania, loteria administrada pelo governo federal, que poderão ser utilizados para quitar parcelas em atraso, conforme previsão legal. O acerto também incluiu o Parque São Jorge, sede social do Corinthians, avaliado em R$ 602,2 milhões, entre os bens vinculados à negociação.

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— Ponto relevante da transação tributária é a previsão de que o clube mantenha sua regularidade fiscal daqui para a frente, assegurando o adequado pagamento dos tributos correntes. A PGFN vai acompanhar de perto a fim de garantir os termos do acordo — disse a PGFN em nota.

A informação foi inicialmente publicada pelo SBT e confirmada pelo Lance!.

Osmar Stabile, presidente do Corinthians (Peter Leone/O Fotografico/Gazeta Press)
Osmar Stabile, presidente do Corinthians (Peter Leone/O Fotografico/Gazeta Press)

Dívida bilionária do Corinthians

Em outubro do ano passado, o Corinthians apontou um déficit de R$ 103 milhões nos primeiros sete meses de 2025. Com isso, a dívida bruta do clube aumentou e chegou a R$ 2,7 bilhões.

Desse total, R$ 655 milhões correspondem ao financiamento com a Caixa Econômica Federal, relacionado à Neo Química Arena. No departamento de futebol, o Corinthians apresentou resultado operacional negativo de R$ 37,4 milhões.

No clube social, o alvinegro também registrou déficit de R$ 26,5 milhões, valor que inclui despesas com pessoal, serviços de terceiros e custos gerais e administrativos. A previsão da diretoria é encerrar o ano com resultado negativo de R$ 83,3 milhões.

O resultado operacional do Corinthians, que desconsidera despesas financeiras, amortização e depreciação, foi deficitário em R$ 3 milhões. Já as despesas com juros somaram R$ 121 milhões.

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