Contra histórico negativo, Cristóvão dirige seu primeiro clássico no Timão
Treinador de 57 anos comandou 25 clássicos nas cinco últimas temporadas, por Vasco, Bahia, Fluminense, Flamengo e Atlético-PR. Aproveitamento é baixo, inferior a 45%

Os 80% de aproveitamento do técnico Cristóvão Borges no comando do Corinthians serão colocados à prova neste domingo, quando ele encara seu primeiro clássico pelo clube, diante do São Paulo. Até o momento, o treinador contratado em junho venceu quatro partidas (Santa Cruz, América-MG, Flamengo e Chapecoense) e foi derrotado uma única vez (Atlético-MG). No Majestoso, às 16h, na Arena Corinthians, além do desafio do primeiro compromisso com alta rivalidade, ele desafiará uma incômoda estatística pessoal: ele tem mais derrotas do que vitórias em clássicos como técnico.
Ao todo, em cinco anos desde a promoção a técnico do Vasco para o lugar de Ricardo Gomes, que se ausentou por motivos de saúde, Cristóvão dirigiu diferentes equipes em 25 clássicos regionais. São dez vitórias, três empates e 12 derrotas, com aproveitamento de 44% dos pontos disputados. A última vitória em clássicos, por sinal, ocorreu há mais de dois anos, em 11 de maio de 2014, quando seu Fluminense venceu o Flamengo por 2 a 0.
Pelo Vasco foram 13 clássicos, com seis vitórias, um empate e seis derrotas. A seguir, uma vitória e um empate em duas partidas contra o Vitória pelo Bahia, além de três vitórias, um empate e duas derrotas em seis duelos pelo Fluminense. Nos dois últimos trabalhos, dirigindo Flamengo e Atlético-PR, nenhuma vitória. Pelo Fla, três derrotas em três jogos, e pelo Furacão um compromisso e um resultado negativo.
Para superar o histórico negativo em clássicos, Cristóvão vive um momento positivo no comando do Corinthians. Elogiado internamente e também em entrevistas, o profissional que tem contrato no clube até o fim de 2017 está impondo seu estilo. O Corinthians pode até alcançar a liderança do Campeonato Brasileiro neste domingo, caso vença o São Paulo e o Palmeiras seja derrotado pelo Internacional. Em entrevista ao L! nesta semana, o técnico explicou suas ideias.
- Time campeão sabe defender, todo campeão. É uma marca. Quem não sabe defender dificilmente será campeão. O que eu procuro fazer é justamente colocar algumas coisas que acho, com meu estilo, em cima disso. A ideia é defensivamente ter uma solidez e aí colocar outras coisas, posse de bola, troca, movimentação, para ser envolvente no ataque. Meu trabalho no início tem sido esse e a gente está caminhando bem - disse.
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