Tuchel é vítima da 'Maldição do técnico estrangeiro' após queda da Inglaterra na Copa

Queda da Inglaterra com Tuchel mantém estatística

PorAbner ReyRio de Janeiro (RJ)
16/07/2026 07:00
Thomas Tuchel em Inglaterra 1x2 Argentina pela semifinal da Copa do Mundo
Thomas Tuchel em Inglaterra 1x2 Argentina pela semifinal da Copa do Mundo (Foto: Justin Setterfield/Getty Images/AFP)

A Inglaterra foi derrotada pela Argentina de virada, por 2 a 1, e não tem mais chances de título da Copa do Mundo. Com a queda dos ingleses na Copa, se mantém uma escrita que perdura desde sempre na Copa do Mundo: nenhuma seleção foi campeã sob o comando de um técnico estrangeiro.

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Thomas Tuchel em Inglaterra 1x2 Argentina pela semifinal da Copa do Mundo
Thomas Tuchel em Inglaterra 1x2 Argentina pela semifinal da Copa do Mundo (Foto: Justin Setterfield/Getty Images/AFP)

Desde o primeiro torneio, em 1930, todas as equipes que ergueram o troféu contavam com profissionais nascidos em seus próprios territórios. Em 22 edições, a lista de técnicos campeões só tem nomes de treinadores que venceram no país que comandaram. Thomas Tuchel era um dos possíveis candidatos para superar a estatística, mas a virada argentina nos minutos finais do confronto em Atlanta impediu que isso acontecesse.

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Em todas as Copas até hoje, apenas dois técnicos estrangeiros haviam conseguido levar suas equipes até o jogo decisivo. O primeiro foi o inglês George Raynor, que comandou a Suécia na final de 1958, sendo derrotado pelo Brasil. O segundo caso ocorreu em 1978, quando o austríaco Ernst Happel levou a Holanda à final contra a Argentina, mas também terminou com o vice-campeonato.

Copa de 2026 bateu recorde de técnicos estrangeiros

Técnico brasileiro Carlo Ancelotti durante a partida contra a Noruega.
Técnico brasileiro Carlo Ancelotti durante a partida contra a Noruega - (Crédito: Odd ANDERSEN / AFP).

A Copa de 2026 marcou um recorde na quantidade de técnicos estrangeiros, com 26 das 48 seleções sendo dirigidas por treinadores de nacionalidades diferentes das equipes que representavam. O número representa pouco mais de 54% dos comandantes na competição. A maioria dos treinadores interrompeu suas campanhas precocemente, incluindo o italiano Carlo Ancelotti com o Brasil, eliminado pela Noruega nas oitavas de final.

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Outros nomes de peso, como o argentino Mauricio Pochettino, à frente dos Estados Unidos, e o americano Jesse Marsch, com o Canadá, também caíram antes de chegarem à fase decisiva. O Uruguai foi comandado pelo argentino Marcelo Bielsa e sequer avançou ao mata-mata.

A grande decisão deste domingo entre Argentina e Espanha resultará em um campeão que possui treinador "da casa". De um lado, o argentino Lionel Scaloni busca seu segundo título consecutivo, enquanto do outro, o espanhol Luis de la Fuente tentará levar a "Fúria" ao bicampeonato.

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