Análise: Luiz Henrique brilha, e Ancelotti encaminha lista da Seleção para Copa
Técnico da Seleção confirma certezas e abre o leque para convocação final

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A última Data Fifa antes da convocação final de Carlo Ancelotti, marcada para o dia 18 de maio, deixou sinais claros sobre os caminhos da Seleção Brasileira rumo à Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá. Em dois jogos de perfis distintos — derrota para a França e vitória sobre a Croácia — o treinador italiano conseguiu não apenas ajustar ideias, mas, principalmente, ampliar o leque de opções e reduzir dúvidas importantes.
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Entre os nomes que mais aproveitaram a oportunidade, Luiz Henrique foi, sem dúvida, o grande vencedor. Ao entrar no segundo tempo contra a França, o atacante mudou o ritmo da equipe, oferecendo profundidade, intensidade e desequilíbrio em um momento em que o Brasil encontrava dificuldades. Já diante da Croácia, como titular, confirmou a boa impressão: foi participativo, agressivo e decisivo em vários momentos do jogo. Sua atuação consistente praticamente carimbou o passaporte para o Mundial.
No grupo dos chamados "novatos", o saldo também foi positivo. Ancelotti rodou o elenco e deu minutagem a praticamente todos os convocados, que responderam à altura. Danilo Santos, do Botafogo, foi um dos destaques, mostrando personalidade e ainda balançando a rede contra os croatas. Endrick, Igor Thiago, Ibañez e Léo Pereira também tiveram oportunidades relevantes e demonstraram que podem ser peças úteis no grupo, seja como opções imediatas ou reposições estratégicas.
Os testes também serviram para consolidar algumas certezas. No gol, Alisson e Ederson seguem intocáveis, enquanto a disputa pela terceira vaga continua aberta — Bento não conseguiu transmitir segurança nas oportunidades que teve. Na defesa, a versatilidade ganha peso: nomes como Danilo e Éder Militão, que voltou a treinar no Real Madrid após grave lesão, aparecem à frente justamente pela capacidade de atuar em mais de uma função. Ibañez surge como um candidato real a completar o setor.
No meio-campo, Casemiro permanece como pilar, com Bruno Guimarães sendo o parceiro ideal quando estiver 100% fisicamente. Fabinho se colocou bem na disputa, enquanto jogadores como Andrey Santos, Danilo Santos e Lucas Paquetá brigam por espaço em um setor cada vez mais competitivo.
Já no ataque, a base parece bem encaminhada. Matheus Cunha desponta como homem de confiança de Ancelotti, inclusive como cobrador oficial de pênaltis. Ao seu lado, Vini Jr., Raphinha e Martinelli formam um trio já consolidado. E, agora, com a ascensão de Luiz Henrique, o treinador ganha mais uma peça capaz de mudar jogos.
Se o duelo contra a França escancarou fragilidades defensivas e problemas na saída de bola, a partida diante da Croácia mostrou evolução: um time mais organizado, pressionando alto e criando volume ofensivo. Esse contraste serviu como diagnóstico e também como indicativo de evolução rápida sob o comando de Ancelotti.
Com a lista final se aproximando, o cenário é de ajustes finos, não mais de grandes dúvidas. E, nesse contexto, um nome paira como fator decisivo: Neymar. Caso esteja apto, em ritmo competitivo e livre de problemas físicos, o camisa 10 pode ser a peça que falta — a cereja do bolo — para transformar um elenco já promissor em um verdadeiro candidato ao título mundial.
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