Fifa fecha acordo com emissora estatal chinesa para transmissão da Copa
Segundo a agência internacional de notícias Reuters, o China Media Group (CMG), controlador da emissora estatal chinesa, firmou o acordo com a Fifa para a transmissão do torneio

Nesta semana, o Lance! trouxe a informação de que China e Índia, países que somam mais de 3 bilhões de habitantes e representam quase 40% da população mundial, ainda não haviam fechado acordos com a Fifa para a transmissão da Copa do Mundo.
No entanto, o cenário começou a mudar nesta sexta-feira (15). Segundo a agência internacional de notícias "Reuters", o China Media Group (CMG), controlador da emissora estatal chinesa, firmou o acordo com a Fifa, encerrando o impasse sobre os direitos de transmissão no território chinês.
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Sobre o acordo
O pacote negociado é abrangente e garante a cobertura dos principais produtos da Fifa para os próximos anos. O acordo contempla os torneios masculinos das Copas do Mundo de 2026 e 2030, além das Copas do Mundo Femininas de 2027 e 2031, conforme informado pela emissora estatal CCTV.
Ainda de acordo com a emissora, o CMG garantiu os direitos exclusivos de mídia e a capacidade de sublicenciamento na China continental para este ciclo de quatro edições. A cobertura envolverá TV aberta, TV paga, além de plataformas digitais e móveis. Até o momento, os termos financeiros da operação não foram divulgados pelas partes.
— É um verdadeiro prazer termos chegado a um acordo com a CMG. (...) O mercado chinês é de extrema importância para a comunidade global do futebol. Conhecemos a paixão dos torcedores chineses e estamos muito felizes e orgulhosos da nossa parceria com a CMG para levar a Copa do Mundo da FIFA a todos os fãs na China — destaca o Secretário-Geral da FIFA, Mattias Grafström.

Como foi o acordo nas Copas anteriores?
Diferente do atraso visto neste ciclo, nas Copas do Mundo anteriores, a emissora estatal CCTV e a Fifa costumavam concluir os direitos de transmissão com antecedência, se organizando inclusive com campanhas promocionais e entregas para patrocinadores semanas antes do apito inicial.
O modelo de negócio também evoluiu nas últimas edições. Em 2018, a CCTV sublicenciou os direitos para a Migu e para o Alibaba Youku, marcando a entrada definitiva das plataformas online na transmissão ao vivo do torneio. Já para o Mundial de 2022, o CMG estendeu os direitos de distribuição para a Migu, o Douyin e diversas emissoras de televisão regionais, consolidando a estratégia multiplataforma que deve ser repetida para 2026.
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