2026 é ano de Copa do Mundo! Veja como estão os preparativos para o maior evento do futebol
Estados Unidos, México e Canadá sediam o maior Mundial de todos os tempos

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Ano novo é sempre repleto de expectativas, e elas são ainda maiores a cada quatro anos, quando é realizada a Copa do Mundo. Este 2026 será marcado pela maior delas: a partir de 11 de junho, 48 seleções disputarão o primeiro Mundial a ser organizado em três países — Estados Unidos, México e Canadá. Será uma Copa com muitos desafios logísticos, políticos e financeiros. E, para o Brasil, que pela primeira vez na história será comandado na competição por um técnico estrangeiro, será mais uma chance de buscar o Hexa.
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Ainda que seja organizada em conjunto pelos três países da América do Norte, serão os Estados Unidos o principal local do torneio. Ao todo, 78 jogos serão realizados por lá, incluindo todos a partir das quartas de final.
Sede do Mundial de 1994 e (provavelmente) o país que melhor sabe organizar eventos esportivos de grande porte, os EUA também trazem no combo uma série de questões geopolíticas que impactam na Copa do Mundo. Assuntos como segurança e imigração se cruzam e são um desafio tanto para o país quanto para a organização do campeonato.
A preocupação é tanta que o governo do presidente Donald Trump promete investir mais de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,51 bilhões, na cotação atual) apenas em segurança para as 11 cidades americanas que sediarão o torneio.
— Quando o presidente Trump criou a Força-Tarefa da Casa Branca no início deste ano (2025), ele estabeleceu uma missão clara: garantir que o país realizasse uma Copa do Mundo segura, acolhedora e memorável. O esforço se tornou a maior operação governamental para um evento esportivo já realizada nos Estados Unidos — disse Andrew Giuliani, diretor executivo da Força-Tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo da Fifa 2026, no início de dezembro.
Na terça-feira (30 de dezembro), a Agência Federal de Gestão de Emergências dos Estados Unidos (Fema, na sigla em inglês) concedeu US$ 250 milhões (R$ 1,37 bilhão) aos estados onde ficam as cidades-sede "para fortalecer sua capacidade de detectar, identificar, rastrear ou mitigar sistemas de aeronaves não tripuladas (drones)", segundo informou a agência.
— Sabíamos que precisávamos agir rapidamente para proteger a Copa do Mundo da crescente ameaça de sistemas de aeronaves não tripuladas, e foi exatamente isso que fizemos — pontuou Karen S. Evans, que administra interinamente a Fema.
A expectativa do governo é de que até sete milhões de turistas de outros países viagem aos Estados Unidos por causa da Copa do Mundo.
— Para atender a essa escala sem precedentes, mobilizamos equipes federais de coordenação em todas as 11 cidades-sede. Essas equipes proporcionam acesso direto à expertise e aos recursos federais, garantindo uma abordagem unificada e consistente em todo o país — considerou Andrew Giuliani.
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Canadá e México investem em melhorias de infraestrutura
Sede de 13 jogos da Copa, o Canadá também investe forte no Mundial. Os diferentes entes de governo estimam gastos de até R$ 5 bilhões nas cidades de Toronto e Vancouver. O montante, contudo, engloba custos com infraestrutura e modernização dos dois estádios, além da segurança.
No México, que terá entre seus 13 jogos a partida de abertura da Copa do Mundo, apenas a reforma do Estádio Azteca consumiu cerca de R$ 900 milhões. O país também ampliou o aeroporto internacional da Cidade do México, a estrutura hoteleira e de transportes.
Modernização de estádios e ampliação da infraestrutura hoteleira são praxes nos países que recebem grandes eventos esportivos. E se tornaram especialmente necessárias em 2026 a partir da grande procura por ingressos.
Esta semana, a Fifa informou ter recebido mais de 150 milhões de pedidos de ingresso, número que é cerca de 30 vezes superior ao total de bilhetes que está sendo colocado à venda. E isso num contexto em que as entradas para a Copa do Mundo estão com os valores mais altos da história.

Seleção Brasileira recorre a Ancelotti para tentar sair da fila na Copa do Mundo
Sem vencer o Mundial desde 2002, o Brasil vai à Copa do Mundo de 2026 com a esperança renovada após a contratação de Carlo Ancelotti. O italiano assumiu a Seleção no fim de maio, confirmou a classificação para o torneio logo na primeira Data Fifa e aproveitou o restante do ano para fazer testes no time.
Em oito jogos até aqui, Ancelotti utilizou 42 jogadores. A lista inclui quatro goleiros, oito laterais de ofício — além de Éder Militão, que foi o titular da direita na vitória por 2 a 0 sobre Senegal —, sete zagueiros, dez meio-campistas e 13 atacantes.
O técnico diz ter o grupo praticamente definido, e quer utilizar os amistosos diante de França e Croácia, em março, para dirimir as últimas dúvidas. A convocação final para a Copa do Mundo acontecerá em maio.
No início de dezembro, a Fifa sorteou os confrontos e colocou o Brasil como cabeça de chave do Grupo C, que tem ainda Marrocos, Haiti e Escócia. Na primeira fase, a Seleção terá jogos em Nova Jersey, Filadélfia e Miami.
Os jogos da Costa Leste dos Estados Unidos não eram exatamente o desejo de Carlo Ancelotti. O treinador sempre demonstrou preocupação com o calor que faz naquela região no meio do ano. Além disso, no Mundial de Clubes de 2025, alguns jogos e voos foram afetados por causa de temporais que caíram na região.
Sobre isso, o diretor executivo da Força-Tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo da Fifa 2026 procurou demonstrar normalidade.
— Sei que houve muita conversa este ano (2025) sobre o calor intenso durante os jogos. Aliás, na Copa do Mundo de 1994, eu me lembro do calor que fazia, e faz calor em junho e julho nos Estados Unidos. Mas o Serviço Nacional de Meteorologia está utilizando ferramentas avançadas de previsão do tempo para ajudar a mitigar os riscos do calor para jogadores e torcedores. Em todo o governo federal, a mensagem é clara: os Estados Unidos estarão preparados — declarou Andrew Giuliani.
O jeito é aguentar a expectativa e ver tudo isso na Copa do Mundo.

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