Logo do Lance! branca com exclamação amarela

Familiares de vítimas do acidente com voo da Chape cobram indenização na Bolívia

Após dois anos do acidente na Colômbia, juristas voltam ao país e pedem apoio de instituições para cobrar indenização que ainda não foi quitada

PorLance!Santa Cruz (BOL)
04/10/2018 21:16
Acidente Chapecoense
Acidente com o voo da LaMia que levava a delegação da Chapecoense à Colômbia completou dois anos no último dia 28 de novembro (Foto: RAUL ARBOLEDA/AFP PHOTO)

Restando pouco para completar dois anos do acidente com o voo da Chapecoense, familiares das vítimas desembarcaram na Bolívia nesta quinta-feira para solicitar o pagamento de uma indenização que até o momento não foi quitada. Para solucionar o imbróglio, juristas e membros da Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Voo da Chapecoense (AFAV-C) estão na cidade de Santa Cruz, local situado 900km a leste de La Paz, de onde decolou a aeronave da LaMia, que caiu sobre uma montanha próxima ao aeroporto de Medellín, na Colômbia.

- Não recebemos nem um centavo - disse o advogado brasileiro Josmeyr Oliveira em entrevista ao jornal boliviano El Deber.

De acordo com a AFP, o jurista, que está acompanhado por Fabienne Belle e Mara Paiva, presidente e vice-presidente da associação de vítimas, respectivamente, tenta se reunir com autoridades de instituições que tenham influência para ajudar a cobrar a indenização pela perda dos entes, já que trata-se de uma gestão de urgência, pois estão no limite do prazo de dois anos para reivindicar o pagamento.

No acidente, que aconteceu enquanto a delegação alviverde viajava para a Colômbia, onde disputaria a final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional, 71 pessoas perderam a vida, entre elas 19 jogadores, 14 membros da comissão técnica e nove dirigentes do clube. Apenas seis pessoas sobreviveram a queda: uma aeromoça, um técnico de aviação, um jornalista e três jogadores (Alan Ruschel, Neto e Jackson Follmann).

Relembre o caso
O avião da LaMia partiu de Santa Cruz com a delegação da Chapecoense após o grupo ser transferidos de um voo comercial que havia saído do Brasil. Uma investigação de autoridades colombianas concluiu que a aeronave caiu a poucos quilômetros do aeroporto José María Córdova, no dia 28 de setembro de 2016, por falta de combustível.

Em 2017, um relatório da empresa boliviana BISA revelou que a LaMia não tinha cobertura de seguro, apesar de ter aberto um fundo de assistência às vítimas. O caso segue sob investigação da justiça local, que apontou como responsáveis pelo acidente funcionários aeroportuários de de aviação civil e da mesma empresa por terem cometidos falhas técnicas para a realização do voo.

continua após a publicidade
Sugerida para você!

Mais LANCE!