Dois jogadores são condenados a 365 dias de suspensão por manipulação no Carioca

Tribunal considerou atletas de Nova Iguaçu e Portuguesa culpados por fraude. Cabe recurso

PorVicente SedaRio de Janeiro (RJ)
17/06/2026 20:35
Vivaldo Lúcio Neto fez a defesa dos atletas acusados de manipulação no Campeonato Carioca (Foto: Divulgação TJD-RJ)
Vivaldo Lúcio Neto fez a defesa dos atletas acusados de manipulação no Carioca (Foto: Divulgação TJD-RJ)

Dois jogadores, de Nova Iguaçu e Portuguesa, foram suspensos por 365 dias cada nesta quarta-feira pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Estado do Rio de Janeiro (TJD-RJ) por manipulação. Ambos foram considerados culpados por unanimidade pela 6ª Comissão Disciplinar após a empresa que faz o monitoramento do Campeonato Carioca, SportRadar, ter enviado relatórios de alerta à Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) apontando a possível fraude. Dois dirigentes do time da Ilha do Governador também receberam punição, enquadrados em artigo por obstrução ou não cooperação com a apuração dos fatos. Cabe recurso ao Pleno do tribunal.

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Evento Ferj o Carioca
Campeonato Carioca teve jogadores flagrados em monitoramento por manipulação (Foto: Leonardo Bessa/Lance!)

Os dois atletas foram acusados de forçar um cartão amarelo para favorecer apostadores. Luís Gustavo Lopes dos Santos, que já deixou a Portuguesa, e Sidney de Freitas Pages, que atualmente joga na King's League, foram considerados culpados em função de um volume financeiro fora do comum em apostas de que ambos os atletas receberiam cartão amarelo na partida. O total movimentado na partida entre as equipes no dia 7 de fevereiro, no site no qual foi detectada, foi de R$ 253 mil. E 80% desse valor foi direcionado à aposta que gerou o relatório de alerta pela empresa de monitoramento.

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O advogado de defesa de ambos os atletas, Vivaldo Lúcio Neto, pediu absolvição, alegando falta de inquérito policial para corroborar as acusações.

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- Não há provas concretas para afirmar que praticaram crimes. Estamos no mundo da especulação. Acusações são feitas diariamente, sem pé e nem cabeça, a grosso modo, sem presunção de inocência. Peço absolvição por falta de justa causa e falta de inquérito policial para averiguar a veracidade dos fatos.

Os argumentos, porém, não foram acatados pelo relator, que pediu a condenação de ambos por fraude ao sistema de apostas. Ele foi acompanhado por todos os demais auditores da comissão disciplinar. Os atletas também receberam R$ 1 mil de multa. Marcelo Barros Gonçalves, presidente da Portuguesa, e o coordenador do clube, Jefferson Rodrigues Muniz, foram condenados a pagar R$ 5 mil, cada.

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