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Tite celebra acerto e elogia projeto do Botafogo: 'Ambição'

Treinador fará sua estreia no sábado (19), contra o Mirassol, fora de casa

PorLeonardo BessaRio de Janeiro (RJ)
17/09/2026 11:41
Tite foi apresentado como técnico do Botafogo (Foto: Leonardo Bessa/Lance!)
Tite foi apresentado como técnico do Botafogo (Foto: Leonardo Bessa/Lance!)

Tite é o novo técnico do Botafogo. O ex-Seleção Brasileira, que estava livre no mercado desde sua saída do Cruzeiro, em março, foi apresentado nesta quinta-feira (17), no Estádio Nilton Santos, com a presença do presidente João Paulo Magalhães e do diretor Léo Coelho. O treinador celebrou o acerto com o Glorioso e falou do projeto que lhe foi apresentado.

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Quem abriu a coletiva, no entanto, foi o presidente João Paulo Magalhães. Ele destacou a importância da GDA Luma, na iminência da compra da SAF e que já opera extraoficialmente, para o desfecho com Tite. O técnico de 65 anos "terá as chaves" do projeto e irá liderar o departamento de futebol.

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— O nosso Botafogo está aqui em um momento que considero espetacular, para apresentar o plano de trabalho desta nova gestão, que é apoiada pela GDA, que é o Gabriel de Alba, uma pessoa absolutamente espetacular para o nosso Botafogo, e que está nos proporcionando momentos como este, momentos em que podemos trazer para o nosso planejamento futuro o nosso novo líder. (...) Nosso general vem para cá para, se Deus permitir, ficar até o final de 2028, renovando o contrato, se fizer por merecer, com muitas vitórias e títulos para o Botafogo. É assim que esperamos. E eu, como torcedor botafoguense que sou, não poderia estar mais feliz do que com a oportunidade — disse João Paulo, abrindo a coletiva.

Tite agradeceu aos membros da diretoria presentes e à torcida do Botafogo. Ele falou da responsabilidade do cargo no momento de uma recuperação no Brasileirão e destacou o sentimento de acolhimento.

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— João Paulo, um agradecimento especial. Léo (Coelho), muito obrigado. E à torcida do Botafogo, obrigado pela confiança. É uma responsabilidade muito grande e, seguramente, na nossa primeira conversa, ela teve os laços do amor pelo clube, os objetivos que tem. Nós temos laços muito bons. Começamos conversando antes e, verdadeiramente, o Botafogo é uma família. Então, tenho um pouquinho de competência para poder contribuir com essa receptividade que tive. E obrigado ao Léo por ter falado (que sua presença no estádio foi importante na vitória contra o Grêmio), mas é mentira, viu? O que aconteceu ontem foi tudo fruto do trabalho dos atletas, da direção, da torcida, do Belão. Eu estava torcendo muito — afirmou o novo técnico do Botafogo.

Tite foi apresentado como técnico do Botafogo (Foto: Leonardo Bessa/Lance!)
Tite foi apresentado como técnico do Botafogo (Foto: Leonardo Bessa/Lance!)

O experiente técnico já esteve no radar do Glorioso em outras oportunidades, como no início de 2025, quando teve conversas avançadas com John Textor, controlador da SAF na época. Para acertar com o Alvinegro, desta vez, o projeto para a reestruturação do clube foi fundamental. Tite gostou do que ouviu.

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— Falando de uma série de aspectos, pois eles são importantes. Primeiro, essa adoção da conversa foi fundamental com o João Paulo e com o Léo. Foi fundamental sobre aquilo que é o projeto Botafogo, sobre aquilo que é a reformatação e a ambição de crescimento da história recente do Botafogo. E, no sentido do acolhimento que tive, representado agora pelo grupo de funcionários, ele chega a ser comovente. Ontem, as pessoas me dando um abraço, me senti verdadeiramente incorporado. Essa adoção e essa possibilidade de desenvolver um trabalho também a médio e longo prazo me traz, enquanto profissional, a possibilidade daquilo que eu imagino que tem no futebol: que o futebol tem processos a serem desenvolvidos para que, no final, possa ter as glórias.

No mercado desde março, após deixar o Cruzeiro, Tite está feliz e deixou isso claro em todos os momentos da coletiva quando falou de sua chegada ao Nilton Santos para comandar o projeto. A oportunidade de crescimento em conjunto é o que encanta o treinador, que falou ainda de suas passagens por Cruzeiro e Flamengo.

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— Eu estou muito feliz, sim. A tua observação, alegre, motivada, sim. O futebol faz parte da minha vida. O futebol faz parte. (...) Nós fomos campeões mineiros, ganhando do Atlético Mineiro, trazendo uma série de jogadores para jogar, inclusive o Otávio, que é agora o goleiro... Ah, o Flamengo, nós fomos campeões cariocas, à semifinal de Copa do Brasil e depois saímos da Libertadores, com três jogadores machucados. Mas o que tu faz a cada momento, a cada etapa, cada clube, pelo seu próprio projeto, pelas suas próprias decisões... Faz parte.

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O Botafogo venceu o Grêmio e foi a 35 pontos, agora na 11ª colocação, com sete pontos acima da zona de rebaixamento e a dez do G-5, que buscará vaga na Libertadores. O Campeonato Brasileiro tem uma zona de perigo e um miolo na tabela muito equilibrado. O foco é seguir passo a passo para terminar o ano de forma tranquila.

— No Botafogo, ela te permite ter ambição, ter alguns objetivos. Isso é inconteste. O que há também é um momento em que todas as equipes que ainda não atingiram uma pontuação suficiente para sair da zona de perigo vivem ainda nesse embate, nessa competição. Na minha opinião, o Campeonato Brasileiro achatou. O nível de todos os clubes é muito parecido, muito parecido. Os da frente se destacam um pouco mais. Quem está um pouco abaixo cresceu bastante, a ponto de você encontrar resultados, por exemplo, da Chapecoense, que é a última colocada, que tem vencido jogos extremamente importantes contra equipes importantes. Só para exemplificar — pontuou Tite.

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Questionado sobre tomadas de decisões compartilhadas em sua comissão técnica nos últimos trabalhos, Tite rechaçou a ideia e falou da autonomia como grande líder da equipe. Ele chega ao clube com o auxiliar Matheus Bachi e o preparador físico Fábio Mahseredjian.

— Sempre, em todos os processos, a decisão, inclusive, ela é dura e ela é solitária. Ela é intransferível, inegociável e tudo que possa transparecer. O que tem, sim, é uma equipe de trabalho que te traz e te municia de informações. Por exemplo, ontem, o Belão fez, no primeiro tempo, uma plataforma, um modelo, veio para o segundo de uma outra forma, nós viemos, e no transcurso do jogo a conversa era constante com o auxiliar, com o Marcelo. Então, isso faz parte, isso é trabalhar em equipe.

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Veja outras respostas de Tie:

Ziyech como grande estrela

— Claro que ele é muito mais conhecido, é um extraclasse, com muita qualidade técnica, leve, de jogo apoiado, de bola longa, de finalização de média distância. Ele tem uma série de requisitos técnicos importantes, e tanto na sua condição física, que é boa, vai agregar à equipe.

Influência no departamento de futebol

— Não tem para mim autonomia de técnico para contratação de qualquer atleta, tem comparticipação, tem trabalho de equipe, tem uma série de componentes, tem que ser bom para o Botafogo, não tem que ser bom para mim, não tenho essa pretensão, já tenho idade suficiente para entender esse projeto, já o tinha antes. Então, tem que ser de forma conjunta, tem que ser de forma estrutural. É muito fácil, tem valores dimensionados, aí eu pego isso como escudo e falo assim: não, não é, é comparticipação e uma decisão final, e isso a gente vai fazer.

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Formação da comissão

— E nós conversamos, eu e o Léo, trocando, que eu falei: os bons profissionais que aqui estão devem permanecer. E já passei da pretensão de pegar a minha equipe e botar para dentro, e quem tiver, eu vou sobrepor. Cara, isso não faz parte de mim, quem olha para a minha história sabe o que tem, potencializa a equipe que está, se tem uma necessidade, traz. Então, ninguém fala… o Matheus, e aí a gente entrega. Eu não sei se o convite feito ao Bellé para permanecer, porque é uma peça importantíssima no momento de transição, e isso não é dito agora, com a oportunidade da vitória que teve. Se foi colocado, o Léo pode falar a respeito. Então, agregar forças ao trabalho do Botafogo, esse também é o objetivo.

Alex Telles e o reencontro

— Eu vou trabalhar assim, é difícil individualizar. O Alex é uma grande pessoa, um grande caráter, uma preferência, e está tendo aqui uma conduta pessoal e profissional do mais alto nível. Depois, nessa história, estiveram presentes o Allan e o Arthur Cabral, na Seleção. Então, há uma série de jogadores que são importantes, também pela conduta pessoal e profissional e como forma representativa importante. Mas volto a dizer: é um trabalho de equipe, ele é extremamente importante, ou mais ainda.

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Modelo de jogo e equilíbrio

— Posse de bola, aí eu pego: ela é de transição de velocidade, ela é transição com jogo apoiado? Já não vai ser com o Montoro, ser transição de velocidade. Ela vai ser de bola no pé, vai ser de bola no pé, porque é a característica dele, do Danilo, que te bota no pé. Com o Huguinho que tem bola no pé. Ela pode ser de profundidade, como pode ser com o Cabral, até porque tem o torque dele inicial bastante forte, então ela te traz uma velocidade, uma ultrapassada, como aconteceu aqui no gol. Eu estou te dando exemplos de fatores como ponto de equilíbrio: o Danilo é mais construtor, o Montoro é mais agressivo e ataca a profundidade, os zagueiros têm muita velocidade para correr para trás, e aí tu faz uma composição de equipe. Volto a dizer, dentro das características do modelo de contratações que o Botafogo tem, e essa minha adaptação para dar um ponto de equilíbrio..


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