Análise: Atlético avança, mas ainda precisa evoluir para sonhar com título nas Copas
Galo teve muitas dificuldades para classificar contra o Juventude

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O Atlético garantiu a classificação para as quartas de final da Copa do Brasil no apagar das luzes. Com um gol no último lance da partida, o Galo venceu o Juventude e manteve vivo o sonho do título. Apesar da classificação, a atuação deixou claro que a equipe ainda precisa evoluir. O Atlético encontrou muitas dificuldades para criar jogadas, furar o bloqueio defensivo do Juventude e transformar a posse de bola em chances claras de gol. Se quiser brigar pelos títulos e conquistar uma das copas nesta temporada, o time de Eduardo Domínguez ainda terá de apresentar um desempenho mais consistente, principalmente no setor ofensivo.
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Mudança no desenho tático
O Atlético iniciou a partida com um desenho tático diferente do que vinha utilizando nas últimas rodadas sob o comando de Eduardo Domínguez. O treinador deixou de lado o habitual 3-4-3 e optou por um 3-5-2, reforçando o setor de meio-campo.
No esquema anterior, a equipe atuava com uma linha de três zagueiros, dois alas, dois volantes e um trio ofensivo, formado por dois jogadores abertos pelos lados, mas com liberdade para fechar por dentro, além de um centroavante de referência.
Desta vez, Domínguez manteve a linha de três defensores, formada por Natanael, Ruan e Lyanco, além dos alas Renan Lodi, pela esquerda, e Cuello, pela direita. A principal mudança esteve no meio-campo, que ganhou um homem a mais para aumentar a consistência na marcação e oferecer mais opções na construção das jogadas.
Alan Franco retornou ao time e atuou como o primeiro volante, responsável pela proteção à frente da defesa. À sua frente, Cissé foi outra novidade entre os titulares e dividiu o setor com Victor Hugo, que desempenhou uma função diferente da exercida nas partidas anteriores. Atuou um pouco mais recuado, participando da parte inicial da criação das jogadas.
No ataque, outra alteração importante. Cassierra deixou de ser a única referência ofensiva e passou a atuar ao lado de Bernard, que desempenhou a função de segundo atacante. A dupla buscou maior mobilidade no setor ofensivo, com Bernard circulando pelos espaços entre o meio-campo e a defesa adversária para aproximar a equipe da área.

Posse mas pouca produtividade
Mesmo fora de casa, o Atlético teve maior posse de bola na etapa inicial e, em boa parte do primeiro tempo, conseguiu controlar a partida por meio da circulação da bola.
A equipe mineira construía suas jogadas a partir do trio de meio-campistas, que participava constantemente da saída e da progressão ofensiva. No entanto, encontrava muitas dificuldades para furar a defesa do Juventude. O time gaúcho atuava de forma bastante compacta, praticamente formando uma linha de seis jogadores no setor defensivo, o que reduzia os espaços e dificultava as infiltrações atleticanas.
Quando conseguia acelerar a troca de passes e realizar triangulações com jogadas de "um-dois", o Atlético encontrava os melhores caminhos para atacar. A profundidade dos alas foi uma das principais armas da equipe, especialmente quando Renan Lodi e Cuello chegavam à linha de fundo e participavam das jogadas dentro da área.
A melhor oportunidade do Galo no primeiro tempo surgiu justamente dessa forma. Renan Lodi chegou ao fundo pelo lado esquerdo e cruzou para Cuello, que apareceu infiltrando na área e cabeceou na trave.
Do outro lado, o Juventude encontrava dificuldades para manter a posse de bola, mas era perigoso quando conseguia acelerar as transições. A equipe gaúcha buscava concluir rapidamente as jogadas para aproveitar possíveis espaços deixados pelo Atlético e quase surpreendeu em uma dessas escapadas, levando perigo ao gol alvinegro.

Dificuldades mas aproveitou a chance
Na segunda etapa, o Atlético começou com dificuldades e sofreu nos minutos iniciais. O Juventude conseguiu se impor, criou algumas oportunidades e levou perigo ao gol de Éverson.
Apesar da pressão inicial, a equipe gaúcha voltou a adotar uma postura mais defensiva, fechando os espaços e dificultando a criação do Atlético. O Galo voltou a encontrar problemas para construir jogadas e fazer a bola chegar com qualidade ao terço final, o que limitou as oportunidades de finalização.
Quando a decisão por pênaltis parecia inevitável, apareceu a estrela de Alan Minda. No último lance da partida, o atacante aproveitou um erro da defesa do Juventude para marcar o gol que garantiu a classificação atleticana.
Para sonhar alto nas competições de mata-mata, o Atlético ainda precisa evoluir. A equipe segue encontrando dificuldades para criar oportunidades com qualidade e transformar a posse de bola em chances claras de gol, aspectos que ainda desafiam o trabalho de Eduardo Domínguez. Por outro lado, o sistema defensivo já apresenta evolução e maior solidez, embora ainda possa ganhar mais compactação para reduzir os espaços concedidos aos adversários.
No Campeonato Brasileiro, o objetivo é claro: garantir uma vaga na Libertadores de 2027. Já nas copas, o Atlético busca voltar a conquistar um título após perder três finais nos últimos dois anos. Para transformar esse objetivo em realidade, porém, a equipe ainda precisará evoluir ao longo da temporada.

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