Líberos e mães, Brait e Nyeme disputam vaga na final da Superliga em Osasco x Minas

Pilares da recepção das equipes vivem fases diferentes na carreira e na maternidade

PorGuilherme Veiga Gonçalves MoreiraRio de Janeiro (RJ)
17/04/2026 10:42
Atualizado em 18/04/2026 15:56

Supervisionado porThiago Fernandes,
Camila Brait, do Osasco, e Nyeme, do Minas (Fotos: Carolina Oliveira/Osasco e Hedgard Moraes/MTC)
Camila Brait, do Osasco, e Nyeme, do Minas (Fotos: Carolina Oliveira/Osasco e Hedgard Moraes/MTC)

Em vantagem na série melhor de três válida pela semifinal da Superliga Feminina 25/26, o Osasco recebe o Minas pelo jogo 2 nesta sexta-feira (17), às 18h30 (de Brasília), no Ginásio José Liberatti. A partida marca um novo capítulo do duelo entre as líberos e mamães Camila Brait, pelo lado paulista do confronto, e Nyeme, que defende a parte minastenista.

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Camila Brait: os últimos dias em ação

Camila Brait, do Osasco, em ação na semifinal da Superliga Feminina 25/26 (Foto: Hedgard Moraes/MTC)
Camila Brait, do Osasco, em ação na semifinal da Superliga Feminina 25/26 (Foto: Hedgard Moraes/MTC)

Aos 37 anos, Camila Brait vive seus últimos dias como atleta profissional. A ex-jogadora da seleção brasileira vem se preparando para a aposentadoria oficial das quadras, que acontece ao fim da Superliga. O jogo 2 da semifinal será o último dela no Ginásio José Liberatti, lugar que foi sua 'segunda casa' nos últimos 18 anos.

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Atual campeã da Superliga pelo Osasco, Brait optou por se retirar do voleibol para dedicar mais tempo à família, especialmente aos dois filhos, Alice e Romeu. A líbero fez questão de reforçar em diversas oportunidades que está certa da decisão e vem comentando abertamente sobre o assunto desde o início da temporada.

— Era o único título que eu não tinha. Vou aposentar em abril, então tô muito feliz que agora eu conquistei. Era agora ou nunca. Tá decidido, essa é a raspa do tacho. Já tô jogando extra, era pra ter parado ano passado - revelou, após o título da Supercopa de 2025, em entrevista ao SporTV.

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A 'última dança' não poderia ser diferente para a capitã do Osasco senão com atuações, conquistas e números individuais à altura da sua carreira. Nesta temporada, Brait já venceu a Supercopa, a Copa Brasil e também foi eleita a MVP da competição, além de ter ficado em terceiro lugar no Mundial de Clubes. A líbero da equipe paulista tem a quarta melhor recepção da Superliga, com 67,2% de aproveitamento.

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Nyeme: o retorno pós-gestação

Nyeme, líbero do Minas, em ação na semifinal da Superliga Feminina 25/26 (Foto: Hedgard Moraes/MTC)
Nyeme, líbero do Minas, em ação na semifinal da Superliga Feminina 25/26 (Foto: Hedgard Moraes/MTC)

Titular na campanha do bronze com a seleção brasileira nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, Nyeme anunciou após a competição que faria uma pausa na carreira para se dedicar à gravidez e à maternidade. A mãe da pequena Antonella retornou ao vôlei e ao Minas nesta temporada, em grande estilo.

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A líbero de 27 anos é dona do melhor passe da Superliga, com incríveis 76,4% de efetividade no fundamento, e peça indispensável no sistema tático minastenista. A 'doutora', como é chamada pelos torcedores, ainda contribui com levantamentos de toque, proporcionando mais velocidade nos side-outs e contra-ataques.

Em 2025/26, o Minas de Nyeme foi campeão mineiro e vice da Copa Brasil. Agora, o clube da Rua da Bahia busca reverter a série da semifinal da Superliga vencendo o segundo jogo para forçar o terceiro e decisivo em casa, na Arena UniBH.

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Minas 1 x 3 Osasco - Jogo 1

Minas x Osasco pela semifinal da Superliga Feminina 25/26 (Foto: Hedgard Moraes/MTC)
Minas x Osasco pela semifinal da Superliga Feminina 25/26 (Foto: Hedgard Moraes/MTC)

Na última segunda-feira (13), o Osasco venceu o Minas por 3 sets a 1, de virada, na abertura da série melhor de três válida pela semifinal da Superliga Feminina 25/26. A partida disputada na Arena UniBH terminou com as parciais 26/28, 25/22, 25/18 e 28/26. Eleita melhor atleta em quadra, a ponteira Caitie Baird foi o principal destaque do jogo junto com a oposta argentina Bianca Cugno. Elas fizeram 21 e 22 pontos para a equipe paulista, respectivamente. Pelo lado minastenista, a americana Hilary Johnson foi a maior pontuadora, também com 22 acertos.

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