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De volta à Seleção Brasileira, Nyeme leva filha aos treinos e à VNL

Com o apoio de atletas e comissão, líbero lida com dependência da filha de um ano enquanto se prepara para os jogos

Rio de Janeiro (RJ)
Supervisionados porThiago Fernandes,
Dia 31/05/2026
07:45
Nyeme leva a filha, Antonella, para os treinos da Seleção no CDV, em Saquarema (Foto: Divulgação/CBV)
imagem cameraNyeme leva a filha, Antonella, para os treinos da Seleção no CDV, em Saquarema (Foto: Divulgação/CBV)

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A convocação para a Seleção Brasileira Feminina de Vôlei tem um significado especial para Nyeme. Depois de passar um ano afastada das quadras para se dedicar à maternidade, a medalhista de bronze olímpica foi chamada por José Roberto Guimarães para integrar o grupo de jogadoras que disputarão a Liga das Nações e o Campeonato Sul-Americano em 2026. Para este retorno, ela trouxe consigo o seu mais novo "amuleto": a filha Antonella, de um ano recém-completado, que já virou xodó da delegação.

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A pequena acompanhou a mãe no período inicial de treinamentos no Centro de Desenvolvimento de Voleibol, em Saquarema, no Rio de Janeiro, e estará em Brasília durante a primeira semana da VNL. Antes da primeira experiência na Seleção, "Tonton", como é carinhosamente conhecida na comunidade do vôlei, já fazia parte da rotina de atividades da líbero no Minas desde os cinco meses de idade.

Porém, a adaptação ao novo ambiente não tem sido fácil. Em entrevista ao Lance!, Nyeme revelou os desafios de conciliar a maternidade com os compromissos de Seleção, ressaltando a dependência que Antonella ainda sente dela e a necessidade de interromper o treino algumas vezes para amamentá-la.

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— Aqui está sendo um pouquinho diferente do clube porque é tudo novo para ela, né? Eu tive que sair muitas vezes do treino para poder acalmá-la, porque ela estava estranhando tudo. Mas essa semana ela já está mais adaptada, então eu tenho saído menos. Eu tinha que sair para amamentá-la e acalmá-la, porque nada fazia ela parar de chorar. Dava para escutar o choro dela quase da recepção. Meu coração ficava na mão.

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Nyeme deixa ônibus da delegação brasileira em Brasília com a filha no colo (Foto: Reprodução/CBV)
Nyeme deixa ônibus da delegação brasileira em Brasília com a filha no colo (Foto: Reprodução/CBV)

O retorno de Nyeme à Seleção está diretamente ligado ao suporte que recebe das atletas e da comissão técnica para tratar das questões maternais, seja para se ausentar do treino por necessidade maior ou para contar com alguém que fique de olho em Antonella enquanto ela está em serviço. Sem isso, seria complicado voltar a vestir a "amarelinha", segundo a líbero de 27 anos.

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— Eles me deram total liberdade. Não tem como eu deixar ela chorando e ficar aqui três horas, né? Então, ter esse suporte deles também fez muita diferença, porque, se eles não me dessem isso, não teria como eu ter voltado. Todo mundo quer ajudar, todo mundo quer brincar com ela. Isso me deixa mais calma, porque se eu estiver lá (na quadra) e tiver alguma (jogadora) fora, ela vai tentar mudar o foco dela para não ficar só me querendo, porque ela é muito apegada a mim.

Levar Antonella junto foi uma exigência de Nyeme para aceitar a convocação. Segundo a jogadora, ela teve uma conversa com Zé Roberto, onde deixou claro que seria insustentável ficar separada da filha. O técnico, por sua vez, ofereceu todo o apoio à líbero titular das Olimpíadas de Paris 2024.

— O me ligou e eu falei: "Zé, não tem como eu ir sem a Antonella. Primeiro, que eu amamento. Ela é muito nova". Foi algo que eu coloquei na minha cabeça: não é justo eu ter que deixar minha filha para ir jogar, sendo que eu posso conciliar os dois. Eu tenho que estar com a minha filha, porque eu não quero deixar ela sozinha. Só que, graças a Deus, o Zé concordou. Então, foi muito mais leve de tomar essa decisão.

A dedicação no dia a dia em quadra só aumentou com a chegada de Antonella. Sua presença se tornou um combustível a mais para Nyeme ir em busca de seus objetivos e fazer com que a filha se sinta orgulhosa da mãe.

— Eu falo: "Nossa, agora minha filha está aqui. Eu preciso treinar melhor, eu preciso ganhar mais para lá na frente ela ter orgulho de mim e dizer: 'Minha mãe ganhou'. Então, hoje eu não faço mais só por mim, mas com certeza é muito mais por ela.

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Nyeme se vê motivada para recuperar a titularidade

Nyeme em ação pela Seleção Brasileira Feminina de Vôlei nas Olimpíadas de Paris 2024 (Foto: Volleyball World)
Nyeme em ação pela Seleção Brasileira Feminina de Vôlei nas Olimpíadas de Paris 2024 (Foto: Volleyball World)

Nyeme voltou à ação em grande estilo em 2025/26, liderando a estatística de eficiência no passe na Superliga (75,3%). As atuações pelo Minas credenciaram a líbero a retornar à Seleção Brasilieira para disputar posição com Marcelle e Natinha.

Nyeme se sente motivada para tentar recuperar a titularidade na equipe comandada por Zé Roberto. Segundo ela, o fato de dividir a posição com três companheiras de alto nível é um fator que interfere positivamente no rendimento dos treinos.

— Eu acho ruim só ficar fora do treino, porque eu sou aquela que quer estar na quadra o tempo inteiro. Mas, em questão de relação, nós três nos damos muito bem. Ter três (líberos) também dá um gás a mais, porque alguém vai ficar fora. Então você tem que dar o seu melhor em todo o treino, porque senão a outra vai dar o melhor e garantir a vaga.

Agenda da Seleção Feminina na primeira semana da VNL, em Brasília

  1. Quarta-feira, dia 3 de junho (20h) - Brasil x Holanda - SporTV e VBTV
  2. Quinta-feira, dia 4 de junho (20h) - Brasil x República Dominicana - SporTV e VBTV
  3. Sábado, dia 6 de junho (11h) - Brasil x Bulgária - SporTV e VBTV
  4. Domingo, dia 7 de junho (14h30) - Brasil x Itália - SporTV e VBTV

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