Há 25 anos, Flamengo vencia o Vasco e conquistava a Superliga Feminina
Clássico dos Milhões decidiu a edição 2000/01; jogadoras relembram final histórica

Carregando conteúdo exclusivo...
Uma rivalidade centenária que começou no remo, se consolidou no futebol e invadiu as quadras da Superliga Feminina de Vôlei em 2001. Flamengo e Vasco disputaram, no dia 17 de abril, o quarto jogo da final daquela edição, com direito a decisão no tie-break diante de um Maracanãzinho lotado. O Rubro-Negro fechou a série em 3 a 1 e conquistou o título sobre o Cruzmaltino.
➡️ Tudo sobre os esportes olímpicos agora no WhatsApp. Siga o nosso novo canal Lance! Olímpico
Projetos rivais e ambiciosos

Campeão sul-americano e bi brasileiro entre os anos 70 e 80, o Clube de Regatas do Flamengo retomou o time de vôlei feminino profissional na Superliga 1999/2000, ficando em quinto lugar na estreia. Jogadoras como Virna e Leila, que viriam a conquistar o terceiro título nacional do Rubro-Negro, já faziam parte do elenco. Na temporada seguinte, chegaram reforços como a levantadora Gisele, a ponteira americana Tara Cross-Battle e as centrais Arlene e Valeskinha, além do técnico Luizomar de Moura.
Impulsionado pelo retorno do rival à elite do vôlei brasileiro, o Club de Regatas Vasco da Gama deu sequência ao projeto que o transformou em uma potência olímpica no início dos anos 2000 e investiu pesado na montagem de uma equipe para 2000/01. Fernanda Venturini, Márcia Fu, Ida Álvares, Denise, Fabi Alvim e a croata Nataša Osmokrović eram os principais nomes do plantel, que já chegava como um dos favoritos para levar a Superliga. Para o comando técnico, o Cruzmaltino contratou Isabel Salgado, ex-jogadora do Flamengo e treinadora do time na competição anterior.

➡️ Sesc Flamengo e Osasco estabelecem nova hegemonia na Superliga; entenda
Campanhas das equipes e retrospecto do clássico

Vasco e Flamengo fizeram campanhas iguais na fase classificatória da Superliga: 18 jogos, 15 vitórias e três derrotas. O Cruzmaltino ficou com a liderança pela média de sets de superior. Na sequência, eliminou o Petrobras, de Brasília, nas quartas de final e o Rexona, do Paraná, na semifinal. O time treinado por Bernardinho era o atual campeão do torneio. Já o Rubro-Negro passou por Pinheiros e Minas nos playoffs.
Ao longo da temporada, o Vasco obteve ampla vantagem nos resultados do Clássico dos Milhões. Foram quatro vitórias contra duas do Flamengo antes de se encontrarem nas finais. Por outro lado, o time da Gávea foi campeão carioca sobre o rival, triunfando em cinco sets na decisão do estadual.
➡️ Semifinais da Superliga Masculina são definidas; veja datas e horários dos jogos
A batalha de quatro jogos

As duas primeiras partidas da final aconteceram no Ginásio Caio Martins, em Niterói. O Flamengo começou a série em vantagem, por 3 sets a 1 (parciais de 27/25, 17/25, 25/16 e 25/22), mas sofreu o empate no segundo jogo, vencido pelo Vasco por 3 sets a 0 (25/20, 30/28 e 25/22).
Com capacidade máxima para cerca de seis mil pessoas na época, o Caio Martins não conseguiu atender à demanda de público do Clássico dos Milhões. Com isso, a decisão foi levada para o Maracanãzinho, onde foram realizados os jogos restantes da série.
Na terceira partida, o Flamengo repetiu o placar de 3 a 1 (25/19, 25/20, 19/25 e 25/16), ficando a uma vitória do título. Mais de 8,6 mil pessoas estiveram presentes no 'templo do voleibol' para acompanhar o confronto que coroou o Rubro-Negro.
Após sair atrás no placar, a equipe de Luizomar virou para 2 a 1, mas o Vasco conseguiu empatar e forçar o tie-break. No set de desempate, o time de Isabel Salgado chegou a ter dois match points. Inspirada, a capitã Virna comandou a reação rubro-negra rumo à conquista da Superliga, que veio com o placar de 3 sets a 2 (23/25, 25/16, 25/20, 21/25 e 17/15).
➡️ Gattaz promete cantadas de aposentada em Rosamaria: 'Tem que ter, né?'
Histórias do Clássico dos Milhões

Em entrevista ao Lance!, Fernanda Venturini relembrou a final de 2001. A ex-levantadora destacou a ausência da oposta Márcia Fu, desfalque por lesão no joelho, como um dos fatores que prejudicaram o Vasco na série melhor de cinco.
— Fizemos tudo que poderíamos fazer. Final de campeonato é outra situação. Zera tudo, começa tudo de novo. Em uma final com melhor de cinco partidas, tudo pode acontecer. Foram pequenos detalhes da equipe. O esporte é assim, quem não faz leva. Acredito também que a ausência da Márcia Fu por lesão desfalcou muito o nosso sistema técnico e tático. Ela era universal jogava em todas as posições. Era muito craque, era meio time.
À época com 30 anos, Venturini disputou as finais enquanto estava grávida da primeira filha. Curiosamente, Isabel Salgado, que era sua treinadora, se tornou pioneira ao atuar em alto nível até o sexto mês de gestação, em 1987.
— Eu havia descoberto há pouco tempo que estava grávida da Julia. Bem nas finais! Fiquei muito feliz. E justamente nós, jogadoras, sabíamos há muito tempo que gravidez não é doença. A Isabel foi precursora, jogando com um barrigão enorme pelo Flamengo. Ela ficou feliz e me desejou uma ótima gravidez — contou a ex-jogadora do Vasco, hoje com 55 anos.
Do outro lado do clássico, Valeskinha, que tinha 24 anos quando conquistou a Superliga pelo Flamengo, revela que estava sentindo febre antes do último jogo. Com a possibilidade da central ficar de fora da partida, Virna apelou para a fé e utilizou água benta para tentar recuperar a companheira.
— Tive febre no dia anterior, fui treinar de manhã, mas não estava me sentindo bem. A Virna é super católica, ia na missa antes, pegava água benta e passava todo jogo para que nada acontecesse com a gente, para que ninguém se machucasse. A Virna sempre foi uma 'mãezona' pra gente. Acho que essa confiança, força e fé da Virna deram certo — relembrou a ex-atleta, com bom humor.
Valeskinha também pontua que as derrotas anteriores do Flamengo para o Vasco motivaram ainda mais as jogadoras para buscar o título diante do rival.
— Tínhamos perdido para elas nos confrontos anteriores, e a gente falou que a Superliga era nossa. Por termos jogado mais vezes, estávamos mais estudadas. Com duas equipes do nível tanto do Flamengo quanto do Vasco, com jogadoras de seleção, os técnicos, acho que não poderia ser diferente esse confronto e nem essa final.

Vôlei
Monte Carmelo vira sobre Suzano na Superliga; veja resultados
Há 12 horas
Vôlei
Ponteira desbanca líberos da Seleção no passe da Superliga; confira
Há 15 horas
Vôlei
Fora da Superliga, Tifanny desabafa nas redes e cita apoio de Gabi
Há 15 horas
Vôlei
André e Renato são campeões do Circuito Brasileiro de vôlei de praia 2026
Há 17 horas
Vôlei
Sesc Flamengo domina Mackenzie e confirma liderança da Superliga Feminina; veja resultados da rodada
Há 3 dias
Vôlei
Superliga Masculina: confira a programação de transmissões da semana
Há 4 diasMais LANCE!

Sorteio de Copa do Mundo de vôlei acontecerá em mina de sal; entenda

Com Cruzeiro, é definida a tabela do Mundial de Clubes de vôlei

Duda tem data para voltar à ação ao lado de Ana Patrícia; confira

Seleção Brasileira conhece adversários da fase de grupos da Copa do Mundo de vôlei

Reforço do Fenerbahçe, Cachopa foi recebido por ex-craque brasileiro na Turquia

Tijuca define estratégia para voltar à elite do vôlei feminino

Cruzeiro, Campinas e mais: como chegam os favoritos à Superliga

Retornos e estrelas da Seleção: os reforços da Superliga masculina 2026/27

No tie-break, Cruzeiro bate Campinas e é campeão da Supercopa

Sesc Flamengo bate Brasília e segue 100% na Superliga

Veja os lances de Cruzeiro x Campinas na Supercopa de vôlei

Cruzeiro x Campinas na Supercopa de vôlei: horário e onde assistir

Justiça Desportiva bane Tifanny da Superliga de vôlei
