menu hamburguer
imagem topo menu
logo Lance!X
Logo Lance!

Zé Roberto quer jogadoras versáteis na Seleção e cita Mari: 'Pode dar certo'

Técnico tricampeão olímpico convocou três jogadoras para as funções de ponteira e oposta

Rio de Janeiro (RJ)
Supervisionados porThiago Fernandes,
Dia 01/06/2026
18:10
José Roberto Guimarães, técnico da Seleção Brasileira Feminina de Vôlei, em entrevista ao Lance! (Foto: Andressa Simões/Lance!)
imagem cameraJosé Roberto Guimarães, técnico da Seleção Brasileira Feminina de Vôlei, em entrevista ao Lance! (Foto: Andressa Simões/Lance!)

  • Matéria
  • Mais Notícias

A Seleção Brasileira Feminina de Vôlei estreia na Liga das Nações nesta quarta-feira (3), às 20h (horário de Brasília), contra a Holanda, pela primeira semana da fase classificatória da competição, em Brasília. Na convocação do técnico José Roberto Guimarães, três jogadoras constam em duas posições diferentes. Rosamaria, Ana Cristina e Helena foram selecionadas como ponteiras e opostas, o que indica que o treinador fará testes ao longo da temporada.

continua após a publicidade

➡️ Tudo sobre os esportes olímpicos agora no WhatsApp. Siga o nosso novo canal Lance! Olímpico

Em entrevista ao Lance!, Zé Roberto explicou a decisão de chamar atletas com dupla função. Segundo ele, as jogadoras precisam estar preparadas para corresponder a diferentes situações de jogo, independente da posição que estão acostumadas a atuar.

Eu acho que as jogadoras precisam ser versáteis. Pra mim, jogadora de vôlei tem que fazer várias situações. De repente, você precisa. Mesmo sendo uma central, você tem que saber atacar uma bola de fundo, você tem que saber, se treinar, sacar viagem. É uma coisa que eu sempre peço desde quando estava no masculino, haja vista a forma como eu montei o time — lembrou o técnico tricampeão olímpico, referindo-se à Seleção de ouro dos Jogos de Barcelona 1992.

continua após a publicidade

➡️ Zé Roberto aponta preocupação com 'escassez' de levantadoras no Brasil

Mari e Zé Roberto em treino da Seleção às véspera das Olimpíadas de Londres, em 2012 (Foto: Alexandre Arruda/CBV)
Mari e Zé Roberto em treino da Seleção às véspera das Olimpíadas de Londres, em 2012 (Foto: Alexandre Arruda/CBV)

Além do exemplo bem-sucedido no vôlei masculino, Zé Roberto citou a transição de Mari Steinbrecher da saída para a entrada de rede em Pequim 2008. Peça fundamental na conquista do primeiro ouro olímpico da Seleção Feminina, a oposta de origem foi adaptada como ponteira e terminou o torneio como terceira maior pontuadora da equipe com 93 pontos, atrás apenas de Sheilla (109), oposta titular, e Paula Pequeno (98), sua dupla na ponta.

— A Mari era oposta e jogou a Olimpíada de 2008 como ponteira, porque a gente precisava de um bloqueio da altura dela naquela posição 4. Ela se deu muito bem, e a gente foi campeão olímpico com a Mari jogando como ponteira. Então, pode dar certo lá. Já deu para a gente.

continua após a publicidade

➡️ De volta à Seleção Brasileira, Nyeme leva filha aos treinos e à VNL

De olho no rival: Zé Roberto monitora Antropova, da Itália

Antropova em ação pela Seleção Italiana na final da VNL 2025 contra o Brasil (Foto: Volleyball World)
Antropova em ação pela Seleção Italiana na final da VNL 2025 contra o Brasil (Foto: Volleyball World)

Atual campeã olímpica e mundial, a Itália promete desafiar a capacidade do sistema defensivo dos adversários com a utilização de Ekaterina Antropova como ponteira, adaptação que vem sendo promovida pelo argentino Julio Velasco nos últimos treinos e amistosos. Por ser oposta de origem, a atleta de 23 anos disputava vaga no time com Paola Egonu, uma das melhores jogadoras do mundo na atualidade. Ao mudar de posição, ela passa a ser mais uma opção de força e alcance ofensivo no esquema italiano.

A versatilidade é importante. É a mesma coisa da Antropova passando a ser ponta, ela pode jogar nas duas posições. Quando você tem uma jogadora que te dá essa possibilidade, não é o técnico que ganha, é o time — afirmou Zé, reforçando a importância de contar com jogadoras à disposição no elenco.

A Seleção Italiana vai para a primeira semana da Liga das Nações sem Egonu, o que torna Antropova favorita a assumir a saída de rede neste início de campeonato. Brasil e Itália se enfrentam no próximo domingo (7), às 14h30 (horário de Brasília).

O que as jogadoras pensam sobre atuar de oposta?

Ana Cristina, Rosamaria e Helena, as ponteiras-opostas da Seleção Brasileira Feminina de Vôlei (Fotos: Volleyball World)
Ana Cristina, Rosamaria e Helena, as ponteiras-opostas da Seleção Brasileira Feminina de Vôlei (Fotos: Volleyball World)

Das três convocadas em dupla função, Ana Cristina e Helena são as que atuam prioritariamente como ponteiras em seus clubes e na Seleção. Rosamaria começou a carreira como ponta, mas ganhou espaço na saída com Zé Roberto a partir dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, embora tenha voltado a fazer a sua função de origem algumas vezes depois disso, como no Campeonato Mundial de 2022.

Ana Cristina conta que se sente mais confortável onde está acostumada a jogar durante toda a temporada, mas está pronta para mostrar serviço. Se for da vontade de Zé Roberto montar um tripé de ponteiras, a jogadora de 22 anos se colocou à disposição para atuar na saída.

— Desde pequena me fazem essa pergunta. Quando comecei a jogar, sempre tive muito na cabeça que eu queria ser ponteira. Eu me sinto muito mais confortável na ponta, mas a gente sabe que a qualidade das meninas aqui na Seleção é muito alta. Vamos testar algumas maneiras, tentar ver qual delas vai encaixar melhor, e eu estou disponível para jogar na saída também, se precisar.

Helena relata que está se habituando ao estilo de treinamento proposto pelo treinador e seu auxiliar, Paulo Coco, em que as atletas são instruídas a atacar de todas as posições da quadra. Por isso, a jovem de 21 anos também está disposta a abraçar a missão de jogar como oposta na Seleção.

— Eu me sinto mais confortável como ponteira. Eu treino todos os dias como ponteira, mas, aqui na Seleção, o Zé e o Paulinho têm um jeito de treinar que eles fazem todo mundo atacar em todas as posições. Então, nunca é um susto quando eu entro em quadra como oposta. Acho que estar dentro de quadra é o mais importante. Se eu puder ajudar o time de oposta, eu ajudo, que nem no ano passado — disse Helena, que entrou em algumas oportunidades como oposta na inversão de 5 a 1 em 2025.

Agenda da Seleção Feminina na primeira semana da VNL

  1. Quarta-feira, dia 3 de junho (20h) - Brasil x Holanda - SporTV e VBTV
  • Quinta-feira, dia 4 de junho (20h) - Brasil x República Dominicana - SporTV e VBTV
  • Sábado, dia 6 de junho (11h) - Brasil x Bulgária - SporTV e VBTV
  • Domingo, dia 7 de junho (14h30) - Brasil x Itália - SporTV e VBTV

🏐 Aposte na vitória da Seleção Brasileira na VNL
*É preciso ter mais de 18 anos para participar de qualquer atividade de jogo de apostas. Jogue de forma responsável.

  • Matéria
  • Mais Notícias