Gattaz promete cantadas de aposentada em Rosamaria: 'Tem que ter, né?'
Central detalha os bastidores de sua despedida e revela o desejo de ser comentarista

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Após décadas de dedicação exclusiva ao voleibol, bloqueios marcantes e muita resiliência, Carol Gattaz decidiu que era hora de parar. A decisão, embora difícil para quem respira o esporte, trouxe um sentimento predominante para a atleta: o alívio. Ao Lance!, a central abriu os bastidores dos seus últimos meses como jogadora profissional, refletiu sobre seu legado de longevidade, e contou o que espera da sua nova rotina longe das restrições do esporte de alto rendimento.
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Mas, se você pensa que o adeus às quadras significa o fim das icônicas cantadas em Rosamaria, prepare-se. A central deu pistas de que essa nova fase reserva surpresas no repertório. E falou sobre o que realmente existe por trás de "Rosattaz", a "lenda urbana" que perdurou no mundo do vôlei.
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A batalha silenciosa contra a dor
Muitos fãs viam a atleta treinando e deduziam seu retorno, mas não imaginavam o sacrifício que acontecia nos bastidores. Nos últimos meses de sua carreira, a rotina de Carol foi marcada por um desgaste físico e emocional intenso. A central relatou que seu joelho entrou em um processo crônico, mesmo após ela ter parado de treinar.
— Meu joelho inchava, na verdade não desinchou até hoje. Mesmo eu parando os treinos em quadra, ele entrou num processo em que até hoje ele tá quente e inchado. Por mais que eu tente, ele não melhorou. E há uns meses, quando eu treinava e tentava entrar em quadra, ele sempre doía muito e inchava muito no outro dia.
Para tentar voltar às quadras, a dedicação era quase em tempo integral. A central saía do treino direto para a clínica de fisioterapia e, ao chegar em casa, continuava com os exercícios. O processo se resumia a praticamente 24 horas de tratamento para tentar ter condições de jogo. Apesar de todo o esforço, as dores eram diárias e os resultados dos procedimentos não evoluíam como o esperado, gerando grande frustração.
— Eu sentia muitas dores, mas não queria nunca transparecer o tanto que eu estava sofrendo para voltar, não queria ser negativa porque sabemos que o retorno de lesões tem dias bons e tem dias não tão bons, né? E, a partir do momento em que decidimos optar pela aposentadoria, deu um alívio muito grande. Porque eu falei, "caramba, agora eu vou parar de sentir dor". Porque era dor todos os dias.
Rosattaz é fanfic ou não? Bastidores deixarão saudades na atleta
Apesar do alívio proporcionado pelo fim das dores físicas, a ausência da rotina com as companheiras promete deixar um vazio emocional significativo. Carol guarda com especial carinho as memórias do elenco que disputou os Jogos Olímpicos de Tóquio. Um grupo que descreve como sensacional, onde o clima leve e a ausência de inimizades tornavam o trabalho e o treinamento prazerosos. Detalhes do cotidiano, como o apelido "Carol Gattaz 40 anos" — que se tornou quase um segundo sobrenome —, e as conexões genuínas construídas nos bastidores são os elementos que a central admite que mais farão falta.
Tecnicamente, a maior saudade reside na icônica jogada "China" em parceria com a levantadora Macris, um movimento que o joelho de Carol já não permitia executar nos últimos tempos. A despedida da central foi carregada de simbolismo e emoção, revelando a profundidade dos laços formados em quadra: a normalmente tímida Macris não conteve as lágrimas no dia final, um gesto que marcou profundamente a veterana.
Aproveitando o clima de confidências, Gattaz decidiu colocar um ponto final em uma das teorias mais persistentes entre os "vôleifãs": o suposto romance com Rosamaria. A jogadora garantiu que o casal "Rosattaz" nunca passou de uma grande "fanfic". A amizade entre as duas floresceu quando Rosamaria tinha apenas 19 anos, época em que atuavam no Minas e dividiam o quarto, construindo uma conexão de lealdade que perdura até hoje. O boato era tão forte que até a própria família de Carol chegou a desconfiar da natureza da relação, mas a central reforça, com bom humor, que o vínculo sempre foi estritamente de amizade.
Contudo, para a alegria dos seguidores, a aposentadoria das quadras não significa o fim das interações que divertem a internet. Carol assegurou que o repertório de brincadeiras e as famosas "cantadas" continuarão firmes nesta nova fase.
— Tem que rolar, né? Em breve a gente vai se encontrar, até mais rápido do que eu imaginava, porque ela tá voltando também do Japão. Então, vamos continuar as brincadeiras se a Cristal e a Vic (namoradas de Rosamaria e Carol, respectivamente) deixarem, claro!
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Quebrando barreiras: o legado da longevidade
Ao olhar para o futuro e para como deseja ser lembrada na história do esporte daqui a 50 anos, Gattaz destaca duas palavras: disciplina e resiliência. Ela tem consciência de que quebrou paradigmas e abriu portas para que outras jogadoras pensem em carreiras mais longas no alto rendimento.
Relembrando que disputou o Campeonato Mundial aos 41 anos performando em alto nível, Carol se orgulha de sua trajetória. Na Seleção Brasileira, ela lembra que Fofão foi medalhista olímpica aos 38 anos, mas depois disso, não havia registros recentes de atletas atuando na seleção com idade perto ou acima disso. Seu feito provou que, com a cabeça no lugar e o suporte da medicina esportiva moderna, é possível criar atalhos para que o corpo não seja tão exigido, utilizando a experiência a seu favor.
A cereja do bolo de toda essa jornada de superação? A medalha olímpica. Para ela, subir no pódio em uma Olimpíada foi um sentimento indescritível. A conquista que fechou com chave de ouro tudo o que imaginava para sua carreira e que mudou totalmente sua percepção como atleta.

O que vem por aí para a nova Carol
Agora, Carol Gattaz se prepara para descobrir quem ela é fora das quadras. A maior empolgação da ex-atleta é, finalmente, poder programar as coisas que deseja fazer. Acostumada a não conseguir planejar sequer a próxima semana devido aos treinos e jogos de última hora, ela comemora a liberdade de viajar e fazer o que quiser na hora que bem entender.
Seus planos iniciais são simples, mas cheios de significado. Sem querer fazer nada atropelado, ela deseja aproveitar a vida e passar mais tempo de forma integral com sua família. Além disso, a ex-atleta planeja acompanhar de perto o crescimento dos sobrinhos e viajar com a namorada.
Profissionalmente, ela quer dar um passo de cada vez. Uma carreira como treinadora está descartada no momento, pois exigiria a mesma rotina desgastante e programação rígida que acabou de deixar. O interesse hoje se volta para áreas de gestão esportiva e, principalmente, para a comunicação.
— Acho que ser comentarista já é uma coisa minha. Eu adoro fazer. Então, é óbvio que se surgirem oportunidades, farei. Quero estar perto dos jogos, quero acompanhar, quero muito.
Por fim, a eterna central deixou um recado de gratidão aos torcedores de todo o Brasil, mas em especial aos fãs do Minas e da Seleção. Ela reafirma que, em todos os clubes pelos quais passou, entregou a "Carol de verdade", que sempre comprou a briga do time e se doou por inteiro.
- Obviamente, minha carreira e meu amor pelo Minas são gigantescos, e pela seleção brasileira também, mas tenho vários outros times e outras cidades também que tenho muitos fãs. Esses fãs me deram muita força para eu continuar. Quando eu pensava em desistir, ou quando eu pensava que não iria dar certo, eu pensava nessas pessoas que, muitas vezes me mandavam mensagens se inspirando em mim, se inspirando na minha força de vontade, na minha luta, na minha vontade de nunca desistir.
Eles foram muito importantes. Eu preciso agradecer de coração todo mundo que torce por mim.
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