Marcelle, Nyeme e Natinha disputam titularidade na Seleção Feminina
As três líberos foram convocadas para a VNL 2026 e causam dúvida em Zé Roberto

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José Roberto Guimarães terá uma boa dor de cabeça para escolher a líbero titular da Seleção Brasileira Feminina de Vôlei entre Marcelle, Nyeme e Natinha. Destaques de suas respectivas equipes na Superliga, as três defensoras estão sendo observadas de perto pelo técnico nos treinamentos no Centro de Desenvolvimento de Voleibol, em Saquarema, no Rio de Janeiro, visando a Liga das Nações.
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Marcelle exalta concorrentes e se coloca atrás na briga

Com Nyeme totalmente dedicada à maternidade e Natinha pedindo dispensa por questões pessoais, Marcelle aproveitou uma rara oportunidade na Seleção em 2025, saindo de convidada para os treinos à peça indispensável do time em questão de meses. A líbero de 22 anos fez grandes exibições na VNL e no Campeonato Mundial, tomando conta da posição e desbancando as concorrentes na ocasião, Laís e Kika.
Após o vice da Liga das Nações e o bronze no Mundial, Marcelle deu sequência à boa fase no Fluminense e terminou a temporada com o 10º passe mais eficiente da Superliga (61,2%). O desempenho sustentou uma nova convocação para este ano, dessa vez com novas postulantes pela titularidade.
Para a futura jogadora do Osasco, o fator da experiência coloca Nyeme e Natinha à frente na disputa por posição a longo prazo, mirando os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. Ela ressaltou as qualidades de cada uma, tidas como essenciais para a evolução conjunta das atletas.
— Tem sido uma briga muito leve. Elas estão muito experientes, mas a gente está trabalhando, né? A decisão é do Zé, mas claro que eu quero jogar. A competição está sendo muito acirrada também. São líberos que teoricamente estão na frente por Olimpíada e têm mais vivência de jogos. É muito bom competir com elas, porque a Natinha é muito boa no passe, a Nye é muito boa no levantamento. Cada uma passa um pouco da sua experiência, e assim a gente vai evoluindo junto.
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Nyeme se vê motivada para recuperar a titularidade

Após um ano de hiato, integralmente dedicado aos cuidados da filha Antonella, Nyeme voltou à ação em grande estilo e liderou a estatística de eficiência no passe na Superliga (75,3%). As atuações em quadra pelo Minas credenciaram a líbero titular de Paris 2024 a retornar à Seleção Feminina.
Aos 27 anos, Nyeme se sente motivada para tentar recuperar a titularidade na equipe comandada por Zé Roberto. Segundo ela, o fato de dividir a posição com três companheiras de alto nível, algo incomum no vôlei, conta como um combustível a mais nos treinos.
— A gente nunca viu isso acontecer, mas está sendo bem tranquilo até. Eu acho ruim só ficar fora do treino, porque eu sou aquela que quer estar na quadra o tempo inteiro. Mas, em questão de relação, nós três nos damos muito bem. Ter três (líberos) também dá um gás a mais, porque alguém vai ficar fora. Então você tem que dar o seu melhor em todo o treino, porque senão a outra vai dar o melhor e garantir a vaga. Isso, eu acho, em certo ponto, benéfico para nós três.
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Natinha elogia alto nível do treino com três líberos

Natinha também foi ausência na Seleção Feminina em 2025. A jogadora de 29 anos pediu dispensa para priorizar a saúde mental e se resguardar de problemas pessoais, além de ter alegado desgaste em virtude da longa temporada de clubes.
Devidamente recuperada, a líbero do Praia Clube foi campeã da Superliga, eleita para a seleção ideal do campeonato e ficou como a quinta atleta mais eficiente no passe (65,9%). Para coroar um ano brilhante, aceitou o convite de Zé Roberto para voltar a vestir a "amarelinha".
Para Natinha, o treino se torna mais proveitoso e volumoso com a presença de três líberos. Além disso, ela citou a importância das trocas de experiência de umas com as outras na rotina intensa de treinamentos que marca a disputa por posição.
— Olha, o treino está sendo muito gostoso porque a bola não cai, primeiro, e eleva o nível do treino, né? Com três líberos, fica maravilhosamente gostoso de treinar. A bola não cai, dá um nível maior para as meninas. E essa rodagem tem sido importante, porque uma aprende com a outra. A gente olha também muitas coisas que faltam em nós e complementam o nosso dia a dia.
Confira a agenda da Seleção Feminina na primeira semana da VNL, em Brasília
- Quarta-feira, dia 3 de junho (20h) - Brasil x Holanda - SporTV e VBTV
- Quinta-feira, dia 4 de junho (20h) - Brasil x República Dominicana - SporTV e VBTV
- Sábado, dia 6 de junho (11h) - Brasil x Bulgária - SporTV e VBTV
- Domingo, dia 7 de junho (14h30) - Brasil x Itália - SporTV e VBTV
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