Marcelle, Nyeme e Natinha disputam titularidade na Seleção Feminina
As três líberos foram convocadas para a VNL 2026 e causam dúvida em Zé Roberto

José Roberto Guimarães terá uma boa dor de cabeça para escolher a líbero titular da Seleção Brasileira Feminina de Vôlei entre Marcelle, Nyeme e Natinha. Destaques de suas respectivas equipes na Superliga e com histórico forte na seleção, as três defensoras estão sendo observadas de perto pelo técnico nos treinamentos no Centro de Desenvolvimento de Voleibol, em Saquarema, no Rio de Janeiro, visando a Liga das Nações.
Marcelle terminou o último ano como titular. Porém, Nyeme e Natinha estiveram em Paris e estavam fora em 2025. Quem vai entrar em quadra na estreia? Nem o técnico sabe ainda. Mas, o principal, não é quem vai estar em quadra no primeiro jogo da Liga das Nações.
- Elas estão em um patamar diferenciado como líberos no Brasil, com muita qualidade. Uma melhor que outra em determinadas situações, mas o que a gente quer é que elas melhorem cada vez mais, evoluam, amadureçam, porque toda a preparação, na verdade, não está sendo feita para a VNL. O Sul-Americano é o campeonato mais importante, mas a gente já está visando (Los Angeles) 2028.
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Marcelle exalta concorrentes e se coloca atrás na briga

Com Nyeme totalmente dedicada à maternidade e Natinha pedindo dispensa por questões pessoais, Marcelle aproveitou uma rara oportunidade na Seleção em 2025, saindo de convidada para os treinos à peça indispensável do time em questão de meses. A líbero de 22 anos fez grandes exibições na VNL e no Campeonato Mundial, tomando conta da posição e desbancando as concorrentes na ocasião, Laís e Kika.
Após o vice da Liga das Nações e o bronze no Mundial, Marcelle deu sequência à boa fase no Fluminense e terminou a temporada com o 10º passe mais eficiente da Superliga (61,2%). O desempenho sustentou uma nova convocação para este ano, dessa vez com novas postulantes pela titularidade.
Para a futura jogadora do Osasco, o fator da experiência coloca Nyeme e Natinha à frente na disputa por posição a longo prazo, mirando os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. Ela ressaltou as qualidades de cada uma, tidas como essenciais para a evolução conjunta das atletas.
— Tem sido uma briga muito leve. Elas estão muito experientes, mas a gente está trabalhando, né? A decisão é do Zé, mas claro que eu quero jogar. A competição está sendo muito acirrada também. São líberos que teoricamente estão na frente por Olimpíada e têm mais vivência de jogos. É muito bom competir com elas, porque a Natinha é muito boa no passe, a Nye é muito boa no levantamento. Cada uma passa um pouco da sua experiência, e assim a gente vai evoluindo junto.
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Nyeme se vê motivada para recuperar a titularidade

Após um ano de hiato, integralmente dedicado aos cuidados da filha Antonella, Nyeme voltou à ação em grande estilo e liderou a estatística de eficiência no passe na Superliga (75,3%). As atuações em quadra pelo Minas credenciaram a líbero titular de Paris 2024 a retornar à Seleção Feminina.
Aos 27 anos, Nyeme se sente motivada para tentar recuperar a titularidade na equipe comandada por Zé Roberto. Segundo ela, o fato de dividir a posição com três companheiras de alto nível, algo incomum no vôlei, conta como um combustível a mais nos treinos.
— A gente nunca viu isso acontecer, mas está sendo bem tranquilo até. Eu acho ruim só ficar fora do treino, porque eu sou aquela que quer estar na quadra o tempo inteiro. Mas, em questão de relação, nós três nos damos muito bem. Ter três (líberos) também dá um gás a mais, porque alguém vai ficar fora. Então você tem que dar o seu melhor em todo o treino, porque senão a outra vai dar o melhor e garantir a vaga. Isso, eu acho, em certo ponto, benéfico para nós três.
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Natinha elogia alto nível do treino com três líberos

Natinha também foi ausência na Seleção Feminina em 2025. A jogadora de 29 anos pediu dispensa para priorizar a saúde mental e se resguardar de problemas pessoais, além de ter alegado desgaste em virtude da longa temporada de clubes.
Devidamente recuperada, a líbero do Praia Clube foi campeã da Superliga, eleita para a seleção ideal do campeonato e ficou como a quinta atleta mais eficiente no passe (65,9%). Para coroar um ano brilhante, aceitou o convite de Zé Roberto para voltar a vestir a "amarelinha".
Para Natinha, o treino se torna mais proveitoso e volumoso com a presença de três líberos. Além disso, ela citou a importância das trocas de experiência de umas com as outras na rotina intensa de treinamentos que marca a disputa por posição.
— Olha, o treino está sendo muito gostoso porque a bola não cai, primeiro, e eleva o nível do treino, né? Com três líberos, fica maravilhosamente gostoso de treinar. A bola não cai, dá um nível maior para as meninas. E essa rodagem tem sido importante, porque uma aprende com a outra. A gente olha também muitas coisas que faltam em nós e complementam o nosso dia a dia.
Confira a agenda da Seleção Feminina na primeira semana da VNL, em Brasília
- Quarta-feira, dia 3 de junho (20h) - Brasil x Holanda - SporTV e VBTV
- Quinta-feira, dia 4 de junho (20h) - Brasil x República Dominicana - SporTV e VBTV
- Sábado, dia 6 de junho (11h) - Brasil x Bulgária - SporTV e VBTV
- Domingo, dia 7 de junho (14h30) - Brasil x Itália - SporTV e VBTV
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