Campeões olímpicos, Ricardo e Emanuel entram para Hall da Fama do COB
Referência mundial, a dupla consolidou o Brasil como potência no vôlei de praia

A história do vôlei de praia brasileiro no cenário internacional passa diretamente pela trajetória de Ricardo Santos e Emanuel Rego. Donos de uma das parcerias mais vitoriosas da modalidade, os dois atletas ajudaram a transformar o Brasil em potência mundial e, agora, são homenageados pelo Comitê Olímpico do Brasil por suas contribuições ao esporte.
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Recém-aposentado, Alison Mamute marcou presença na cerimônia para receber o ex-companheiro Emanuel e Ricardo para a homenagem no palco. O também campeão olímpico, no Rio-2016, aproveitou então para comentar sobre a relação construída dentro e fora de quadra com os ex-atletas durante os anos, assim como celebrar os feitos da dupla histórica.
— Muito fácil falar sobre uma dupla que conquistou todos os títulos e o coração do torcedor brasileiro. Poderia falar sobre resiliência e talento. E só de Olimpíadas, cada um tem um pódio completo em casa. Conviver com o Emanuel me ensinou sobre caráter e coração. Ricardo fazia tudo parecer leve em quadra, tinha o domínio de tudo. E fora, era um cara coração, família, com muito respeito. Dizer que eles formaram a maior dupla da história é pouco. Eles estão no altar maior do esporte olímpico. Legado é quando alguém faz a diferença na vida das pessoas. Obrigado pelo legado, Ricardo e Emanuel — disse Mamute.
Após receber a homenagem, Ricardo estava claramente emocionado durante seu discurso de agradecimento. As palavras do ex-atleta saíam fracas em meio a lágrimas. Na sequência, seu companheiro de longa data, Emanuel, continuou a extensa lista de reconhecimento e aproveitou ainda para brincar com sua esposa Leila.
— Prazer imenso estar aqui. Grato a quem fez parte da minha história no meio do vôlei de praia, à minha família, meus pais, todos os fãs que fizeram parte dessa trajetória. Queria deixar uma mensagem especial a uma pessoa que infelizmente não está mais entre nós_ Paulo, o responsável por eu ingressar no vôlei. Obrigado ao COB pelo reconhecimento com todos os atletas. Sabemos o quão difícil é ter a dedicação e o reconhecimento no Brasil. Desculpem por me alongar, mas são pessoas que para mim são importantes — falou Ricardo.
— Que orgulho ver essa emoção no Hall da Fama. A emoção do Ricardo mostra o quanto nós nos dedicamos para estar aqui. Nós somos e estamos no Hall da Fama. Agradeço ao COB por trazer esse espírito de estarmos desejando as homenagens. Agradeço também à CBV, que nos indicou para esse momento, e sem a confederação a minha vida não seria a mesa. Deixo também o agradecimento à nossa equipe técnica. Fizemos um time de verdade. E à minha família. Eu cheguei sem a minha aliança hoje. Leila, me desculpa. Mas lembrei que a minha parceria com o Ricardo é muito mais longeva (risos) — completou Emanuel.
Os dois marcaram época no vôlei de praia mundial, com destaque para a medalha de ouro conquistada nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004. A parceria voltou ao pódio quatro anos depois, com o bronze nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, consolidando uma trajetória de alto nível.
Além do sucesso olímpico, Ricardo e Emanuel foram campeões mundiais em 2003, conquistaram cinco títulos do Circuito Mundial e também subiram ao topo do pódio nos Jogos Pan-Americanos Rio 2007.
O legado da dupla vai além dos títulos e medalhas acumulados ao longo da carreira. Ricardo e Emanuel ajudaram a consolidar um padrão de excelência que colocou o Brasil de forma definitiva entre as principais potências do vôlei de praia mundial. Ao longo dos anos, os dois se tornaram referência técnica e competitiva, abrindo caminho para novas gerações.

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Outros homenageados de peso do COB
Além do vôlei de praia, O basquete e a vela brasileiros vivem um dia histórico nesta quarta-feira (8) com a cerimônia oficial do Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil. A honraria celebra a trajetória de Oscar Schmidt, Alex Welter e Lars Björkström – três dos maiores nomes da história do esporte mundial.
Os velejadores são homenageados como os campeões olímpicos brasileiros vivos mais velhos, símbolo de uma geração que abriu caminhos para a vela no país. Do outro lado, o COB consolida o legado de Oscar Schmidt como um dos maiores atletas da história do Brasil e um símbolo eterno do basquete mundial.

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