Lei do ex no vôlei? Jenna Gray, do Osasco, reencontra Minas na semi da Superliga Feminina
Levantadora americana vive temporada de reafirmação após saída conturbada da equipe mineira

A levantadora Jenna Gray, do Osasco, é uma das principais personagens envolvidas na semifinal da Superliga Feminina 25/26. Após deixar o Minas sob críticas ao seu estilo de jogo, a americana se reencontrou vestindo as cores do atual campeão do torneio. Agora, ela volta a enfrentar seu ex-time na série melhor de três que começa nesta segunda-feira (13).
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Passagem pelo Minas: entre conquistas e inconstâncias

Assim como a maioria das atletas estadunidenses, Jenna Gray começou a carreira no vôlei universitário, em 2016, representando a Universidade de Stanford. Entre 2020 e 2023, passou por Dresdner, da Alemanha, e RC Cannes, da França.
Contratada pelo Minas aos 25 anos para a disputa da temporada 23/24, a jovem estrangeira já chegou ao clube da Rua da Bahia pressionada. O time comandado pelo italiano Nicola Negro vinha de um ano marcado por oscilações das levantadoras - Pri Heldes e Jacke eram as opções na época - e pela derrota acachapante de 3 sets a 0 para o rival Praia Clube na final da Superliga, partida que escancarou a falta de identidade no jogo minastenista. Evidentemente, o problema surgiu depois da saída de Macris para o voleibol turco.
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A busca por uma reposição parecia finalmente ter acabado em um final feliz. No primeiro ano com Jenna Gray, o Minas se sagrou campeão da Superliga, da Supercopa e do Sul-Americano. A levantadora, com clara preferência por armar jogadas pelas extremidades, se apoiou na oposta Kisy como bola de referência, que por sua vez correspondeu com 463 pontos só na Superliga.
Sem conseguir ajustar as bolas com as centrais, Jenna se tornou ainda mais dependente das atacantes de ponta em 24/25. Porém, os 60 acertos a mais de Kisy em comparação à temporada anterior não foram suficientes para evitar um ano abaixo do esperado para a equipe de Belo Horizonte, que terminou fora das grandes decisões.
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Entre uma temporada e outra, o retorno de Macris ao Minas chegou a ser especulado, mas a renovação de Gray já estava acertada. A levantadora da seleção brasileira acabou parando no maior rival, Praia Clube, enquanto a norte-americana deixou o time da capital mineira em 2025, em meio a um cenário de intensa pressão e críticas por parte da torcida.

A central e capitã Thaisa, pouco acionada no ataque durante a 'era Jenna Gray', desabafou sobre a desconexão com a jogadora dos Estados Unidos. Em entrevista ao portal No Ataque, em fevereiro, a bicampeã olímpica de 38 anos reclamou da falta de insistência no jogo pelo meio, questionou as motivações para sua saída do Minas e fez comparações com a atual levantadora do time, a polonesa Nowicka.
— Era uma bola errada que não dava certo, acabou. Ficava dois sets e meio sem receber bola. Tem que gente que fala que pode ter sido isso, a pressão. Mas, estranhamente, a Nowicka é mais jovem e chegou na mesma pressão, até pior, e conseguiu fazer desde o começo, errando ou acertando, alta ou baixa, o que fosse. Se foi pressão, se foi medo... Não sei, de verdade. A gente não conseguiu gerar uma conexão. Eu tentei muitas vezes conversar e adaptar, mas de alguma maneira não aconteceu essa conexão, infelizmente, porque ela é uma ótima menina. Ela tem uma mecância diferente, ela conduz um pouco mais a bola. Isso tira um pouco o tempo da central.
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Mudança para Osasco: a reafirmação

Em busca de novos ares, Jenna Gray se transferiu para o Osasco e voltou a participar de conquistas importantes sob o comando do técnico Luizomar de Moura, como os títulos da Copa Brasil e da Supercopa e o terceiro lugar no Campeonato Mundial de Clubes. A distribuição da americana permanece concentrada na saída e na entrada de rede, com as principais pontuadoras do time sendo a oposta Bianca Cugno, com 452 pontos, e a ponteira Caitie Baird, com 327.
Na 20ª rodada da fase classificatória da Superliga, Gray foi eleita a melhor em quadra na vitória do Osasco sobre o Minas por 3 sets a 1, recebendo o Troféu VivaVôlei. Foi a primeira vez que a levantadora disputou uma partida na Arena UniBH desde que saiu da equipe minastenista.
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Datas e horários de Minas x Osasco na semifinal da Superliga Feminina 25/26
- Jogo 1: segunda-feira (13/04), às 18h30 (de Brasília), na Arena UniBH, em Belo Horizonte (MG)
- Jogo 2: sexta-feira (17/04), às 18h30 (de Brasília), no Ginásio José Liberatti, em Osasco (SP)
- Jogo 3*: sexta-feira (24/04), às 18h30 (de Brasília), na Arena UniBH, em Belo Horizonte (MG)
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