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Reforço do Vasco, Gabriel Pereira explica formação no futebol: 'Minha escola foi a rua'

Zagueiro também comentou vantagens de ter iniciado sua carreira como atacante

PorPedro CobaleaRio de Janeiro (RJ)
17/09/2026 13:17
Atualizado há 1 minutos
Gabriel Pereira durante sua apresentação no Vasco
Gabriel Pereira durante sua apresentação no Vasco (Foto: Pedro Cobalea/Lance!)

O Vasco apresentou oficialmente, nesta quinta-feira (17), o zagueiro Gabriel Pereira, que chega ao clube por empréstimo junto ao Copenhague, da Dinamarca. A trajetória do defensor no futebol começou de forma tardia em comparação com o caminho tradicional dos jogadores profissionais. Gabriel só ingressou em um clube aos 18 anos, depois de ser descoberto enquanto disputava uma partida de futebol society. Na época, ele deu os primeiros passos nas categorias de base do Sampaio Corrêa e ainda atuava como atacante.

— Eu comecei tarde no futebol, em termos de clube. Joguei muito futebol amador. Eu jogava mais no ataque, no meio de campo, como atacante, do que como zagueiro. De zagueiro, eu jogava às vezes, quando algum amigo não ia para o jogo e tudo mais. Era uma posição em que eu jogava bem, mas preferia atuar na parte ofensiva — comentou o jogador em sua primeira resposta na apresentação.

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A experiência no ataque, porém, acabou contribuindo para sua formação como zagueiro. Segundo Gabriel, ter atuado em posições ofensivas o ajudou a compreender melhor os movimentos e as decisões dos jogadores que hoje enfrenta.

— Acredito que isso me ajuda a ter o entendimento do que os atacantes costumam fazer, porque eram coisas que eu também fazia. Acredito que foi um bom aprendizado. Minha escola no futebol foi a rua, e eu tenho orgulho disso — acrescentou.

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Gabriel foi o sexto e último reforço do Vasco nesta janela de transferências
Gabriel foi o sexto e último reforço do Vasco nesta janela de transferências (Foto: Matheus Lima/Vasco)

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O defensor também ressaltou que não teve dúvidas em aceitar a proposta quando ela chegou. Gabriel afirmou não escondeu a ansiedade de estrear com a camisa cruz-maltina.

— O tamanho do Vasco fala por si só. Quando chegou a proposta, não pensei duas vezes. Eu quis muito estar aqui, de volta ao Rio de Janeiro, ainda mais num clube como o Vasco, que é enorme. Estou muito feliz de estar aqui. Consigo jogar nos dois lados, mas nos últimos anos tenho jogado mais pela direita e me sinto melhor assim. Vocês vão ver minhas características no decorrer dos jogos e espero poder ajudar o clube tanto marcando (gols) quanto defendendo. Espero ser muito feliz aqui, tanto com gols, mas mais importante, com vitórias.

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Confira outros tópicos da coletiva de Gabriel Pereira

Experiência na europa

- Acredito que o futebol português é uma excelente escola. Hoje, grandes jogadores têm saído da Liga Portuguesa, e acredito que foi uma boa escolha, tanto minha quanto do meu agente, ir para Portugal. Isso me fez crescer muito como pessoa, como jogador. E, depois da escola dinamarquesa, também, em todo lugar que eu passo, eu tento trazer um pouco da cultura, do campeonato, do que eu aprendo também no dia a dia. E isso vai me ajudar bastante hoje aqui no Vasco.

Conversas com atacante antes de acertar vinda ao Vasco

- Um jogador que eu conheço aqui é o Bruno Duarte. Também chegou há pouco tempo. Tive o prazer de jogar contra ele em Portugal, um jogador que eu conheço bastante. Então, tive conversando com ele, até porque ele chegou primeiro. Também veio da Europa, também acredito que isso me ajuda muito a entender. Mas, em questão de adaptação, acredito que estou bem, o grupo é excelente. Tem me ajudado bastante em questão disso também. Então, espero poder estar ajudando em breve o grupo, poder estar fazendo parte ali também dentro do campo e conseguir vitórias.

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Papel importante na negociação

- Eu estava bem de boa em relação a isso. Acredito que tanto o Vasco, o Admar e meu agente fizeram um excelente trabalho para eu estar aqui hoje. Desde quando fiquei sabendo que tinha o interesse do Vasco, procurei assistir aos jogos, entender o estilo de jogo. Uma coisa que eu gosto muito é entender como o time joga para que eu possa chegar aqui o mais adaptado possível. Querendo ou não, o tempo é curto. Gostei bastante do estilo de jogo, da forma como o clube pensa. O clube tem mostrado isso nas competições. Espero agregar bastante.

Apto a estrear contra o Coritiba

- Eu só tenho a agregar, quem ganha com isso é o Vasco, de ter jogadores de alta qualidade. Os centrais têm estado bem, isso é muito importante para o grupo todo. Como falei, cheguei para agregar, espero poder ajudar bastante. Acredito que sim (vai poder jogar), tenho trabalhado no dia a dia para poder estar em breve no campo. Não é uma escolha minha. Mas o Vasco só tem a ganhar com isso.

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Disputa do lado direito da zaga

- Estou aqui para trabalhar. Não é uma escolha minha quem vai jogar, acredito que é muito importante todos estarem bem. Quem ganha com isso é o Vasco. Vou trabalhar a cada dia, trabalhar bastante, começar a entender os jogadores que estão do meu lado para que eu possa em breve estar em campo.

Primeiro contato com o treinador Pedro Emanuel

- Sim, já conversamos. Passou bastante o que ele pensa de jogo e é dentro do que eu tinha visto, dentro da Dinamarca, e no último jogo também pude estar mais presente, pude entender melhor também, vendo pessoalmente o que ele gosta e o que faz. Então, acredito que vou me adaptar bem. Como já estive em Portugal, também já tive treinador português. Acredito que esteja pronto e preparado e tenho boa relação com todo mundo para que possa jogar em breve.

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Decisão de vir para o Vasco

- Quando a proposta do Vasco chegou, quem resolve isso é meu agente, mas fiquei muito feliz. O tamanho e a história do Vasco falam por si só. Quando eu tive a proposta, não pensei duas vezes, quis muito estar aqui. Estar de volta ao Rio de Janeiro por um clube como o Vasco foi uma felicidade enorme, tanto para mim quanto para a minha família.

Primeira partida em São Januário

- Foi incrível poder estar já, mesmo não podendo jogar ainda, mas poder estar presente, sentindo o calor da torcida. Foi muito bom. Acredito que minha família também estava aproveitando, minha pequena estava dançando e tudo mais, e isso só me deixa mais feliz de estar aqui no Vasco. Foi o que eu tinha pensado quando eu estava fora e tem se concretizado o que eu pensei, e estou muito feliz.

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