Tecnologia pode ser usada no Inglês já em 2012

As relações entre a Fifa e a Fedação Inglesa de futebol estão estremecidas desde que jornais ingleses publicaram denúncias de corrupção de membros da entidade em outubro de 2010. Colocando mais lenha nessa fogueira, o diretor executivo da Premier League, a primeira divisão da Inglaterra, Richard Scudamore, prometeu que a tecnologia para acusar eletrônicamente quando a bola cruzar a linha do gol será adotada na liga inglesa já na temporada 2012-2013.

Em Hong Kong acompanhando o troféu Barklays Asia, conquistado pelo Chelsea, Scudamore disse os lances de gol duvidosos podem mudar vidas e lembrou o gol de Lampard na Copa do Mundo de 2010 que não foi visto pela arbitragem no jogo em que a Inglaterra acabou eliminada pela Alemanha.  

- Aquele jogo contra a Alemanha na Copa do Mundo foi marcante se considerarmos o equilíbrio da partida naquele momento e o que estava envolvido.   

- Estava 2 a 1 e naquelas circunstânicias um gol não muda apenas jogos, mas sim um vida. Com 2 a 2 a Inglaterra teria grandes chances de vencer porque os alemãs ficariam completamente confusos sobre como vencer aquela partida. Eles tinham um time muito jovem - comentou Scudamore.

Apesar da pressão da Premier League, a Fifa ainda precisa aprovar o uso da tecnologia e até que tipo de sistema seria usado. A entidade está testando dois modelos distintos de tecnologia e prometeu entregar um relatório apenas em março de 2012 para a Internacional Board, que poderá decidir por um dos sistemas.

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De acordo com Scudamore, assim que aprovado um modelo, a Liga Inglesa está pronta para adotá-lo. - Assim que a Fifa aprovar um dos fabricantes da tecnologia, então a Premiere Legue estará na vanguarda para utilizá-lo. Nossos clubes já aprovaram o conceito há três anos e tem sido frustrante não poder implementar a tecnologia até agora - Afirmou o Diretor Executivo.

Os dois sistemas que disputam a concorrência atuam de maneiras bem diferentes. Um deles, chamado de Hank-eye, é o mesmo que é usado em partidas de Tenis e Cricket. Ele funciona através de câmeras de vídeo de alta velocidade, que gravam o lance e transformam a informação em gráficos virtuais. Depois, a informação é enviada ao árbitro.

Já a outra tecnologia, chamada Cairos, usa sensores na linha do gol e um microchip na bola. Quando ela passa pela linha, a informação é imediatamente enviada ao juiz.

A Hank-eye é mais lenta do que a Cairos e pode custar cerca de 250 mil euros (R$ 560 mil) a mais por estádio utilizado. Uma versão mais simples do Cairos já foi implantada no Mundial Sub-17 da Fifa em 2005. Porém, na ocasião nenhum lance duvidoso de bola próxima a linha do gol aconteceu para que fosse testada a eficiência do sistema.

O dirtor da Premiere league concorda com a Fifa em que a tecnologia tem que ser testada mas não vê relação entre a implantação dessa medida para saber se a bola cruzou a linha, com lances de pênalti ou impedimento que também suscitam dúvidas.

- Nós não vamos arriscar nossa competição usando algo que não funcione. Eu concordo com a Fifa que tem ser estabelecidos critérios claros para a tecnologia. O sinal do equipamento tem que ser instantâneo e preciso.

- Uma bola cruzando a linha é um fato, o restante é uma questão de opinião. Se foi falta ou não e se foi impedimento ou não, é uma questão de interpretação. Nós somos tão favoráveis ao uso do equipamento para determinar se a bola entrou no gol porque a resposta pode ser apenas sim ou não nesse caso - completou Scudamore.   

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