Sem um título de expressão desde 1995, Botafogo tenta voltar a viver dias gloriosos
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Na última quinta-feira, enquanto o Vasco comemorava aliviado o título da Copa do Brasil, o grupo do Botafogo passava por palestra motivacional. Em pauta, a importância de ganhar em casa para que a torcida jogue junto pela taça e esqueça os quase 16 anos sem título de expressão nacional ou internacional. O elenco entendeu o recado e espera pelos alvinegros para firmar o pacto a partir deste domingo, quando o Glorioso encara o Coritiba, às 18h30, no Engenhão, em partida com transmissão em tempo real pelo LANCENET!.
A necessidade de conquistas de grande porte é um martírio que a torcida e a instituição Botafogo têm vivenciado cruelmente. Recentemente, os rivais cariocas conseguiram triunfos épicos, que parecem ter jogado um peso histórico sobre um dos clubes mais tradicionais do Brasil. Consultor na mobilização de grupos, funcionário do clube e alvinegro de coração, Evandro Mota avalia que o Brasileiro é equilibrado e a massa pode decidir.
– Por nível, os 20 clubes são quase iguais, por isso dá para ser campeão. A conquista do Vasco não nos coloca pressão, mas aqui no Botafogo cada um sabe que um título de expressão é necessário. Se a nossa torcida abraçar a ideia e acreditar, temos tudo para levar esse troféu de volta à General Severiano – comentou.
O discurso de Evandro Mota não é baseado apenas em emoção, mas em números e muita experiência. O profissional constatou que o Glorioso só perde para o Grêmio no aproveitamento em casa nos últimos três anos e foi ele o responsável por empurrar o elenco de 1995 ao título brasileiro.
– Ano passado, o Botafogo só perdeu um jogo em casa e acabou em sexto. A torcida precisa saber a força que tem. Ela pode mudar essa história – disse Evandro Mota, que quando perguntado sobre o sabor de uma grande glória, apenas sorriu, um sentimento de vencedor, guardado, mas conhecido por todo alvinegro.
Bate-Bola com Evandro Mota, consultor na mobilização de grupos, do Botafogo
1) Como é feita a conta que você passou para os atletas na quinta?
R: Entre 2008 e 2010, apenas quatro clubes diferentes da atual Série A venceram o Grêmio na casa dele. Depois vem o Botafogo, com seis. A torcida do Botafogo é conhecida por incomodar os adversários. Um jogo aqui no Rio é temido lá fora.
2) Quem vê de fora pensa mesmo isso, que o Engenhão dificulta?
R: Trabalhei no Santos até março deste ano e lá eles me confessavam a dureza que é enfrentar o Botafogo no Engenhão. Também fiz parte do Internacional e lá eles também pensam a mesma coisa.
3) Qual é a principal motivação dos jogadores pelo título brasileiro?
R: Existem grupos. Uns pensam na torcida, outros, na família, outros, na gratidão por tudo aquilo que o Botafogo tem oferecido. O que afirmo é: motivação não falta aqui.
4) Desde quando esse laço com a torcida tem sido destacado?
R: Desde antes do Brasileiro, nos treinos em Porto Feliz (SP). Depois, ganhamos o Santos no Engenhão e os jogadores ficaram muito empolgados. Com um resultado assim, o negócio começa a funcionar.
5) Para quem trabalha no Botafogo, qual o significado do título do Vasco?
R: Não vejo como nosso trabalho pode ser prejudicado por isso. Meu foco é o Botafogo e nós merecemos muito uma conquista de grandeza, pois trabalhamos focados nisso.
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