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Santos tenta evitar inédita queda para 'dono da América'

Galeria - Operários entram em greve e obras param de vez no Maracanã (Foto: Alexandre Loureiro)
Galeria - Operários entram em greve e obras param de vez no Maracanã (Foto: Alexandre Loureiro)

Seria impensável imaginar que o Santos tricampeão da Libertadores estaria na zona de rebaixamento do Brasileirão. Desde 2003, início do formato de pontos corridos, nunca um campeão da América esteve nesta situação, dois meses depois de levantar o troféu. Mas nem tudo está perdido.

O alento para o Alvinegro é a forma como o São Paulo (2005), time que teve situação mais semelhante a do Santos, terminou o Brasileirão, sem correr riscos de queda (veja o desempenho do Tricolor e do Internacional, em 2006 e 2010, após o título da Liberta no info acima).

Apesar disso, como o próprio Muricy e os jogadores admitem, o Peixe tem muito a melhorar. Principalmente para chegar confiante na disputa do Mundial de Clubes, em dezembro, no Japão, onde pode enfrentar o poderoso Barcelona (ESP).

Um dos aspectos a serem trabalhados para retomar o bom futebol do primeiro semestre é o psicológico, lembrado por Muricy após a derrota de virada por 3 a 2 para o Coritiba.

– O psicológico afeta. Fizemos um primeiro semestre brilhante e agora não conseguimos vencer, mesmo em casa e na frente no placar por duas vezes. Mas não é o momento de caça às bruxas – pondera o lateral Léo.

A derrota diante do Coxa é emblemática para o Santos. Além do resultado, que mantém a fase ruim, com quatro pontos conquistados nos últimos 21 possíveis, a partida expôs um problema que foi consertado pelo próprio Muricy: os contra-ataques.

Logo quando chegou, o treinador assistiu das tribunas da Vila o Peixe vencer o Colo-Colo (CHI) por 3 a 2, pela Libertadores, depois de abrir três gols de vantagem – o Alvinegro ainda teve três expulsos na ocasião.

A partir dali, o comandante arrumou o sistema defensivo e "tranquilizou" os ânimos, tanto que as vitórias por 1 a 0 viraram rotina.

Diante do Coritiba, porém, a exposição aos contra-ataques ficou latente, principalmente no gol de Léo Gago, o terceiro do Coxa. O detalhe é que a fórmula já era usada antigamente por Muricy contra o Peixe.

– Não estamos acostumados a levar gols assim. Precisa conversar muito e ter um posicionamento diferente do que esse, para o time se defender melhor – reconhece Léo.

Problemas que precisam ser corrigidos para o Santos não trilhar um caminho inédito: o de campeão da Libertadores e rebaixado.

Com a palavra Fernando Carvalho, Vice-presidente do Internacional

'Pode ir mal e ganhar, e pode ir mal e perder'

Nós passamos o campeonato motivando os jogadores. Mantivemos a corda esticada para ter um bom rendimento. Em 2010 foi ao contrário.

Tentamos manter a corda esticada, mas houve um acúmulo de lesões. Acabamos não tendo sucesso. Mas ir mal no Brasileiro não quer dizer que não vai bem no Mundial. O São Paulo foi mal, mas conquistou o título. A gente teve dois tipos. Em 2006 chegamos bem e vencemos. E em 2010 perdemos. Não tem como garantir.

Problemas

Psicológico
Além do relaxamento natural após o título da Libertadores, Peixe sofre por não conseguir sustentar as vantagens construídas no placar, como antes da chegada de Muricy.

Contra-ataque
Time não tem mais a consistência defensiva da Libertadores e tem perdido os jogos por ficar exposto aos contra-ataques.

Foco
Valorizados pelo título da América, jogadores receberam propostas de clubes europeus, o que mexe com as suas cabeças.

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