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Rodrigo Caio pede tempo e confiança do grupo para Osorio deslanchar

29/02/2016 21:33

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Apesar da irregularidade do São Paulo nos primeiros nove jogos sob o comando de Juan Carlos Osorio, Rodrigo Caio confia que o treinador tem competência suficiente para manter a equipe na briga pelo título do Campeonato Brasileiro. Para isso, porém, o camisa 3 do Tricolor pede que a diretoria dê tempo para o colombiano trabalhar e que os jogadores confiem nos métodos do treinador.

- Os métodos são diferentes, o estilo é novo, mas com o tempo todos nós vamos nos adaptar a ele. Vai ser rápido, tranquilo. Se todos confiarem nele, os resultados vão sair mais cedo. E é importante ter o (coordenador técnico) Milton Cruz perto também, como um segundo treinador, passando as orientações que o Osorio ainda não consegue falar em português - destacou o defensor.

Rodrigo ainda elencou as principais virtudes do trabalho do técnico, que soma quatro vitórias, três derrotas e dois empates à frente do Tricolor. O zagueiro, que tem jogado como volante, cita a capacidade de mudar a postura do time no intervalo das partidas e o trato com os jogadores como elementos que podem levar Osorio a fazer sucesso pelo São Paulo.

- Dentro do vestiário a cobrança é diferente (da calma nas entrevistas coletivas), o jeito de falar também. Ele sabe falar, cobrar, é inteligente e sabe fazer mudanças que dentro de campo dão resultados. Isso é importante e faz diferença, faz o time voltar melhor do intervalo e traz confiança. Com o tempo vamos conseguir resultados para chegar no topo - projetou.

Desde que as negociações com Valencia e Atlético de Madrid, ambos da Espanha, fracassaram, Rodrigo Caio disputou quatro partidas: as vitórias sobre Vasco da Gama e Coritiba, além da derrota para o Sport no último domingo - esses jogos foram disputados como titular e até o fim pelo jovem de 21 anos revelado em 2011. Já no empate com o Fluminense, o beque atuou apenas no segundo tempo.

Como é sua relação com o Osorio?
Estou muito feliz, desde que retornei. O treinador me passa toda confiança, desde a proposta até agora. Falou bem claramente que queria que eu ficasse e, quando voltei, falou da satisfação de me receber de volta. Desde que voltei da lesão não tinha uma sequência boa, então estou feliz.

Está satisfeito por jogar como volante?
Fiquei muito tempo sem jogar, a adaptação não é tão rápida. Aquela parada de dez dias atrapalhou a parte física, ainda estou recuperando. A cada dia me sinto melhor e isso é muito importante. Gosto de jogar de volante, é muito difícil, pega a bola sempre de costas, precisa de visão, dar opção para os zagueiros... É tempo, trabalho, treino, Osorio me cobra para pedir a bola e começar todas as jogadas. Estou me adaptando e com o tempo vou me soltar mais para mostrar o potencial nesta posição.

A irregularidade do time atrapalha?
Quando vence é alegria constante. Quando perde, ficamos tristes por saber que poderíamos ter jogado melhor. Estamos nos adaptando ao novo treinador, conscientes de que estamos crescendo mesmo nas derrotas e acredito que, com o tempo, vamos conquistar as vitórias e a confiança. 

E os problemas financeiros?
Acho que todo jogador, todo profissional, quer receber pelo que faz. Minha motivação maior é estar dentro de campo, jogar sempre foi meu sonho e entro em campo com esse objetivo. Isso é o mais importante. Claro que tem um desconforto, mas somos profissionais e precisamos dar nosso melhor. Todos aqui trabalham e se dedicam. A situação já melhorou, quitaram os atrasados, então o pensamento tem que ser em vitórias. 

 

 

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