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Procurador do STJD vai a amistoso bancado pela CBF e não vê problema

O procurador-geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Paulo Schmitt, não vê problema em ter viajado para assistir ao amistoso Brasil x Portugal, em Boston, nos Estados Unidos, com os custos sendo bancados pela CBF. A informação da viagem foi dada pelo colunista Lauro Jardim, da "Veja".

Schimitt, que está no Tribunal por ter sido indicado pela CBF - em um cargo que não tem remuneração -, ressalta que sua postura combativa não sofre dano por causa da viagem.

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- Não tem conflito de interesses, porque os interesses da CBF e da Procuradoria são os mesmos. Eles querem um campeonato melhor possível. E isso só é viável mediante denúncias feitas no STJD. Eu já denunciei a CBF em diversas ocasiões. Os árbitros, por exemplo, vão parar no tribunal com frequência - comentou Paulo Schmitt ao LANCE!Net.

Para o procurador-geral, há uma tentativa externa de diminuir a credibilidade dele próprio e do STJD.

- Acho que esse tipo de matéria e assunto pode ter objetivo de atingir mais a CBF do que a mim, que não tenho pretensões políticas, exerço atividade voluntária independente e nada tenho a perder, portanto. E ainda mais sendo veiculadas bem próximo a julgamentos importantes a acontecer, após várias denúncias e fiscalizações em prol da moralização do futebol - completou.

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Recentemente, a procuradoria-geral do STJD foi a autora da denúncia contra Corinthians e Vasco por causa da briga entre torcedores no Mané Garrincha, em Brasília. Em primeira instância, o Tribunal condenou os clubes a perda de quatro mandos de campo, sendo dois com portões totalmente fechados e outros dois jogos só com a presença de torcida visitante.

Os clubes conseguiram um efeito suspensivo para reduzir a pena, mas o caso ainda estará na pauta do Pleno do Tribunal no dia 26 deste mês.

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