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Para estreia no Pan, Bia Haddad vence ansiedade com psicologia

Se as vitórias levam os atletas à glória, são as derrotas que fazem eles crescer. É com esse "mantra" que a tenista Bia Haddad estreia na chave de simples dos Jogos Pan-Americanos de Toronto (CAN). Após quase fazer história por duas vezes nesta temporada, a atleta tem feito um trabalho psicológico para evitar deslizes nos momentos mais importantes. E o resultado ela quer ver na disputa em terra canadense.

– Venho fazendo um trabalho de psicólogo com a Carla Di Pierro, tentando melhorar um pouco minha ansiedade. Sempre quero muito e, às vezes, vou com tudo. Aprendi que posso ficar tranquila, que o match point é mais um ponto do jogo e não preciso jogá-lo para morrer, não preciso me afobar tanto. Então, tenho de ser mais agressiva. Fiz uma gira na grama, quatro semanas. Nunca tinha feito isso na minha carreira. Tudo para melhorar minha agressividade, porque o jogo é mais rápido. Fui lá, perdi e tive uma bagagem a mais para a vida – afirmou.

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Em fevereiro deste ano, Bia teve a primeira oportunidade de conseguir um feito histórico. No Aberto do Rio, ela teve três chances de fechar a partida contra a italiana Sara Errani pela semifinal, mas falhou. E depois de sentir dores musculares, desistiu da partida.

Em maio, a tenista quase entrou na chave principal do Grand Slam de Roland Garros, mas caiu na última rodada do qualificatório.

Em sua primeira disputa nos Jogos Pan-Americanos, ela quer mudar toda essa situação. A estreia é contra a chilena Fernanda Brito (331). Quem sabe agora, ela não consegue entrar de vez para a história. Afinal a última medalha do Brasil no tênis feminino foi com Vanessa Menga e Joana Cortez, em 1999, em Winnipeg-CAN, quando elas levaram o ouro.

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BATE-BOLA BIA HADDAD TENISTA

'Aquele jogo foi marcante na vida'

O que mudou desde aquele jogo contra a Sara Errani no Rio?
Aquele jogo foi marcante na minha vida. Aprendi muito lá. Talvez, não era para ter ganho. Tem coisas na vida que acontecem para a gente aprender.

Após disputar o Aberto do Rio e quase entrar em Roland Garros, como é atuar em um Pan?
É diferente. Sul-Americano, Mundial, Olimpíada têm um gostinho especial. A gente joga muito mais do que por nós. Jogamos por família, amigos, confederação e toda nossa equipe.

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