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OPINIÃO: Lições para o Flamengo não se afundar de novo na crise

Estive em Uberlândia (MG) em junho do ano passado para fazer a cobertura por este LANCE! da fatídica partida em que o Flamengo foi derrotado pelo Cruzeiro por 3 a 0, entrando em intensa fase conturbada. Agora, o Rubro-Negro reencontra a Raposa com muitas semelhanças do passado. Para que não entre novamente em intensa crise, as lições do primeiro dia de junho de 2014 precisam seriamente ser seguidas pelo clube da Gávea.

Cheguei na cidade mineira em 2014 no mesmo voo da delegação do Flamengo. Já no trajeto, percebi o nervosismo do elenco – o jejum da época é o mesmo atual, cinco jogos. A pressão e as críticas surgiam de todos os lados, com a bolha prestes a estourar. E a derrota, da maneira apática que foi, fez a bolha ser estourada até para a diretoria, com a queda do então vice-presidente de futebol, Wallim Vasconcellos. Resultado de uma política de apostas que irrita o torcedor e faz sempre a equipe ficar lutando contra a famosa confusão.

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Durante o jogo, ouvi protestos dos torcedores nas arquibancadas. A torcida do Flamengo não aguentava mais ver o Rubro-Negro viver em um filme de terror. E com toda a razão. A derrota para o Cruzeiro fez a equipe ficar por mais de um mês na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Provou que o elenco era fraco. E de lá para cá a diretoria pouco investiu. Cinco titulares na ocasião serão titulares hoje, por exemplo...

Vou lembrar daquele jogo por muito tempo. Aconteceu de tudo: goleada, time apático, um mês na zona da degola, presenciei as duras broncas do então diretor executivo Felipe Ximenes ao elenco, a queda de Wallim Vasconcellos... tudo por conta de uma derrota. Agora, a história pode ser diferente. Basta o time querer.

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