Logo do Lance! branca com exclamação amarela

OPINIÃO: A F-1 está à venda, mas o comprador não apareceu ainda

No início desta semana, surgiu a notícia de que o fundo de investimento norte-americano RSE Ventures, cujo dono é o proprietário da equipe de futebol americano Miami Dolphins, poderia comprar a Fórmula 1, contando com apoio financeiro do governo do Qatar em um investimento inicial estimado em sete bilhões de dólares. A notícia vem do jornal "Financial Times" e agitou os bastidores da categoria.

Embora não haja um leilão oficial, o Grupo CVC, atual proprietário da F-1, realmente quer vendê-la. A queda de popularidade da categoria faz do momento atual uma boa oportunidade. Especialmente se vierem ofertas em valores próximos ao escrito pelo Financial Times. Seria um ganho de 400% para os donos da categoria.

continua após a publicidade

A venda também é prevista pela própria política interna do Grupo CVC, que estipula um prazo máximo de dez anos para a vende de um investimento. Do seu atual portfólio, apenas uma de 54 empresas que fazem parte do grupo está recebendo investimento há mais de dez anos.

A ideia do governo do Qatar investindo na F-1 é algo que faz sentido, principalmente pela presença de seus vizinhos do Golfo Pérsico na categoria - o Bahrein é sócio da equipe McLaren; Anu Dhabi foi durante anos patrocinador da equipe Ferrari. Mas os qatari e o grupo RSE Ventures não é seriam os únicos compradores em potencial.

continua após a publicidade

O norte-americano John Malone, dono da Liberty Media, é outro nome que circula nos bastidores. Ele estaria interessado em comprar a categoria para oferecê-la como um produto premium para suas empresas de canais a cabo.

Outro possível comprador é Dietrich Mateschitz, dono da equipe Red Bull. A empresa já trabalha como promotora em outros esportes - como o Mundial de Rali - e poderia vender suas equipes para apenas organizar a Fórmula 1.

continua após a publicidade

Certamente devem haver outros interessados cujos nomes não vieram a público. Como é de praxe no mundo dos negócios, os melhores acordos são anunciados apenas quando fechados. Por isso mesmo, a informação do "Financial Times" - que citou compradores e até mesmo o valor da oferta que deve ser feita -, deve ser apreciada com moderação. O mais provável é que estejam ocorrendo negociações mais sérias longe dos holofotes.

Sugerida para você!

Mais LANCE!