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Novo Barça tem muita movimentação e apenas um zagueiro na retaguarda

Gol do Léo - Japão x Brasil - Mundial Sub-17 (Foto: Alex Cruz/EFE)
Gol do Léo - Japão x Brasil - Mundial Sub-17 (Foto: Alex Cruz/EFE)

Revolucionário, ousado ou clássico? Na última segunda, o Barcelona não encantou a plateia do Camp Nou somente pela goleada sobre o Villarreal ou pelo futebol colossal de sempre. O atrativo da noite foi o esquema tático.

Com Piquè e Puyol lesionados, o time de Guardiola foi a campo com apenas um zagueiro de ofício. Atrás, o francês Abidal teve apenas as companhias de Mascherano e Keita. Os três são reservas.

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Presa fácil para o ataque do Submarino Amarelo (sempre ousado quando visita o Camp Nou)? Nada. A equipe saiu ilesa. A rigor, só foi atacada uma única vez.

– Já que não tenho zagueiros à disposição, vou atacar – justificou Guardiola após os 5 a 0.

Na frente, a quantidade de jogadores com a camisa azul-grená, que aparecia a cada ataque, desnorteou a defesa rival e fez os mais saudosistas lembrarem o Carrossel Holandês da Copa do Mundo de 1974, uma seleção cujas características eram a movimentação e a participação dos dez jogadores de linha tanto na defesa, quanto no ataque.

Outros preferem evocar o primeiro Dream Team do Barça, que venceu, pela primeira vez, a Liga dos Campeões da Europa, em 1992.

– A equipe não passa apuros porque bloqueia o meio de campo e recupera a posse de bola muito rápido. O nosso time também foi assim – contou, com exclusividade ao LANCE!, Nadal, zagueiro do Barcelona e da Espanha nos anos 90.


BATE-BOLA
Nadal, zagueiro do Barça e da seleção espanhola nos anos 90

O Barcelona dos anos 90 tinha condições de jogar com o mesmo esquema  armado por Pep Guardiola contra o Villarreal, com apenas um zagueiro de ofício?
Nadal: Aquele Barcelona dos anos 90 também jogava assim, sem sofrer pressão. Eu mesmo cheguei a ser único zagueiro central quando o Koeman se aposentou.

Quais são os atributos do Barça de Guardiola que não haviam no time da década retrasada?
Nadal: Posso apontar duas diferenças. A primeira: este Barcelona tem um elenco muito mais completo. Tem, pelo menos, dois bons jogadores para todas as posições. Não costuma sentir os desfalques. A outra: o time atual conta com jogadores que pedem para receber a bola e joga com muito mais velocidade.

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COM A PALAVRA
Santi Nolla, diretor do diário "Mundo Deportivo", de Barcelona  

"Guardiola fez uma homenagem aos mestres Rinus Michels, Cruyff, Rexach e Van Gaal ao colocar o time com apenas três jogadores atrás. O esquema é construído para  defender pouco e atacar muito. Com a novidade, o técnico do Barcelona atropelou o Villarreal desde o início. Rompeu a rotina, despistou o adversário e encaixou corretamente as peças. O que chama mais atenção, no entanto, é que o elenco ainda não está na plenitude física. E quem disse que Fàbregas e Thiago não podem jogar juntos? Os dois são o oxigênio a mais para a dupla de maestros Iniesta e Xavi."

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