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Memória Olímpica: Legado de 1976 é preservado em Montreal

29/02/2016 21:31

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Uma das maiores preocupações da Rio-2016, o legado olímpico foi transformado em realidade em Montreal, que recebeu os Jogos em 1976. Mesmo após acumular um prejuízo de US$ 223 milhões, só dissolvido em 2006, a cidade canadense reaproveitou os equipamentos para a população.

O Montreal Forum, por exemplo, virou um shopping. Foi  neste lugar que a romena Nadia Comaneci tirou a primeira nota 10 da história da ginástica artística.

O local, que fica no centro econômico da cidade, não tem lembranças do feito olímpico e sim relíquias do Montreal Canadiens, time de hóquei que disputa a NHL. Até 1996, o Montreal Forum foi a casa da equipe. Hoje, a franquia manda seus jogos no Bell Centre.

O feito histórico da ginasta também parece não ter ficado na memória dos canadenses. O L! questionou cerca de dez pessoas, de idosos a jovens, e apenas uma se lembrou do feito: Claudio, que não revelou seu sobrenome, de 54 anos.

– Só lembro porque sou velho, as pessoas são muito jovens para se lembrarem. Vi pela TV – disse.

Outra área explorada é o Parque Olímpico. O complexo, que reúne o Estádio Olímpico, o Centro de Esportes  (que recebeu as modalidades aquáticas) e o Velódromo, fica em um lugar distante da região central, em um bairro de trabalhadores. Eles foram construídos para 1976 e tiveram o orçamento cinco vezes maior do que o previsto.
 
O estádio funciona cerca de 176 dias por ano e recebe  shows musicais e exposições variadas, além de eventos esportivos. Ele foi a casa do time de beisebol Montreal Expos até 2004, quando a franquia se mudou para Washington (EUA) e passou a se chamar Nationals.

O Centro de  Esportes é público e agora passa por reformas para receber torneios. Já o Velódromo virou um zoológico que simula os climas do mundo, com animais de cada local, chamado Biodôme.

Desde 2011 o complexo é gerido por David Heurtel, ex-secretário geral de eventos de Quebec.

Equipamentos olímpicos de 1976 hoje

Estádio Olímpico
Após 1976, recebeu uma cobertura sustentada por cabos ligados a uma torre panorâmica, que também serve para turismo. É aberta à visitações ao público e o ingresso custa US$ 5,00.

Biodôme
Velódromo na Olimpíada, deu lugar em 1992 a um zoológico que simula os climas do mundo e tem animais característicos de cada local. Visitantes adultos pagam US$ 18,75 e residentes de Quebéc têm desconto de US$ 3,75.

Centro Esportivo
Local que recebeu os esportes aquáticos nos Jogos, hoje é aberto para visitações e tem inclusive uma academia de ginástica pública. Continuou recebendo competições após a Olimpíada e hoje passa por reformas para aprimorar a estrutura para os torneios. O Mundial Paralímpico de Natação, realizado no Parc Jean Depreau, só não foi lá inclusive por conta das obras.

Montreal Forum
Arena poliesportiva no passado, hoje se tornou um shopping dominado por uma rede de cinemas. É decorado com artigos de hóquei e não há qualquer referência aos Jogos. Também tem um boliche, centro de games e restaurantes.

 

Área olímpica soma atrações turísticas

Além dos equipamentos dos Jogos de 1976, o Parque Olímpico de Montreal comporta um insetário, jardim botânico, planetário e uma rede de cinemas. No local, ainda há o estádio do clube de futebol Montreal Impact, o Stade Saputo.

O prédio que era a vila olímpica também fica próximo da área. Hoje ele é dividido entre escritórios e apartamentos residenciais.

O insetário foi inaugurado em 1990 e reúne mais de 160 mil espécies de insetos. Ele foi construído a partir de uma verba de cerca de US$ 600 milhões arrecada de um fundo de doações.

Já o planetário Rio Tinto Alcan foi inaugurado em abril deste ano, substituindo o antigo, construído em 1966. Mais moderno, ele custou US$ 48 milhões vindos em sua maioria do governo. Sua principal atração é uma coleção de meteoritos e ele já recebeu até agora aproximadamente 400 mil visitantes.

O jardim botânico fecha o Complexo da Vida, como é chamado, com uma área verde de 75 hectares. Ele foi inaugurado em 1931.

*O repórter viaja a convite do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB)

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