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Manifestantes protestam dentro do Mineirão durante México x Japão

Manifestantes conseguiram por minutos demonstrar sua insatisfação com a situação atual brasileira dentro do Mineirão, durante a vitória mexicana, por 2 a 1, sobre o Japão, na tarde deste sábado, pela Copa das Confederações. Mas tão logo eram identificados pelos stewards, seguranças privados, tinham o material confiscado.

Os advogados Pedro e Tiago levaram um cartaz no qual pediram por mais saúde, educação e emprego. Se dirigiram até a tribuna de imprensa, mas os seguranças cercaram a dupla e, um deles, com o colete de número 0299, arrancou o cartaz com violência da mão dos manifestantes, que depois voltaram para seus lugares.

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Em seguida, um novo manifestante apareceu, dessa vez, pedindo por reforma política. Novamente, os stewards entraram em ação, tomaram o cartaz, rasgaram e o jogaram embaixo de uma mesa na tribuna da imprensa.

Para agir dessa maneira e arrancar os cartazes, os stewards se apóiam na proibição da Fifa de que não pode haver manifestações políticas dentro de um estádio tanto na Copa das Confederações quanto na Copa do Mundo.

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Já do lado de fora do estádio, a exemplo do que ocorreu na partida entre Nigéria e Taiti, os policiais voltaram a enfrentar manifestantes, que tentaram entrar na zona de segurança. Com a insistência dos protestantes, que marcharam do Centro de Belo Horizonte, em chegar ao Mineirão, os policiais usaram gás lacrimogêneo e balas de borrachas para debelá-los.

A tentativa dos manifestantes em tentar novamente furar o bloqueio já era esperada. Tanto que cerca de 30 policiais da Força Nacional de Segurança estavam de prontidão nos arredores do Mineirão antes do início do jogo.

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Por causa dos confrontos no limite do perímetro de segurança, que acabou com a depredação de uma concessionária, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Márcio Santana, chegou a pedir, via uma emissora de rádio, que os pais ligassem para seus filhos e os chamassem de volta para casa.

- As pessoas que participam do manifesto, pacificamente, devem retornar pela Avenida Antônio Carlos. A PM vai entender que quem permanecer na Abraão Caram e partir para o enfrentamento com a PM será preso e conduzido para a delegacia, onde ficarão à disposição da Justiça - disse o comandante da PM, que estimou em 60 mil o número de manifestantes.

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