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Luxemburgo tenta recuperar o Fluminense de crise emocional

29/02/2016 21:33

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É o vacilo do goleiro. A bola na trave. A derrota para o rival. A vaga que não vem. O título que escapa. O protesto no treino. E a bola de neve só aumenta. O Fluminense está com o fator emocional em frangalhos, o que tem contribuído para os resultados ruins.

– Tenho conversado com os jogadores. Este grupo nunca passou por um momento tão complicado. Mas não pode ver fantasma. Eles estão meio assustados, tentando sair desse momento. O emocional está prejudicado. Qualquer gol que toma dá um baque geral. Temos que reconquistar a confiança – reconheceu o técnico Vanderlei Luxemburgo.

A crise emocional do Fluminense tem explicação. A expectativa era muito grande para a temporada. Mas o Flu fracassou tanto no Carioca quanto na Copa Libertadores, principal objetivo do clube. Aí vem a pressão da torcida e cobranças internas, e alguns jogadores não suportam. Isso se espalha pelo vestiário.

Nomes importantes se machucam, o elenco é posto em xeque e o time não consegue vencer. Fora os problemas extracampo. Consequência: mais críticas e a falta de confiança só cresce. O time então fica desacreditado e os erros se repetem.

– Se uma equipe não acredita no próprio potencial, ela não consegue alcançar os objetivos. Se não se entregar 100%, não chega aos resultados propostos – explicou ao LANCE!Net a psicóloga Alessandra Dutra, que trabalha com a seleção brasileira de handebol e ex-presidente da Associação Brasileira de Psicologia do Esporte (Abrapesp).

Alguns jogadores do Fluminense vem pedindo um "carinho especial" por parte do torcedor. Sinal de que o emocional está abalado.

Staff não conta com psicólogo

O elenco principal do Fluminense não tem à sua disposição o auxílio de um psicólogo, ao contrário dos rivais Botafogo e Vasco. A ausência de um profissional da área vem desde os tempos do técnico Muricy Ramalho, que chegou a pedir a contratação de alguém para ajudar os jogadores e evitar momentos de nervosismo.

Por outro lado, o técnico Abel Braga não requisitou um psicólogo para o grupo. As categorias de base do Fluminense, em Xerém, tem o suporte de especialistas na área.

O técnico Vanderlei Luxemburgo costuma contar em suas comissões com um psicólogo. Porém, ele trouxe para o Fluminense apenas o preparador físico Antônio Mello e o auxiliar técnico Lopes Júnior.

Lesões tem causado problemas no ano

Um dos grandes problemas do Fluminense na temporada tem sido as inúmeras lesões, que diversos jogadores do time tem sofrido ao longo do ano. O que tem atrapalhado muito, é que o jogador fica um tempo parado para tratamento e quando retorna, não tem a mesma confiança de quando parou. O preparador físico da equipe, Antônio Mello, criticou o calendário brasileiro e lamentou o pouco tempo para preparar os jogadores.

– Se a Copa do Brasil continuasse para nós, iríamos fechar o ano com 80 jogos, agora vamos fechar com 76, 74. Isso é horrível para um clube, é um calendário muito mal montado. Tiveram que apertar ele por conta da Copa das Confederações. São muitos jogos com pouco espaço de tempo, por isso as lesões. Eu só tenho tempo para recuperar os jogadores. Só podemos fazer massagem, repouso e gelo – disse, à Rádio Globo, antes da derrota.

Atualmente, Fred, Jean, Diguinho, Marcelinho, Leandro Euzébio e Wellington Silva estão no departamento médico tricolor.

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