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Libertadores coloca Victor entre os maiores da história do Galo

Victor não só participou da maior conquista da história do Atlético-MG, como foi seu maior protagonista. Das suas mãos e de seu pé esquerdo (duas vezes), o camisa 1 defendeu três pênaltis na reta final da Libertadores, ganhou estatueta da torcida e o apelido de "São Victor". Por isso, nos próximos anos, o nome do goleiro pode aparecer na lista da seleção de todos os tempos do Alvinegro.

O jogador, porém, não almeja tal rótulo de melhor goleiro que o Galo já teve. Para ele, só de fazer parte das páginas do clube, nesses 105 anos de criação, lhe dá a sensação de dever cumprido pelo Atlético-MG. Mas, é claro, ser lembrado, daqui alguns anos, como um atleta no mesmo patamar de João Leite e Kafunga o deixará orgulhoso.

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- Não é uma pretensão que eu tenha, não é um objetivo de carreira. Quero fazer história, conquistar o carinho do torcedor. Fico feliz de poder ter ajudado, mas cada um tem seu lugar no coração do torcedor. Espero que eu consiga esse espaço reservado para mim. Quero, sim, fazer minha história e entrar para a do clube. Mas de forma natural, sem essa cobrança na minha cabeça. Seria muito gratificante caso acontecesse, mas quero aparecer ao lado de grandes ídolos do passado - disse Victor, ao LANCE!Net.

Em alguns anos, o torcedor do Atlético olhará para Victor como um dos imortais do Galo. Na sua centenária história, o Alvinegro colecionou grande nomes na posição de goleiro. Os mais recentes são a lenda da Seleção Brasileira, Taffarel, que chegou como campeão mundial de 1994 ao Galo e venceu a Copa Conmebol de 1997; e Velloso, que fez história no Palmeiras e foi vice-campeão brasileiro de 1999, atuando por cinco temporadas e sendo o terceiro que mais atuou na posição.

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Dos mais antigos, se encontra o recordista de jogos João Leite, com 684 aparições em 16 anos de Atlético. Revelado no Galo, o hoje deputado estadual esteve presente na era dourada do time na década de 1980 (hexacampeão estadual e vice do Brasileiro de 1977 e 1980), além de ser o titular da Copa Conmebol de 1992.

Ainda na segunda metade do século passado, a meta atleticana foi defendida por dois estrangeiros que, apesar de não terem conquistado títulos, caíram nas graças da Massa. Ortiz, famoso por bater pênaltis e faltas, e o uruguaio Marzurkiewicz, que chegou pouco depois do Brasileirão de 1971 e era considerado, pela crítica, o melhor da posição em todo o Mundo.

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Mas, em termos de legenda, ninguém supera Olavo Leite Bastos. Com 20 temporadas no Alvinegro, Kafunga participou do início do profissionalismo do futebol mineiro. Ele também foi o goleiro da conquista do Gelo, na excursão que o Galo fez pela Europa em 1950.

Top 10 goleiros do Atlético-MG:

1 - Victor
2 - Kafunga
3 - João Leite
4 - Renato
5 - Taffarel
6 - Velloso
7 - Ortiz
8 - Marzurkiewicz
9 - Diego Alves
10 - Mussula

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