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Juiz não concede liminar, e Pato segue vinculado a Corinthians e São Paulo

O atacante Alexandre Pato teve uma derrota nos tribunais nesta quinta-feira no processo que move contra Corinthians e São Paulo e pede a sua rescisão contratual com os clubes. O pedido de liminar devido a direitos de imagem em atraso e não recolhimento de FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) foi indeferido. No entanto, o processo segue, e uma nova audiência está prevista para setembro.

Sendo assim, Pato segue com contrato com o Timão até o fim do próximo ano. O empréstimo dele ao São Paulo, que também seria interrompido em caso de vitória do atleta na Justiça, segue vigente até dezembro deste ano.

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A decisão desta quinta foi proferida pelo juiz André Eduardo Dorster Araujo, da 61ª Vara do Trabalho. Em sua argumentação, ele não entende direitos de imagem como salários, o que impede o rompimento imediato do contrato, mesmo após três meses de atraso. Além disso, ele lembra que tais ganhos do jogador vão para a empresa Chaterella, sediada no Reino Unido, e não para o atleta, que negociou sua imagem com a companhia em 2007.

O Corinthians devia cerca de R$ 4 milhões a Pato, referentes a dez meses de atraso, mas efetuou o pagamento na semana passada, logo após o jogador entrar com a ação na Justiça. O São Paulo também quitou dois meses de débito que tinha com o atacante.

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- Era o que nós esperávamos, estávamos muito confiantes dessa decisão. Sabíamos que estávamos com uma boa base na nossa defesa. Faremos uma nova defesa ainda mais substancial para a próxima fase do processo - disse Rogério Molica, advogado do Corinthians.

Além de tentar ficar livre para poder assinar com qualquer clube, Pato pede na Justiça o valor total que resta de seu contrato, que beira R$ 16 milhões, considerando 18 meses de R$ 800 mil de salários (R$ 500 mil de direito de imagem + R$ 300 mil em CLT), além do pagamento do 13º. Essa questão, porém, só será tratada após a audiência do dia 3 de setembro.

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No documento entregue à Justiça, o jogador afirmou que também pretende rescindir com o Corinthians porque sofreu ameaças em 2014, quando torcedores invadiram o CT Joaquim Grava e prometeram quebrar suas pernas - além de ser vítimas de ameaças virtuais, via redes sociais (Twitter e Instagram). No entanto, o juiz Doster Araújo disse que esses episódios não são recentes e por isso "falta imediatidade para justificar a rescisão indireta".

Pato segue treinando no São Paulo e foi até testado como meia em atividade na última quarta-feira. Caso ele seja escalado no próximo domingo, contra o Avaí, completará sete jogos pela equipe no Campeonato Brasileiro e, assim, não poderia mais se transferir para outro clube da Série A do Nacional.

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