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Isaquias Queiroz leva o ouro no Pan, mas tempo fica aquém do esperado

É inegável que o brasileiro Isaquias Queiroz é um fenômeno na canoagem. Ontem, ele sagrou-se campeão da classe C1 1.000m nos Jogos Pan-Americanos de Toronto (CAN). Porém, seu tempo de 4m07s866 o deixa muito aquém das últimas disputas mundiais e olímpicas. Teria sido esse apenas um "tempo de Pan"?

O canoísta é bicampeão mundial na classe C1 500m, que não faz parte do programa olímpico. Na C1 1.000m, que será disputada na Olimpíada do Rio de Janeiro, Isaquias brigava pelo ouro na última edição do mundial, em Moscou (RUS), quando sofreu uma queda à beira da linha de chegada e foi desclassificado. Em 2013, em Duisburg (ALE), foi bronze, com 4m14s154.

Na Rússia, o ouro ficou com o alemão Sebastian Brendel, que cravou marca melhor que a de Queiroz nos Jogos Pan-Americanos: 3m44s578.

Em 2013, a disputa teve tempos abaixo do esperado. Assim, com a marca de ontem em Toronto, o brasileiro teria garantido a medalha de ouro no campeonato, visto que o húngaro Attila Vajda subiu ao ponto mais alto do pódio com 4m09s123.

Se compararmos a performance de Isaquias com as duas últimas Olimpíadas, em 2008 (Pequim-CHN) e 2012 (Londres-ING), ele também terminaria fora dos três primeiros.

Na China, Vajda sagrou-se campeão com a marca de 3m50s467, enquanto Brendel foi o melhor na Inglaterra, quatro anos depois, com um tempo ainda melhor: 3m47s176.

Mesmo assim, o brasileiro já mostrou que pode disputar de igual para igual com os melhores do mundo, principalmente ao analisarmos sua performance no Mundial do ano passado, quando ficou perto do ouro.

Além da medalha de ouro de ontem, Isaquias foi prata na C2 1.000m (também olímpica), com 3m47s117. O tempo da prova, em dupla com Erlon Souza, garantiria o título do Mundial de 2013, já que os húngaros Henrik Vasbanyai e Robert Mike foram campeões com 3m52s602.

Porém, o deixaria fora do pódio na edição do ano passado e nas Olimpíadas de 2008 e 2012, já que os campeões tiveram marcas muito melhores.

Mesmo com o tempo abaixo do esperado no Pan, Isaquias Queiroz é uma das maiores esperanças do Brasil na Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016. Agora, a dúvida que resta é: dá para ganhar o ouro em casa?

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