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Gustavo fala de mudanças e nova gestão na Superliga: 'Sonho que todas decisões sejam democráticas'

Nos últimos tempos, Gustavo Endres se tornou uma das principais vozes do vôlei no Brasil. Um dos líderes do Grupo de Atletas, que debate com a Confederação Brasileira Vôlei (CBV) melhorias para a modalidade no país, o central do Kappesberg/Canoas falou ao LANCE!Net sobre as mudanças na Superliga para esta temporada, como o aumento da dinâmica de jogo e os sets de 21 pontos.

Campeão olímpico em Atenas-2004, ele comemorou o fato de que as alterações sugeridas nas plenárias feitas antes do campeonato estejam sendo seguidas à risca, como o o caso da agilidade do jogo, mas já identificou algumas possíveis alterações. Para Gustavo, a utilização de árbitros regionais é um ponto que precisa ser revisto, já que apesar da confiança no profissionalismo dos juízes, a pressão sofrida pelo fato de ser da "casa" pode afetar seu desempenho.

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- Os árbitros agora são regionais. Isso preocupa. Por mais que a gente saiba que são profissionais, a gente fica com uma pulga atrás da orelha. Preferia que fosse neutro - disse o jogador.


O anúncio da CBV do novo formato de gestão da Superliga, que agora será compartilhada com os clubes a partir da próxima edição, sinaliza para Gustavo um avanço do torneio, que completa 20 anos nesta temporada.

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- Vai ser melhor com a participação de todos. Bem democrático. (Este ano) só o set de 21 pontos que prevaleceu. Está tudo se encaminhando para melhorar. É louvável, tenho o sonho de que todas as decisões sejam democráticas - afirmou o central.

Confira a entrevista na íntegra:

L!Net: Qual a sua análise sobre as mudanças na velocidade do jogo e na pontuação dos sets da Superliga até agora?

Gustavo Endres: A dinâmica foi debatida nas plenárias. Falamos que até a hora do saque tinha que ser mais rápida. E estão cumprindo à risca, está sendo muito bem feito. Quanto aos 21 pontos, ainda estamos nos adaptando. Ele cria uma ansiedade e tensão no início do set, mas ainda não sei se é bom ou ruim. Se fosse como está agora, com mais dinâmica, acho que não precisaria tirar os 25 pontos (antiga pontuação dos sets).

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L!Net: Existe mais alguma outra mudança no torneio a se destacar?

G.E.: Os árbitros agora são regionais. Isso preocupa. Por mais que a gente saiba que são profissionais, a gente fica com uma pulga atrás da orelha. Preferia que fosse neutro.

L!Net: Como você recebeu a notícia de que a partir da próxima temporada a CBV fará uma gestão compartilhada da Superliga com os clubes?

G.E.: Vai ser melhor com a participação de todos. Bem democrático. (Este ano) só o set de 21 pontos que prevaleceu. Está tudo se encaminhando para melhorar. É louvável, tenho o sonho de que todas as decisões sejam democráticas.

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L!Net: Para esta temporada, o Ricardinho viabilizou a criação do Moda Maringá para a Superliga. Acredita que isto pode virar uma tendência?

G.E.: Eu não sei. O futuro é difícil falar, tem que ter um conjunto aí, também de apoiadores. Aqui a gente continua procurando patrocinador. Temos que fazer laços para que o projeto não acabe.

L!Net: Pelas redes sociais, você demonstrou uma preocupação desde o início com a sobrecarga de treinos no oposto Luan, que estava com a Seleção Sub-23 e machucou o joelho esquerdo na estreia na Superliga. Você acha que isto pode ter ocasionado a lesão?

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G.E.: É difícil falar, poderia acontecer com qualquer um. Mas fatos são fatos: ele estava treinando com a Seleção de segunda a quinta e voltando para o clube sexta. Isso é uma sobrecarga para qualquer atleta. Não estou culpando a Seleção, mas o fato de não ser melhor organizado. Fico triste por ele.

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